
O MARAVILHOSO LIVRO DAS MENINAS

ROSEMARY DAVIDSON
E
SARAH VINE



EDITORA GLOBO

2008


Traduo e adaptao: Rosemarie


Ilustraes de Natacha Ledwidge


SUMRIO

INTRODUO
1. AGULHA E LINHA
2. No QUINTAL
3. NA COZINHA
4.  VERO
5. VIDA AO AR LIVRE
6. ANIMAIS DE ESTIMAO
7. BELEZA E MAQUIAGEM
8. No PALCO
9.  OUTONO!
10. CABELOS
11. PERFUMES
12. UM POUCO DE CULTURA
13. PSCOA
14. VAI TER FESTA!        
15.  INVERNO!        
16. FESTIVIDADES E COMEMORAES   
17.  PRIMAVERA!        
18. NATAL        
19. LEITURA DA SORTE        
20. PRIMEIROS SOCORROS        
21. DICAS VALIOSAS        

INTRODUO

Algum j disse, com boa dose de razo, que o tdio  pai de rodas as invenes. Provavelmente tudo comeou na pr-histria, quando a primeira garota ficou amiga 
da menina que morava na caverna ao lado e, juntas, descobriram formas divertidas de aproveitar o tempo: desenhar, brincar, colher flores, fazer enfeites para se 
embelezar. Ou mesmo inventar uma lngua s delas, exclusiva para trocar segredos, quem sabe, at a vida adulta.
Milnios se passaram. Para dar graa  existncia humana, surgiram as melhores coisas da vida, como a msica, as artes visuais, a literatura, o teatro, a moda. Enormes 
transformaes se sucederam, e hoje todo mundo navega na internet, fala pelo celular e v DVD. Mas, basicamente, as meninas continuam muito parecidas com as antepassadas 
da Idade da Pedra: ainda se encantam diante de um filhotinho de cachorro e preservam a capacidade de passar horas trocando de roupa em busca do visual perfeito. 
O mundo contemporneo pode estar repleto de novidades tecnolgicas, mas sobrevive intacto na alma humana o prazer de preencher as horas livres com o trabalho manual 
bem-feito ou a leitura de um belo romance, por exemplo.
Neste livro, voc vai encontrar centenas de idias e sugestes de deliciosas atividades para fazer sozinha ou partilhar com as amigas. Os captulos seguintes renem 
jogos, histrias, receitas, passagens histricas e curiosidades da cultura popular. H sugestes prticas e de resultado concreto, como a confeco de convites e 
cartes, mas tambm dicas sobre temas mais sutis, como conselhos sobre o relacionamento com as amigas. Em resumo, O Maravilhoso Livro das Meninas  um tipo de leitura 
capaz de agradar at  sua me e sua av!
De olho na vida prtica, as autoras do livro no se esqueceram de aspectos importantes do cotidiano das garotas. Vale conferir as recomendaes sobre beleza, sade 
dos cabelos, cuidados com animais de estimao e (por que no?) etiqueta. Na hora da "mo na massa", as explicaes so acompanhadas de ilustraes super didticas. 
E como uma garota bem informada vale por duas, no poderiam faltar dicas de livros e filmes que vale a pena conhecer.
Mas quem so, afinal, as autoras deste livro? Bem, Rosemary Davidson nasceu e cresceu na Irlanda, ao lado de trs irms. Trabalhou anos no mercado editorial e adora 
a vida ao ar livre. Sarah Vine, por sua vez, faz mais o tipo urbano. Cresceu em Torino, cidade industrial do norte da Itlia, e escreve para o jornal ingls The 
Times. Da combinao e mistura do estilo rural e urbano surgiu este livro com cara de almanaque "retro" e recheado de informaes legais para as garotas de hoje 
e sempre. Aproveite!



AGULHA E LINHA

No passado, fazia parte da educao das meninas aprender a costurar, bordar e dominar outras tcnicas manuais. A revoluo feminista e a luta por igualdade entre 
os sexos, porm, associaram a essas atividades o rtulo de "coisa menor", sem utilidade. Depois de sculos dedicados s agulhas e linhas e s tarefas "do lar" - 
enquanto os homens iam batalhar pela sobrevivncia da famlia -, as mulheres deixaram suas caixas de costura de lado e se juntaram aos parceiros. O resultado foi 
o aumento da renda domstica, mas tambm o abandono dos pequenos prazeres que fazem parte do universo feminino desde o tempo de nossas bisavs.
 uma pena. Mesmo porque as atividades manuais no se resumem a remendar meias. Com criatividade,  possvel confeccionar peas lindas ou at customizar aquela cala 
velha que est no armrio. E vale lembrar: no existem tarefas "menores". Saber pregar botes, por exemplo, pode ser decisivo para "salvar a ptria" numa situao 
de emergncia.

CAIXA DE COSTURA

Muito provavelmente sua av tinha uma caixa de costura, um lugar especial para guardar os apetrechos mais usados nos trabalhos artesanais. Em geral, no podiam faltar:

* agulhas e alfinetes        * elsticos
* fita mtrica        * desmanchador de costura
* tesoura        * giz de alfaiate
* linhas        * dedal
* alfinete de segurana

O segredo estava em guardar botes e outros enfeites, como lantejoulas e fitas, em potes de vidro ou pequenas latas. Na prxima vez que voc ganhar um presente dentro 
de uma embalagem bonita, no a jogue fora: ela pode se transformar na sua caixa de costura. Use-a para guardar tudo o que for til. Voc vai se surpreender com a 
quantidade de coisas que, em vez de ir para a lata de lixo, podem ser "recicladas" para outros fins. Pedaos de fita, botes perdidos, miangas e vidrilhos, tudo 
merece um lugarzinho. Por sua vez, os tecidos podem ser encontrados em lojas especializadas, tanto os grandes estabelecimentos como os pequenos bazares de bairro. 
Em geral, vale  pena dar uma olhada na cesta dos retalhos e procurar cores e estampas do seu gosto.
Costura

Existem vrios pontos de costura  mo, mas, para comear, basta conhecer as tcnicas simples. Escolha uma agulha mdia, uma linha de algodo combinando com o trabalho 
e um pedao de tecido do tamanho de um guardanapo. Prefira retalhos de algodo ou de linho, que do mais firmeza aos pontos. No esquea de um detalhe importante: 
uma cadeira confortvel, instalada em local bem iluminado, de preferncia com espao para acomodar seus utenslios de costura.

Os trs pontos ensinados a seguir podem parecer bobos, mas  importante comear por eles para aperfeioar o controle dos movimentos e, depois, aprimorar sua tcnica 
de costura ou bordado.

PONTO DE ALINHAVO

 o mais fcil de todos. Coloque a linha na agulha e faa um pequeno n na ponta. Insira a agulha no pano de baixo para cima e puxe. Fure o tecido novamente a uma 
distncia aproximada de 0,5 centmetros do ponto inicial, v para o avesso e depois volte com a agulha para a parte superior do pano (ilustrao A). Tente manter 
a mesma distncia entre os pontos. Pratique at se sentir segura (ou entediada). O ponto de alinhavo pode ser usado para emendar dois tecidos, enfeitar um acabamento 
ou ainda para franzir o pano (para isso, basta puxar a linha).


PONTO ATRS

Este  um ponto bastante prtico, alm de firme, confivel e verstil. Insira a agulha com a linha no tecido de baixo para cima e depois fure o pano a cerca de meio 
centmetro para a direita. Volte com a agulha para a parte superior, s que agora  esquerda do ponto inicial, tambm a 0,5 centmetros. Fure novamente o tecido, 
colocando a agulha prxima ao final do ponto anterior (ilustrao B).

PONTO CASEADO

O ponto caseado  ideal para dar acabamento em bordas, unir dois tecidos e fixar as aplicaes. Quando voc dominar esta tcnica, poder utiliz-la tambm para fazer 
casas de botes.

Vire para voc a extremidade de tecido a ser trabalhada. Da esquerda para a direita, fure o tecido a uma pequena distncia da borda (cerca de 0,5 centmetros, por 
exemplo). Puxe a linha e volte a inserir a agulha ao lado do primeiro furo, mas deixando uma pequena "volta" na linha (ilustrao C), dentro da qual a agulha ir 
passar na hora de voltar para a parte superior do tecido. Puxe com suavidade para formar o pequeno "dente" e fure novamente, para fazer o prximo ponto (ilustrao 
D).




ACABAMENTO

Quando o trabalho ou a linha acabarem, ser preciso fixar o ltimo ponto com firmeza, para evitar que a costura desmanche. O melhor modo consiste em virar o tecido 
do avesso e passar a agulha vrias vezes no ltimo ponto, fazendo um n. Puxe bem a linha e corte-a rente ao n.

Fuxico
Aplicados sobre uma roupa, os coloridos fuxicos do aquele toque especial. Se voc preferir emend-los, o resultado pode ser uma simptica bolsa!
Corte um crculo de tecido com aproximadamente 10 centmetros de dimetro (ilustrao A). Dobre a borda para dentro e comece a fix-la com o ponto de alinhavo, subindo 
e descendo com a agulha em intervalos regulares (ilustrao B). Ao terminar o crculo, puxe a linha (ilustrao C), ajeite as pregas com os dedos e prenda o centro 
do fuxico com alguns pontos delicados (ilustrao D). Est pronto!


Boneca de pano

Quem nunca teve uma boneca de pano? Pois chegou a hora de voc fazer uma, com as prprias mos. A tarefa exige um pouco de dedicao, mas o resultado vai deix-la 
orgulhosa. Para confeccionar a boneca, voc vai precisar de:

* tecido para o corpo
* linha e agulha
* l ou plumante sinttico, para rechear a boneca
* linha de bordado ou caneta de pintar tecidos
* l, para o cabelo

Os moldes da boneca so:




Na ponta do brao, fazer pregas no tecido
Costure as partes da boneca com ponto atrs. Para emendar uma parte na outra, posicione os lados do tecido um sobre o outro (direito com direito) e faa os pontos 
a cerca de 0,5 centmetros da borda. Siga os moldes e corte duas partes correspondentes ao corpo da boneca (frente e costas). Alfinete-as na altura do pescoo, direito 
com direito do tecido, e costure acompanhando as bordas. Na parte inferior, deixe uma abertura para virar a pea (a costura vai ficar para dentro) e ench-la com 
l ou plumante sinttico. Depois de rechear bem o corpo da boneca, feche a abertura com ponto caseado.
Siga os moldes e corte quatro partes para fazer as pernas da boneca, lembrando que um par deve ficar com os ps virados para a direita e outro para a esquerda. Junte 
as partes, deixando uma abertura no alto para virar a pea e reche-la. Encha cada uma das pernas (no coloque recheio at a ponta) e feche-as com ponto caseado. 
Costure-as no corpo da boneca.
Corte os braos (quatro partes), junte-os e costure-os, tambm deixando a extremidade aberta para virar e encher cada pea. Deixe cerca de 3 centmetros na ponta 
sem enchimento. Faa pregas na ponta que ser costurada ao ombro, como mostra a ilustrao. Feche os braos com pontos de alinhavo e prenda-os ao corpo da boneca, 
a cerca de 1 centmetro abaixo do pescoo.
Voc j tem o corpo da boneca e agora  preciso fazer o acabamento. Comece pelo rosto. De acordo com as tcnicas tradicionais, os olhos, a boca e o nariz so bordados 
com linhas de sua preferncia, mas tambm  possvel desenh-los com uma caneta prpria para uso em tecidos. Se voc preferir pintar, faa primeiro alguns testes 
em um pedao de papel e depois marque a posio dos olhos, do nariz e da boca com um lpis ou alfinete, para evitar erros. Caso queira dar um ar tradicional para 
sua criao, pregue dois botes escuros no lugar dos olhos.
Na hora de fazer os cabelos, o mtodo mais fcil  usar l (de preferncia de tapearia, mais espessa), da cor de sua preferncia. Corte vrios pedaos, coloque-os 
um ao lado do outro e prenda-os pelo meio. Voc pode fix-los soltos na cabea da boneca ou fazer duas tranas.

Bolsa

Para comear, o melhor  fazer o modelo mais simples. Faa uma bolsa de tamanho mdio e depois aumente ou diminua as propores, de acordo com a sua preferncia. 
Prefira um tecido mais firme, a fim de evitar que a pea rasgue se voc carregar coisas pesadas. Para uma bolsa de tamanho mdio, voc vai precisar de:

* 1 retngulo de tecido (45 x 70 centmetros)
* alfinetes
* linha e agulha
* tesoura
* 1 metro de cordo (com cerca de 0,5 centmetros de dimetro)
* alfinete de segurana

Coloque o tecido sobre a mesa, com o lado direito para cima. Dobre-o ao meio, no sentido do comprimento, e trabalhe no avesso. Faa uma dobra nas duas pontas: primeiro 
uma dobra de 2 centmetros e depois outra, com cerca de 4 centmetros. Costure com ponto atrs (isso fornecer o espao para a colocao da ala). Com a bolsa do 
avesso, alfinete e costure as laterais, tambm com ponto atrs.
Vire a bolsa para o lado correto. Aproveite a borda da parte interna para passar o cordo: use um alfinete de segurana para realizar essa tarefa. Corte o cordo 
ao meio e passe-o por dentro da borda de um dos lados. Depois, repita a operao com o restante do cordo, do outro lado. Junte as pontas e d um n firme. Quando 
voc puxar o cordo, a bolsa vai franzir e se fechar.
Voc pode criar bolsas de vrios tecidos e decor-las do modo que preferir. Se quiser, faa uma bolsa para cada dia da semana! Mudando o tamanho e os padres do 
tecido, alm da cor e da espessura do cordo, voc poder dispor de uma grande variedade de bolsas e saquinhos para guardar suas coisas!

Tcnicas teis

COMO PREGAR BOTES

A maioria das roupas compradas em lojas j vem com botes pregados  mquina, o que significa que precisam de um reforo - do contrrio,  provvel que caiam depois 
de voc usar a pea trs ou quatro vezes.
Para comear, coloque na agulha um pouco de linha de uma cor que combine com o boto, de preferncia um tom que "desaparea" depois que o trabalho estiver feito. 
Tente usar linha dupla, com um n na ponta. Posicione o boto no local em que pretende fix-lo, checando se est de acordo com a posio da casa correspondente.
Insira a agulha de baixo para cima, voltando a descer depois de passar por outra abertura do boto. Se o boto tiver quatro furos, voc pode dar os pontos formando 
um "X" ou fazer duas pequenas linhas paralelas, caso preferir. Alguns botes tm apenas dois furos e, por isso, precisam de cuidado redobrado na fixao.
Repita os pontos at se certificar de que o boto est firme. Quando achar que o resultado est satisfatrio, faa o acabamento: desa com a agulha para o avesso, 
passe-a pelos pontos que esto aparentes e d um n. Em seguida, corte a linha.

COMO FAZER BARRA

Para impedir que a borda do tecido desmanche,  preciso fazer uma barra. Comece fazendo uma dobra para o avesso de 1 ou 2 centmetros, aproximadamente. (Em geral, 
as costureiras fazem dobras pequenas em tecidos finos, como algodo ou jrsei, e barras mais largas em panos mais consistentes, como brim.) Em seguida, faa outra 
dobra, agora um pouco mais larga do que a primeira, para que toda a borda fique bem protegida.
Antes de comear a costura, alfinete a barra (h quem prefira passar o ferro, para garantir que as dobras fiquem bem marcadas). Com ponto atrs, prenda a barra de 
maneira que os pontos apaream o mnimo possvel do lado direito do tecido. Certifique-se de que a costura est firme e volte a passar o ferro, ao concluir o trabalho.

Tric

A tcnica a seguir  bem mais simples do que o verdadeiro tric feito com agulhas, mas ajuda a dar uma idia de como a coisa funciona. Voc vai precisar de um carretel 
de madeira com quatro pequenos pregos, que pode ser comprado em lojas de artesanato. Essa pea permite apenas confeccionar peas em forma tubular, o que basta para 
fazer meias ou cachecis de bonecas, por exemplo.
Para comear, introduza a ponta da l pela abertura no centro do carretel e passe-a pelos pregos, no sentido horrio (ilustrao A). Passe a l ao redor dos quatro 
pregos e aperte-a com os dedos. Com a ajuda de uma agulha de tric, passe a primeira volta por cima do prego (ilustraes B e C). Repita a operao nos demais pregos 
e comece novamente, at que a pea fique do tamanho desejado. Para terminar, corte a l e reforce-a ao redor de cada prego, dando um n. Puxe para que fique bem 
firme.

TRIC COM AGULHAS

Nenhum manual de instrues do planeta tem a mesma eficcia do que ver uma pessoa tricotando - mas no custa tentar explicar a tcnica. Mos  obra!
Voc vai precisar de:

* um par de agulhas de tric de tamanho mdio (nmero 5 ou 6; o nmero equivale  circunferncia da agulha em milmetros).
* um novelo de l. Comece com l de espessura mdia. Escolha uma cor de sua preferncia e lembre-se de que, no comeo, o trabalho nem sempre  animador.

Para iniciar, faa um crculo com a l e cruze o fio por trs. Puxe a ponta comprida atravs do crculo, formando uma ala (ilustrao D). Puxe com firmeza (ilustrao 
E). Esse ponto se chama laada corredia.
Agora, passe esta agulha para a mo esquerda, se voc for destra (tricoteiras canhotas devem seguir as instrues ao contrrio). Passe a agulha da mo direita pela 
laada e puxe a l, trazendo-a por dentro da laada. Transfira esse ponto para a agulha da mo esquerda, posicionando um ponto ao lado de outro. (O nmero de pontos 
vai determinar a largura de sua pea.)
Depois de dominar essa tcnica bsica, voc poder passar para o ponto bsico do tric: o ponto meia.


PONTO MEIA

Com a mo esquerda, segure a agulha com os pontos. Na mo direita, passe a l sobre o indicador e prenda-a entre os dedos (ilustrao F), enrolando-a no dedo mnimo. 
A idia  permitir que a linha se movimente, mas com o seu controle. A tenso da l  importante para o resultado do trabalho, e boa parte da tcnica de uma tricoteira 
habilidosa est em no exagerar no aperto nem soltar demais a l.
Introduza a agulha da mo direita na ala da frente do primeiro ponto da agulha da mo esquerda, de frente para trs. Com o indicador, passe a linha por cima da 
agulha da direita. Puxe uma laada atravs do ponto (ilustrao I). Este ltimo movimento pode ser um tanto complicado, mas com um pouco de treino tudo se resolve.
A idia  passar todos os pontos da agulha da esquerda para a da direita, formando novas carreiras. Ao terminar uma linha, troque as agulhas de mo e repita a operao.


ACABAMENTO

Faa dois pontos meia. Passe de volta o primeiro ponto tricotado sobre o segundo e mude-o de agulha, deixando apenas um ponto na agulha direita. Passe a l nesse 
ltimo ponto e puxe.


MULHERES INSPIRADORAS

Nise da Silveira (1905-1999)

Nascida em Alagoas, Nise da Silveira estudou no Rio de Janeiro, onde formou-se em medicina, sendo a nica mulher em meio a uma turma de 156 homens. Especializada 
em neurologia e psiquiatria, criou e aplicou idias que revolucionaram o tratamento de desequilbrios mentais. Em 1946, inaugurou o Servio de Teraputica Ocupacional 
do Centro Psiquitrico Pedro II, no Rio. Inconformada com as terapias mais aceitas na poca (como o uso de eletro-choque), apostou na arte como meio de recuperao 
de pessoas esquizofrnicas.
Em vez de remdios fortes e isolamento, oferecia pincis, tinta e argila para que os internos se expressassem criativamente. Por meio da anlise das pinturas e esculturas 
produzidas, Nise descobria como abordar o problema de cada um. Defensora radical da humanizao dos mtodos teraputicos, a psiquiatra tambm foi pioneira ao reconhecer 
animais de estimao como eficientes "co-terapeutas" - dar e receber afeto, segundo ela, seria fundamental na recuperao emocional dos internos. A experincia deu 
to certo que, hoje, est disseminada em clnicas e asilos espalhados pelo mundo.
Numa sociedade habituada a discriminar e isolar os portadores de desequilbrio mental, Nise da Silveira foi uma incansvel guerreira contra o preconceito. Ela jamais 
se referia aos internos como "loucos", "doentes mentais" ou "pacientes". Preferia dizer que cuidava de "pessoas" ou "clientes". Ao longo de 46 anos, seu trabalho 
clnico possibilitou que a maioria dos "clientes" voltasse curada para casa. As mais de 300 mil obras criadas durante esse perodo compem hoje o acervo do Museu 
do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Imobilizada numa cadeira de rodas desde 1990, Nise se manteve ativa, coordenando um grupo de estudos de psicanlise e psiquiatria 
at sua morte, aos 94 anos.

NO QUINTAL

O estilo de vida nas grandes cidades, onde no raramente faltam espao e tempo para as coisas mais fundamentais da vida, s vezes afasta as pessoas do gratificante 
contato com a natureza. Mas, para sentir um pouco da alegria de ver crescer uma planta ou desabrochar uma flor, no  preciso contar com reas enormes: um canteiro 
no canto da varanda do apartamento ou vasinhos postos em locais bem iluminados podem abrigar espcies de fcil cultivo.
Vale ter em mente que nem toda aventura pelo mundo da jardinagem corresponde a sucesso garantido. s vezes,  preciso mudar uma planta de lugar, procurar informaes 
sobre a poca ideal para a poda, buscar dicas de como fertilizar mais a terra... O importante , em caso de insucesso, tentar de novo! As tcnicas apresentadas neste 
captulo sero teis para voc se familiarizar com essa prazerosa atividade.




CAIXA DE JARDINAGEM

Mesmo que sua incurso pelo universo vegetal no v alm do cultivo de algumas plantas ornamentais, ferramentas adequadas sempre fazem a diferena. Voc vai precisar 
de:

P DE FEIJO

Esta experincia permite observar, passo a passo, o surgimento do broto a partir da semente, processo que corresponde ao incio da vida da planta. Voc vai precisar 
de:

* 1 pote de vidro ou de plstico bem limpo
* algodo
* 2 ou 3 gros de feijo
* gua

Coloque o algodo no fundo do pote e acomode os feijes. Molhe todos os dias, tomando cuidado para no encharcar. Escolha um local iluminado e arejado para o pote. 
Depois que o broto estiver aparente, passe o p de feijo para um vaso ou canteiro com terra.

MUDA DE ABACATEIRO

Na prxima vez que sua me comprar abacate, pea para ela guardar o caroo. A partir dele, e seguindo as instrues abaixo, ser possvel obter uma muda de abacateiro.
Voc vai precisar de:

* 1 pote de vidro limpo
* 3 palitos de dente
* 1 caroo de abacate


Deixe o caroo do abacate envolto em gua morna uma noite inteira. No dia seguinte, espete trs palitos de dente numa das extremidades do caroo, a distncias regulares. 
Coloque gua dentro do pote e posicione o caroo. Os palitos devem se apoiar na borda do pote, de modo a manter o caroo suspenso: a parte mais pontuda deve ficar 
para cima, seca, e s a ponta mais larga permanece em contato com a gua.
Guarde o pote em local protegido do frio, do vento e da luz, mas no se esquea dele! Verifique todos os dias o nvel da gua, certificando-se de que s a base do 
caroo fique imersa no lquido.
Quando germinar, o caroo vai apresentar uma espcie de rachadura, com pequenas razes na parte inferior e uma pequena haste no topo. Espere at que a haste atinja 
cerca de 15 centmetros e, com uma tesoura apropriada, corte-a ao meio. Isso ajuda a fortalecer a planta e estimula seu crescimento.
Em seguida, transfira o broto para a terra. Se optar por um vaso, no esquea de colocar no fundo um pouco de cascalho ou de areia, para garantir a drenagem. Se 
possvel, use terra preparada, que contenha hmus. Abra um buraco para acomodar as razes, retire os palitos de dente e acomode o caroo, apertando-o suavemente 
com as mos. Regue a planta, mas sem exagerar.

Dica: Se o caroo for de abacate bem maduro, aumentam as chances de germinao!




PREPARE UMA JARDINEIRA

Na falta de um espao aberto, tente montar uma jardineira ou canteiro dentro de casa. De preferncia, posicione-a perto da janela ou na sacada do apartamento, mas 
evite locais expostos ao Sol intenso.
Para comear, prepare o local de semeadura das plantas. Cubra o fundo da jardineira ou vaso com argila expandida, cacos de cermica ou cascalho (medida importante 
para garantir uma boa drenagem). Em seguida, espalhe a terra, que deve ser composta de trs parte iguais de terra vegetal, areia e hmus.
Na hora de plantar, primeiro aperte suavemente a superfcie da terra. Tanto no caso de mudas como no de sementes, lembre-se de deixar espao entre cada uma (cerca 
de 10 centmetros). Depois, coloque mais um pouco de terra e regue com moderao.

QUAIS FLORES PLANTAR?

Se voc pretende instalar sua jardineira na varanda ou na janela, uma boa opo so as plantas pendentes. Algumas espcies de gernio [Pelargonium peltatum) e de 
begnia (Begnia imperialis) so bastante indicadas - a ltima, sobretudo em locais de meia-sombra. Caso o vaso ou a jardineira esteja num local com grande exposio 
ao Sol, aposte nas petnias (Petunia integrifolia), lanterninhas-chinesas (Abutilon striatum) ou ixoras (Ixora coccinea). Se o ambiente tiver muita sombra, plante 
brinco-de-princesa (Fuchsia hybrida). Grandes quantidades de luz sem incidncia direta do Sol garantem um espao ideal para o lrio-da-paz (Spathiphylum wallisii).

Prepare um canteiro

Converse com seus pais e veja se h alguma rea do quintal disponvel para acomodar suas plantas. Lembre-se de que no  preciso muito espao: mais importante do 
que a extenso  a localizao do canteiro.
O ideal  que o local escolhido seja face sul ou sudoeste, para garantir boa incidncia de luz do Sol. Escolheu? Est na hora de marcar o local, para deixar claro 
que aquele  o "seu" canteiro. Voc pode cerc-lo de pedras, pequenas estacas de madeira ou tijolos, se preferir.
Agora, mos  obra. Limpe o canteiro de qualquer entulho (pedras, restos de cimento, galhos secos) e depois afofe a terra com uma enxada. Essa etapa  importante 
para descobrir o tipo de solo. Com sorte, voc encontrar uma terra macia, fcil de revirar - mas, se esse no for o caso, basta afofar bem a rea e "vitamin-la" 
com terra adubada.
Ao revirar a terra, remova itens que podem atrapalhar o desenvolvimento da planta (novamente, pedras, cimento ou galhos secos). Depois que a rea estiver bem fofa, 
acrescente terra adubada, a fim de enriquecer o local com nutrientes: espalhe bem e passe o rastelo, para misturar o solo com o adubo. Para terminar, use uma p, 
para deixar a superfcie plana.
A terra est pronta para o plantio. Como o canteiro  seu, escolha flores, ervas ou folhagens do seu gosto, ou combine espcies diferentes. Finalmente, um lembrete 
importante: caso as primeiras tentativas no dem certo, no desanime: a natureza sempre permite que voc comece novamente.


Sete ervas

Quem nunca ouviu falar das propriedades atribudas aos famosos vasos das sete ervas? Muitas pessoas acreditam que a combinao dessas espcies  infalvel para espantar 
energias negativas, alm de atrair boa sorte. Voc quer tentar?
A escolha das espcies varia de acordo com a regio do pas, mas a combinao mais comum inclui:

* Arruda (Ruta graveolens)
* Comigo-ningum-pode (Diejfenbachia sp.)
* Pimenta (Capsicum annuum)
* Espada-de-so-jorge (Sansevieria trifasciata)
* Manjerico (Oncimum basilicum)
* Alecrim (Rosmarinus officinalis)
* Guin (Petiveria alliacea)
Dica: Como a comigo-ningum-pode  uma planta perigosa (a ingesto das folhas pode intoxicar crianas e animais), h quem prefira substituir essa espcie pelo trevo-de-quatro-folha
s (Oxalis deppei).

Instale seu vaso das sete ervas em local que receba aproximadamente seis horas de luz por dia. Procure manter o solo sempre mido (mas nunca encharcado), e adube 
o vaso uma vez por ms.

Temperos em casa

Algumas coisas combinam tanto que parecem ter sido criadas uma para a outra...  o caso do morango com chantilly, do arroz com feijo e do tomate com manjerico. 
O manjerico, como outras ervas de uso culinrio,  fcil de ser cultivado (cresce at em vasos e floreiras) e no exige grandes cuidados.
Plantas condimentares e aromticas aguam os sentidos do olfato, da viso e do paladar. Perfumam os ambientes e conferem um toque especial aos alimentos. Manter 
um canteiro ou jardineira com ervas usadas no preparo da comida  uma boa maneira de testemunhar o poder da natureza: um simples raminho de hortel, alecrim ou manjerico 
pode ser suficiente para transformar os pratos comuns em finas delcias gastronmicas.




ALECRIM

O Rosmarinus officinalis  muito fcil de ser cultivado em canteiros e vasos. Seu nome cientfico vem do latim e significa "orvalho que vem do mar", nome dado pelos 
romanos por causa de seu perfume.
Como as sementes costumam demorar para germinar, convm plant-lo em pequenas mudas (em geral,  venda em lojas de jardinagem e at em supermercados). Escolha um 
terreno fofo e bem drenado, em local que tenha iluminao direta durante boa parte do dia. No exagere nas regas e procure manter a muda protegida contra ventos 
fortes. Para secar o alecrim, faa pequenos maos e deixe os ramos pendurados para baixo, em local sombreado e arejado.

HORTEL

Com aroma caracterstico, a hortel (Mentha piperita)  uma erva usada nas indstrias farmacutica, cosmtica e alimentcia. Alm de indispensvel nos pratos da 
saborosa culinria rabe, as folhas desta plantinha tm grande versatilidade culinria, sendo empregadas em sucos, sorvetes e at saladas.
O cultivo em jardins, vasos e jardineiras  simples. Convm plantar a hortel em solo frtil e com umidade permanente, mas no excessiva. Deve-se proteger as mudas 
do Sol abundante, capaz de queimar as folhas.


MANJERICO

So diversas as variedades desta erva aromtica marcante, apreciadssima em pratos frescos, como saladas que levam tomates, ou como condimento de tradicionais molhos 
vermelhos para massas. O manjerico-de-folha-grande (Ocimum basilicum)  bastante apreciado tambm como planta ornamental, por causa de suas flores.
Plante sua muda em local banhado pela luz solar. Evite molh-la demais e corte as flores assim que desabrocharem, para fortalecer a planta.

CAPIM-LIMO

No Brasil, o capim-limo (Cymbopogon citratus) tambm  conhecido por uma variedade de outros nomes, como capim-cidr, capim-cheiroso, ch-de-prncipe e capim-cidreira. 
Tem folhas longas e de cor verde-clara. Devido ao aroma, muitas pessoas confundem esse capim com a erva-cidreira (Melissa officinalis), que  bem diferente.
Para vingar, a muda de capim-limo precisa receber bastante Sol. Se o solo for rico em nutrientes, rapidamente ela se transformar numa touceira densa. Ao manusear 
a planta (por exemplo, ao colh-la para preparar um refrescante ch gelado, por exemplo), convm sempre usar luvas, pois as bordas das folhas podem cortar as mos.



CEBOLINHA

Ao lado da salsinha (Petroselinum crispum), este "parente" da cebola  presena obrigatria no cheiro-verde, item comum nas receitas brasileiras. A cebolinha (Allium 
fistulosum) deve ser cultivada sob Sol pleno e em solo frtil, bem preparado, enriquecido com matria orgnica e irrigado regularmente. Colha a cebolinha rente ao 
cho, para que a planta d novos brotos.

HORTA OU JARDIM?

At hoje, ningum definiu com preciso o lugar ideal da capuchinha (Tropaeolum majus), flor comestvel que brota de plantas rasteiras e  capaz de enfeitar tanto 
um quintal quanto um prato de salada. As flores da capuchinha (ou nastrcio) podem ser vermelhas, amarelas ou alaranjadas, e tm sabor levemente picante.
Deve ser cultivada sob pleno Sol, em solo frtil e enriquecido. Muitas pessoas a plantam em vasos e jardineiras, com bastante sucesso.

Flores

Algum j disse que as flores enfeitam a vida - e h como negar? Delicadas, elas esto presentes nos buques das noivas, nos ramos dos apaixonados, nos jardins bem 
cuidados...
O escritor francs Antoine de Saint-Exupry tornou clebre a seguinte definio: "Se tu amas uma flor que se acha numa estrela,  doce, de noite, olhar o cu. Todas 
as estrelas esto floridas".


O girassol (Helianthus annus) se reproduz por sementes. Para plantar uma muda, prepare um vaso com cerca de 10 centmetros de composto (mistura de terra com adubo 
e areia). Em seguida, abra um buraco de cerca de 2 centmetros de profundidade e acomode uma semente. Cubra com terra. Regue sem exagerar e encontre um local ensolarado 
(a planta precisa de, no mnimo, quatro horas dirias de Sol) para instalar o vaso - ou vrios, se voc quiser enfeitar uma janela, por exemplo. Lembre-se de molhar 
com regularidade, para no deixar a planta sem gua.
Cerca de duas semanas depois, voc ver o broto. Espere at que o caule atinja mais ou menos 30 centmetros e, ento, transfira-o para um vaso maior ou passe a planta 
para um canteiro externo. No se esquea de plantar a muda num lugar que receba bastante Sol.
Caso prefira plantar diretamente no quintal, procure um local livre da sombra de outras plantas. Plante cada semente a uma distncia aproximada de 30 centmetros 
uma da outra.
Da mesma forma como ocorre nos vasos,  essencial evitar que a planta fique sem gua: os girassis odeiam passar sede. Quando os caules crescerem, pode ser preciso 
prend-los a uma estaca, a fim de garantir o crescimento vertical. Para isso, finque a estaca a cerca de 5 centmetros de distncia da planta e amarre com cuidado.

ONZE-HORAS

Esta  uma planta natural do Brasil, bastante encontrada em canteiros e jardins graas s belas flores, de cor branca, amarela ou cor-de-rosa.
A Portulaca grandiflora  chamada de "onze-horas" por causa do horrio em que as flores costumam abrir, sempre sob o Sol forte. No final do dia, elas se fecham e 
o destaque passa a ser a vistosa folhagem da planta.
Tanto no caso de plantio em vasos como em canteiros,  importante escolher um local com bastante luz solar. Mas cuidado: o excesso de gua pode ser prejudicial para 
a planta.

VIOLETA-AFRICANA

Sabe aquela planta de folhas aveludadas e flores midas, em geral de cores intensas, to comum nas casas brasileiras? E a violeta-africana (Saintpaulia ionanthd), 
fcil de cultivar e rima para enfeitar ambienres.
Originria da Tanznia, a violeta-africana no suporta excesso de gua. Por isso, na hora de escolher um vaso, opte por um modelo de barro, mais eficiente na absoro 
do excesso de umidade. Os vasos de plsrico, alumnio ou os xaxins tambm podem acomodar essa espcie, mas, nesse caso,  preciso tomar ainda mais cuidado com o 
excesso de regas. Para preparar o plantio em vaso, coloque no fundo um caco de cermica ou uma camada de cascalhos. Encha mais da metade do vaso com uma combinao 
de terra comum, terra vegetal e vermiculita ( venda em lojas de produtos para jardinagem). Plante a muda centralizando a raiz e complete com a mistura. A seguir, 
faa uma rega generosa, at que a gua escorra para o pratinho. Aguarde alguns minuros e faa outra rega. Pronto! Agora procure um lugar iluminado, mas sem Sol direto.




Significado das flores

Muitas noivas procuram se informar sobre os "poderes" atribudos a cada espcie na hora de escolher o seu buqu! De acordo com o feng shui uma antiga tcnica chinesa 
que busca a ativao das energias positivas, as flores exercem um papel importante para o equilbrio de um ambiente.

Azalia: delicadeza 
Orqudea: beleza 
Cravo: distino 
Gardnia: juventude 
Gernio: determinao 
Jasmim: doura 
Lrio: pureza 
Margarida: inocncia 
Flor da romzeira: fertilidade 
Violeta: amizade

As rosas, em geral tidas como sinnimo de amor, tm significados especficos para cada cor:

Branca: inocncia 
Vermelha: adorao 
Champanhe: simpatia 
Amarela: alegria 
Coral: entusiasmo 
Cor-de-rosa claro: gentileza 
Cor-de-rosa escuro: gratido


Dicionrio de "jardines"

Argila: Tipo de barro utilizado em plantios para evitar acmulo de gua. Boto: Flor que no desabrochou.
Bulbo: Tipo de caule, em geral subterrneo, dotado de escamas carnosas e provido de uma ou mais gemas, as quais podem se desenvolver numa planta adulta. Cebola e 
lrio, por exemplo, so plantas de bulbo.
Cerca viva: Fila de arbustos, em geral utilizada para delimitar um terreno.
Clorofila: Pigmento verde presente nos caules e nas folhas. Drenagem: Operao para facilitar escoamento da gua. Espcie: Conjunto de plantas com caractersticas 
comuns. Fotossntese: Processo de transformao do dixido de carbono em oxignio.
Habitat: Lugar onde naturalmente vive uma espcie animal ou vegetal. Jardineira: Local para plantio de mudas.
Muda: Planta enraizada, mas que pode ser transferida para outro lugar. Poda: Corte de ramos, galhos e outras partes de uma planta. Em geral, tem o objetivo de dar 
 planta um tamanho ou formato desejado ou estimular seu crescimento.
Suculenta: Planta com folhas capazes de armazenar gua.


NA COZINHA

No  preciso ser chef para preparar algumas delcias na cozinha, pois existem diversas receitas muito simples. H uma nica regra que voc jamais deve esquecer: 
a cincia da culinria baseia-se na lgica da tentativa e erro - portanto, no vale desanimar se algum prato no apresentar o resultado esperado.
Antes de se aventurar, porm, tenha em mente duas orientaes bsicas. A primeira  jamais seguir em frente se achar que precisa de ajuda, como na hora de acender 
o forno ou usar algum equipamento com o qual no tem familiaridade. E a segunda  usar a criatividade! Com um pouco de experincia, voc se sentir  vontade para 
improvisar e ousar nas combinaes. Os resultados vo surpreender!

Regras de ouro:

* Mantenha os cabos das panelas virados para dentro das laterais do fogo, para evitar acidentes.
* Jamais mexa em aparelhos eltricos com as mos molhadas.
* Tome muito cuidado ao utilizar facas e objetos cortantes. Lembre-se de que facas afiadas so mais seguras do que as "cegas", que podem escapar e provocar ferimentos.




* No use facas nem acenda o fogo sem ajuda de adultos.

* Para manusear recipientes quentes, como assadeiras ou panelas, ou abrir o forno, use luvas de proteo.
* No tente carregar panelas ou potes cheios ou quentes demais.
* Tente no bagunar demais a rea de trabalho, pois a confuso pode ser desestimulante. Alm disso, ningum quer correr o risco de escorregar no piso escorregadio 
ou perder os objetos no meio da pilha de loua suja.
* Ao abrir a porta do forno, mantenha o rosto afastado: o calor acumulado ali dentro pode ser suficiente para fazer sua pele corar.
* Finalmente, a regra de ouro: preste ateno ao que voc est fazendo.
Na cozinha, os resultados insatisfatrios esto mais associados ao descuido e  preguia do que  falta de habilidade ou prtica.

MOS NA MASSA!

* Para comear, lave bem as mos.
* Libere bastante espao sobre a pia ou rea de trabalho (pode ser uma mesa ou um balco, se houver). Limpe bem todo o espao que ser usado no preparo dos alimentos.
* Vista um avental e prenda os cabelos (se tiver um chapu de chefe quiser abafar, no hesite!)
* Antes de comear, leia com ateno a receita escolhida. Se tiver dvida sobre alguma etapa do preparo, leia novamente.
* Verifique se todos os ingredientes necessrios esto disponveis.
* Cheque as quantidades dos ingredientes e confira as medidas (existem medidores especiais, que indicam as quantidades em gramas, litros, mililitros etc.). Cozinhas 
mais equipadas possuem balanas especficas.
Pronto! Voc pode comear!

Fim de semana

Preparar um caf-da-manh caprichado no domingo pode ser um bom comeo para se familiarizar com os desafios da cozinha. Sem a pressa da rotina diria e a presso 
dos horrios, aproveite o tempo para preparar uma mesa farta e bonita.
Em muitos pases, no existe refeio matinal sem ovos, um alimento verstil e rico em protenas. J nas regies tropicais, numa mesa de caf-da-manh no podem 
faltar frutas - e quanto mais variadas, melhor!

SALADA DE FRUTAS

Voc vai precisar de:
* 1 ma
* 1 pra
* 1 banana
* 1 manga
* 3 laranjas

Descasque a ma, a pra, a banana e a manga. Corte as frutas em partes pequenas (pea a ajuda de um adulto na hora de descascar e picar as frutas). Misture os pedaos 
em um recipiente  parte e reserve. Esprema as laranjas e despeje o suco sobre as frutas picadas. Em geral, essas frutas so saborosas o suficiente e no  preciso 
acrescentar acar. Leve para a geladeira e sirva como "entrada" no caf-da-manh.

Uma das vantagens da salada de frutas  que os ingredientes podem variar sempre. Antes de comear, d uma olhada na fruteira e escolha os itens que
I
considerar adequados: nada impede que sua receita personalizada inclua kiwi, morango, melo, pssego ou abacaxi, por exemplo.

Ovos COZIDOS

Os ovos cozidos so ideais para refeies leves ou para levar em um piquenique!
Coloque os ovos com cuidado dentro de uma panela pequena e cubra-os com gua. Leve ao fogo e espere at que a gua ferva ( fcil de identificar, pois na superfcie 
surgem bolhas). Comece a contar o tempo. Em geral, para que tanto a clara quanto a gema fiquem duras, o tempo estimado de cozimento  de 6 minutos, mas ovos grados 
podem precisar de mais alguns minutos de fervura.
Desligue o fogo e, com cuidado para no se queimar com a gua quente, tire os ovos da panela. Espere que esfriem e descasque-os.
Voc pode com-los com sal, com um pouco de maionese ou, ento, us-los como ingrediente de saladas.

Ovos MEXIDOS

Para um caf-da-manh reforado, voc pode preparar um prato que no exige muita habilidade e pode causar bom efeito: ovos mexidos. Se no tiver muita familiaridade 
com o uso do fogo, pea a ajuda de um adulto na hora de levar a frigideira ao fogo.
Voc vai precisar de:

* 2 ovos
* 1/4 de xcara (ch) de leite
* 1 colher (sopa) de manteiga
* sal e pimenta

Quebre os ovos e coloque a gema e a clara em um recipiente. Misture o leite e bata com um garfo at obter uma mistura homognea. Coloque a manteiga em uma frigideira 
pequena e espere que derreta (use fogo mdio). Acrescente os ovos batidos e mexa bem, com vigor e cuidado, para evitar que a mistura grude no fundo (de preferncia, 
use uma colher de madeira).

Quando no houver mais nenhuma parte lquida, passe os ovos para um prato. Lembre-se de que ainda cozinharo por mais alguns instantes, no prprio calor. Por isso, 
uma boa dica  transferir tudo da panela para o prato um pouco antes de os ovos chegarem ao ponto ideal de cozimento.

Delcias salgadas

Voc quer impressionar sem precisar fazer muito esforo? Algumas receitas rpidas tm sucesso garantido!


ESPETINHOS SABOROSOS

* cubos de queijo (mussarela ou branco)
* tomates-cereja
* cubos de presunto

Pegue o queijo e o presunto (devem ser comprados em peas, e no fatiados) e corte-os em cubos de 1,5 centmetro. Coloque-os em pratos separados. Para montar os 
aperitivos, use palitos de dente. Espete primeiro o queijo, depois um tomate-cereja e finalmente o presunto. Arrume os espetinhos numa bandeja e sirva.

TROUXINHAS DE ALFACE

* alface fresca
* tomates
* cenoura
* queijo branco

Lave a alface e seque as folhas individualmente. Reserve. Lave os tomates e corre-os em fatias finas, removendo as sementes. Descasque a cenoura e corte-a em palitos. 
Fatie o queijo e corte tiras com cerca de 1,5 centmetro. Use as folhas de alface para "embrulhar" a faria de tomate, o palito de cenoura e a rira de queijo.



CREME REFRESCANTE

* 1 pepino
* 2 tomates
* 4 copos de iogurte natural
* 1 mao de hortel

Use apenas as folhas de hortel (descarte o caule). Lave-as bem e seque-as com papel toalha. Lave os tomates e corte-os em pedaos. Descasque o pepino e corte-o 
em fatias. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Acrescente sal e pimenta e leve para a geladeira. Depois,  s esperar os elogios!

Delcias doces

Quem no adora saborear um brigadeiro ou um pav no lanche com as amigas? No  nada difcil preparar essas gostosuras!

BRIGADEIRO

* 1 lata de leite condensado
* 1 xcara (ch) de leite
* 1 colher (sopa) de manteiga
* 3 colheres (sopa) de chocolate em p

Numa panela mdia, derreta a manteiga em fogo baixo e acrescente o leite. Misture bem. Coloque o leite condensado e continue mexendo at que a mistura engrosse, 
com cuidado para no grudar no fundo da panela. Junte o chocolate em p e continue mexendo. Para saber se j est na hora de tirar do fogo, passe a colher no fundo 
da panela e abra um "caminho": se ele no se fechar, o brigadeiro est no ponto.

PAV DE CHOCOLATE

* 2 pacotes de biscoito de maizena
* 2 xcaras (ch) de leite
* 1/2 xcara (ch) de chocolate em p
* 1 lata de creme de leite sem o soro
* acar  gosto

Coloque o leite num prato fundo. Em recipiente  parte, misture o creme de leite com o chocolate em p. Mexa at formar um creme liso. Caso o chocolate utilizado 
for amargo ou meio amargo, acrescente um pouco de acar para que o creme fique ao seu gosto. Molhe os biscoitos no leite e disponha-os no fundo de um recipiente. 
Quando a primeira camada estiver completa, cubra com o creme de chocolate. Faa nova camada e volte a espalhar o creme, at terminar o pav. Reserve um pouco de 
creme para a camada de cobertura e enfeite com chocolate granulado.

BOLOS

Fazer bolos  dar um pouco de sabor  vida... como bem sabiam nossas avs! A diferena desse prato que agrada a adultos e crianas  que seu preparo tambm tem um 
ritual especial: quem no se delicia ao sentir o aroma que domina a casa quando algum assa um bolo?



BOLO DE FUB

* 4 ovos (claras e gemas separadas)
* 2 xcaras (ch) de acar
* 2 xcaras (ch) de farinha de trigo
* 1 xcara (ch) de fub
* 3 colheres (sopa) de margarina
* 1 xcara (ch) de leite
* 4 colheres (ch) de fermento em p

Pea ajuda a um adulto para pr-aquecer o forno a 180C. Bata as claras em neve e acrescente o acar, sem parar de bater. Aos poucos, junte os outros ingredientes, 
deixando o fermento para o final. Passe a massa para uma assadeira untada. Leve ao forno por aproximadamente meia hora.

BOLO DE CENOURA

* 1/2 xcara (ch) de leo
* 3 cenouras mdias
* 4 ovos
* 2 xcaras (ch) de acar
* 2 1/2 xcaras (ch) de farinha de trigo
* 1 colher (sopa) de fermento em p

Pr-aquea o forno a 180C, de preferncia com a ajuda de um adulto. Lave e descasque as cenouras, pique-as e bata-as no liquidificador, junto com os ovos e o leo. 
Acrescente o acar, a farinha de trigo e o fermento. Despeje a mistura numa assadeira untada e leve ao forno por 40 minutos.

Dica: Na hora de tirar a assadeira do forno, cubra-a com um pano seco. Com isso, o bolo fica protegido do vento e no murcha.

Sanduches

Seja para receber as amigas, seja para dar um toque especial ao lanche da tarde, preparar sanduches  uma soluo prtica, que agrada a todos os gostos.


CACHORRO-QUENTE

* 300 gramas de salsicha
* 1 cebola
* 2 tomates
* 1 pimento
* 2 colheres (sopa) de ketchup
* 1 colher (sopa) de mostarda
* sal  gosto

Corte a salsicha em rodelas. Pique a cebola, os tomates e o pimento. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo baixo. Misture o ketchup e a mostarda 
e acerte o sal. Sirva em pes para cachorro-quente.

MISTO-QUENTE DE FORNO

1 pacote de po de forma
1 copo de requeijo
150 gramas de queijo prato
150 gramas de mussarela
200 gramas de presunto
1/2 copo de leite
1 colher (sopa) de manteiga

Espalhe a manteiga em uma assadeira. Faa uma camada de po de forma e cubra com o requeijo, depois os queijos e o presunto. Coloque mais uma camada de po e repita 
os demais ingredientes. Cubra com mussarela e organo. Despeje o leite nas laterais da assadeira (para que o sanduche no grude) e asse por cerca de dez minutos.

Sucos
Est calor? Que tal um suco preparado na hora?

LIMONADA ESPECIAL

* 1 limo
* soda limonada
* folhas de hortel

Tire as folhas de hortel dos ramos, lave-as e seque bem. Corte os limes ao meio, esprema o suco e divida em dois copos. Misture a soda limonada e mergulhe as folhas 
de hortel. Sirva gelado.

SUCO DE LIMA-DA-PRSIA

* 2 limas-da-prsia
* 2 mas
* acar

Corte as limas ao meio e esprema-as. Lave as mas, descasque e corte em fatias. Bata no liquidificador o suco das limas com as mas. Adoce a gosto.



SUCO ESPECIAL

* 1/2 xcara (ch) de uva itlia
* 1/2 xcara (ch) de uva rubi
* 1/2 xcara (ch) de morango
* 1 caju

Lave todas as frutas. Bata no liquidificador as uvas, os morangos e o caju (use um pouco de gua para facilitar a mistura). Coe e adoce com um pouco de mel.

SUCO REVIGORANTE

* 1 cenoura
* 1 beterraba pequena
* 2 laranjas

Lave e descasque a cenoura e a beterraba. Corte-as em pedaos pequenos e bata no liquidificador junto com o suco das laranjas. Coe e acrescente um pouco de acar, 
se achar necessrio.

VITAMINA COM AVEIA E FRUTAS

* 1 xcara (ch) de leite
* 3 colheres (sopa) de aveia
* 1 banana-prata
* 1 colher (sopa) de ameixa-preta seca

Descasque e pique a banana. Bata no liquidificador com os outros ingredientes.

Ch da tarde

Que tal convidar suas amigas para um ch da tarde? Com um pouco de dedicao, voc mesma pode preparar a mesa e as gostosuras que sero servidas. Em geral, esse 
tipo de encontro, timo para colocar a conversa em dia, combina bem com comidas e bebidas leves.
Tenha em mente que a temperatura condiciona a escolha do cardpio (em dias muito quentes,  provvel que as convidadas prefiram um suco refrescante a uma xcara 
de ch ingls). Bolos e sanduches em geral agradam a todos, assim como pipoca.

PIPOCA


Escolha uma panela mdia (de preferncia, com tratamento antiaderente) e coloque uma colher de leo. Leve ao fogo mdio (pea ajuda de um adulto, se for o caso) 
e espere aquecer um pouco. Coloque duas mos cheias de milho de pipoca e tampe a panela.
Por alguns instantes, voc no ouvir nada - at que, de repente, soam os estouros, primeiro um ou outro, e depois um barulho!  incrvel como o calor consegue 
transformar gros duros de milho em macias e saborosas pipocas!
Agite a panela ainda sobre o fogo, para evitar que as pipocas grudem no fundo e certifique-se de que a tampa est firme. Quando o som dos estalos comear a se espaar, 
 sinal de que o preparo est chegando ao fim.
Tire a panela do fogo, retire a tampa (no esquea de usar as luvas para se proteger) e transfira a pipoca para um recipiente grande. Na hora de temperar, coloque 
sal, se quiser pipoca salgada, ou acar, para saborear pipocas doces.

BISCOITOS DO CU

* 250 gramas de acar
* 250 gramas de margarina
* 2 ovos
* 500 gramas de farinha de trigo
* raspas de limo

Misture bem todos os ingredientes. Quando a massa estiver uniforme, abra-a sobre uma rea polvilhada de farinha (pode ser o prprio tampo da pia, depois de bem limpo 
e bem seco). Corte os biscoitos usando cortadores especficos e passe-os para uma assadeira untada. Leve ao forno (cerca de 140C) e deixe-os assar at que estejam 
dourados.


CURIOSIDADES

* Voc sabia que o mel  o nico alimento que no estraga? Arquelogos encontraram recipientes com mel ainda em condies de ser consumido quando descobriram tmulos 
dos faras no Egito.
* Muitos acreditam que o queijo foi "inventado" por acaso, h cerca de 5 mil anos. Um mercador rabe atravessou o deserto com seu camelo, levando um pouco de leite 
num recipiente confeccionado com estmago de ovelha. O movimento do camelo, o calor do Sol e as substncias remanescentes na matria orgnica da bolsa fizeram com 
que o contedo se separasse em duas partes, uma lquida e uma slida. Estava criado o queijo!

* A cebola, quando cortada ou descascada, libera uma substncia que, ao entrar em contato com os nervos do nariz, faz o cozinheiro "chorar".
* Entre os maias, civilizao nativa na Amrica Central, o cacau tinha papel especial. Alm de ser utilizado para fazer o "tchocolath", bebida considerada sagrada 
e que deu origem ao chocolate que conhecemos hoje, tambm funcionava como moeda! Com oito sementes de cacau, era possvel comprar um coelho.
* Para no interromper um jogo de cartas, o Conde de Sandwich, um nobre ingls muito criativo, inventou um jeito de se alimentar sem precisar sair da mesa de carteado: 
mandou preparar uma refeio com po e presunto. Nascia assim o sanduche.
Biblioteca bsica

At as cozinheiras mais experientes recorrem a livros de receitas e a dicas de amigas para aperfeioar seus pratos. Se voc se encantou com os prazeres de preparar 
(e saborear) as prprias delcias, monte uma biblioteca especializada. Lembre-se de que os livros so delicados e precisam ser guardados em local arejado e protegido. 
Organize seu acervo por assunto (doces, saladas, aperitivos) e recorra a ele sempre que quiser se inspirar.


* Massas Bsicas para Po, Pizza, Doce, Macarro - Camillo Massina, Editora Globo
* Caderno de Receitas do Stio do Picapau Amarelo - Vol. 1 e 2 Baseado na literatura de Monteiro Lobato, Editora Globo
* Chocolate com Pimenta - Caloca Fernandes, Editora Globo
* Gostosuras e Travessuras com Milho - Conceio Molinaro, Editora Globo
* 40 Receitas sem Fogo - Corinne Albaut, Cia. Editora Nacional

Dica: Reserve um caderno e comece a anotar as receitas que fizerem sucesso. Quanto mais organizados forem os seus registros, maiores as chances de se criar um livro 
para ser consultado sempre.



Dicionrio de "cozinhes"

Aferventar: Cozinhar um alimento em gua ou caldo fervente, rapidamente.
Assar: Processo de cozimento por meio de calor seco (forno). Banho-maria: Aquecimento ou cozimento sem contato direto com o fogo (o recipiente com o alimento fica 
dentro de uma panela com gua, que vai ao fogo).
Caramelar: Derreter o acar at que se transforme numa calda marrom. A calda de caramelo  usada no preparo de pudins.
Cheiro-verde: Combinao de salsa e cebolinha.
Claras em neve: Claras batidas at ficarem consistentes.
Ferver: Submeter os alimentos  temperatura da gua em ebulio (100C).
Fritar: Preparar o alimento em gordura, em temperatura alta. Grelhar: Preparar o alimento em grelhas ou churrasqueiras. Marinar. Deixar os alimentos de molho em 
lquido temperado, para que adquiram mais sabor. 
Polvilhar: Espalhar um ingrediente em p.
Refogar: Ferver o alimento com um pouco de leo e temperos (em geral, alho e cebola), at ficarem dourados. O mesmo que "saltear". 
Temperar: Acrescentar ingredientes para melhorar o sabor ou o aroma de um alimento.
Untar: Espalhar algum tipo de gordura (em geral, manteiga ou leo) sobre uma superfcie (em geral, uma assadeira) antes de colocar o alimento.



Quanta alegria chega junto com o vero! Dias longos, Sol intenso, praia, sorvete e... frias! Para muitas pessoas,  a estao mais esperada do ano. Prepare-se para 
curtir esses meses junto com os amigos e aproveite para se aproximar da natureza!

CURIOSIDADES SOBRE O VERO

* No hemisfrio sul, o vero comea no dia 21 de dezembro e termina em 21 de maro. Nos pases situados no hemisfrio norte, a estao vai de 21 de junho a 23 de 
setembro.

* Para muita gente, vero  sinnimo de chuva. Em geral, nessa estao chove mais mesmo, e isso acontece porque o calor provoca a evaporao da gua, levando  formao 
de nuvens.


UM POUCO DE POESIA

Soneto 17

Se te comparo a um dia de vero 
s por certo mais belo e mais ameno 
O vento espalha as folhas pelo cho 
E o tempo do vero  bem pequeno.

s vezes brilha o Sol em demasia 
Outras vezes desmaia com frieza; 
O que  belo declina num s dia, 
Na terna mutao da natureza.

Mas em ti o vero ser eterno,
E a beleza que tens no perders;
Nem chegars da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescers. 
E enquanto nesta terra houver um ser, 
Meus versos vivos te faro viver.
William Shakespeare



 hora de piquenique!

As amenas temperaturas do vero convidam para uma refeio a cu aberto. No importa se o local escolhido for um parque ou o jardim de casa: com um pouco de animao 
e bastante criatividade, o sucesso da comilana ao ar livre est garantido.

PREPARATIVOS

* Coloque na cesta uma toalha de pano.
* Prepare as bebidas. Leve sucos ou refrescos em garrafas ou latas (ou dentro de recipientes trmicos, se quiser manter a temperatura).
* Prefira copos plsticos aos de vidro, para evitar acidentes.
* Dependendo do tipo de lanche que voc preparar, no ser preciso utilizar pratos. Nesse caso, leve uma boa quantidade de guardanapos de papel.
* Se quiser enfeitar sua "mesa", inclua na cesta um pequeno vaso e enfeite-o com as flores que encontrar no caminho.
* No esquea de pr na cesta um saco plstico, para recolher todo o lixo ao fim do piquenique.

COMIDAS E LANCHES

* Salsichas
* Ovos cozidos
* Tomates, cenouras ou beterrabas, que podem ser comidos crus
* Frutas variadas
* Sanduches


DICAS

* Prepare seus sanduches com po bem fresco.
* Se o piquenique incluir muita gente, aposte na variedade de pes: francs, integral, srio, portugus...
* Evite sanduches grandes. O tamanho de um po de frma cortado ao meio  o mais prtico para se comer nessas ocasies.
* Capriche nos recheios!

O QUE COLOCAR DENTRO DOS SANDUCHES

* Gelia 
* Pat
* Presunto ou queijo

CONVIDADOS ESPECIAIS

Se voc quiser "convidar" seus bichos de pelcia e bonecas para o piquenique, no se acanhe. Melhor ainda: diga para suas amigas fazerem o mesmo!
Um piquenique com a presena das amigas e dos melhores amigos delas s pode dar em muita diverso! Vocs podem optar por "chamar" apenas bonecas ou, ento, somente 
os ursinhos de pelcia. No esquea de levar uma mquina fotogrfica para registrar o encontro.

Vamos ao parque?

Nada como uma tarde ensolarada para passar alguns momentos agradveis do lado de quem a gente gosta - e em contato com a natureza. Se possvel, tente escolher um 
parque ou um bosque como cenrio para o piquenique. Lembre-se de que a ordem  curtir o visual sem agredir o ambiente: jamais deixe restos de papel ou de embalagens 
por onde passar.



O ENCANTO DAS FLORES

Ao chegar a um parque, preste ateno nas flores. Em geral, elas esto presentes em canteiros, se for um local urbano, ou distribudas naturalmente, no caso de um 
passeio por uma rea mais selvagem. Preste ateno nas espcies, em suas cores e nos locais em que elas se desenvolvem. O vero  a estao propcia para se encontrar 
orqudeas brancas, lrios, antrios, cravos e cravneas.


MORADA DAS FADAS

Dizem que as fadas vivem perto da natureza, no meio de pequenos arbustos. Que tal procur-las?
Escolha uma rvore ou moita que considera uma boa morada para as fadas. Aproxime-se com cuidado e comece a enfeitar o local. Lembre-se de que esses pequenos seres 
encantados adoram flores e belos arranjos! Use o que encontrar: ramos, ptalas, galhos, pedras. Use a criatividade!
Se quiser preparar uma refeio para as fadas, deixe nas proximidades alguns pedaos de frutas ou ptalas de flores. Um pouquinho de gua fresca dentro de um pequeno 
pote tambm ser bem recebido.
Um mini-jardim tambm tem tudo para agradar s fadinhas. No precisa de grandes dimenses, j que as "moradoras" tambm so pequeninas. Mas a harmonia  essencial. 
Misture plantas com pedras de formatos bonitos. Acrescente um "lago" artificial: basta escavar um pouco e encher de gua.
Como no gostam de ser vistas, as fadas s vo aparecer para aproveitar seus presentes depois que no houver mais ningum. Por isso, no se decepcione se no encontrar 
nenhuma: v embora antes do anoitecer e volte no dia seguinte!

JOGOS E BRINCADEIRAS

Com espao e disposio, brincadeiras no faltam! 

Queimada

Com uma bola no muito pesada (pode ser de vlei) e uma rea plana, brincar de queimada  diverso garantida. No existe um nmero determinado de participantes: 
h quem jogue com equipes de at 20 pessoas.

Para comear,  preciso definir onde jogar. Uma quadra de voleibol  perfeita, mas, na falta dela, basta demarcar a rea e traar uma linha bem clara dividindo os 
campos. As equipes devem ter o mesmo nmero de jogadores.
Todos os participantes devem se distribuir pelo campo e apenas um jogador se posiciona com a bola atrs da linha de fundo da rea demarcada. Ao ouvir o sinal de 
incio da partida, esse jogador (escolhido por sorteio) arremessa a bola com o objetivo de atingir ("queimar") algum integrante da equipe adversria. Quem  "queimado" 
tem de sair do jogo.
Algumas das habilidades desenvolvidas com essa atividade so a agilidade, a destreza e o esprito de equipe. Meninas e meninos podem brincar juntos e, quanto mais 
disputada a partida, maior a diverso.



Amarelinha

Com um pedao de giz, ou mesmo uma pedra, risque o cimento da calada ou a terra batida da rea de lazer para desenhar o traado da amarelinha.
O jogo consiste em pular dentro dos retngulos desenhados no cho e numerados de 1 a 10. O destino  a rea de descanso, em geral chamada de "cu", posicionada depois 
do retngulo com o nmero 10. A principal regra  pular com um p s nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas - com exceo do retngulo onde estiver a 
pedrinha, que deve ser saltado.

Para comear, o jogador atira a pedra de modo que caia no primeiro retngulo (nmero 1). Em seguida, sai pulando com destino ao cu, observando as regras de pousar 
um ou os dois ps. Ao voltar, deve recolher a pedra sem perder o equilbrio. Se conseguir voltar sem errar,  hora de atirar a pedra para a prxima casa e recomear 
o trajeto rumo ao cu. Ganha quem primeiro chegar ao cu.

CURIOSIDADES

O termo "amarelinha", usado, sobretudo, em So Paulo, deriva do nome da brincadeira em francs: marelle. A mesma palavra deu origem ao nome predominante em Minas 
Gerais, mar. No Rio de Janeiro, a brincadeira  chamada de "academia"; no Rio Grande do Norte, de "avio"; e no Rio Grande do Sul  "sapata". Crianas baianas chamam 
o jogo de "pular macaca", como em Portugal.

PETECA

Essa brincadeira  de origem indgena (em tupi, "bater"  "peteca"; em guarani,  "petez"). A peteca  um objeto formado por uma base central mais pesada, feita 
de couro ou de borracha e recheada com areia ou serragem, e acrescida de penas, que podem ser naturais ou sintticas. Deve ser jogada com a palma das mos.



CABRA-CEGA

Brincadeira tradicional, que no exige um nmero determinado de jogadores. Um dos participantes fica com os olhos vendados (em geral, usa-se um leno ou pedao de 
pano, preso com cuidado para no apertar demais). Sem enxergar, a cabra-cega deve sair  procura dos outros, que saem correndo. Quando algum  pego, ela precisa 
adivinhar quem . Se acertar, a pessoa ser a prxima cabra-cega.
Antes de comear a perseguir os outros, porm, a cabra-cega responde a algumas perguntas:

Todos: Cabra-cega, de onde voc veio? 
Cabra-cega: Vim l do moinho. 
Todos: E o que voc trouxe? 
Cabra-cega: Um saco de farinha. 
Todos: Me d um pouquinho? 
Cabra-cega: No!

CORDA

Pular corda  muito divertido! Voc pode pular sozinha ou com mais duas amigas - neste caso, duas giram a corda (estendida, mas no totalmente esticada) para que 
a participante que estiver no meio consiga pular.
 importante manter o ritmo, primeiro devagar e depois mais depressa.
Com a prtica, voc e suas amigas sabero entrar e sair com a corda em movimento!


Algumas variaes da brincadeira so:

Foguinho


As crianas que batem a corda recitam os versos:

Salada, saladinha 
Bem temperadinha 
Com sal, pimenta 
Fogo, foguinho!

Quando chegam na palavra "foguinho", a velocidade da corda aumenta cada vez mais!




Cobrinha

Em vez de bater a corda em movimentos circulares, os jogadores a movimentam bem perto do cho, criando "ondas" que lembram o deslocamento de uma cobra. Para aumentar 
a dificuldade, basta mover a corda com mais velocidade. Quem esbarrar na "cobra" sai da brincadeira.

Altura

Nesta modalidade,  preciso segurar a corda bem esticada - primeiro perto do cho, mas aos poucos a distncia vai aumentando. Os participantes precisam saltar sobre 
a corda, sem encostar. Quem der o pulo mais alto ser o vencedor.

PARA TIRAR A SORTE

Em algumas brincadeiras,  preciso escolher quem vai comear. Para isso, existem algumas "frmulas" que resistem h anos! Quer conhecer algumas?
Em geral, os participantes fazem uma roda. Uma das pessoas vai apontando o dedo, em seqncia, para cada integrante da roda, enquanto recita os versinhos. Quem cair 
com a ltima slaba ser o sorteado.

Uni-duni-t 
Salame, ming 
Um sorvete color 
O escolhido foi voc!

L em cima do piano 
Tem um copo de veneno 
Quem bebeu, morreu 
O culpado no fui eu.

Minha me mandou 
Eu escolher 
Esse daqui 
Mas como sou 
Muito teimoso 
Escolho esse daqui!

Outra forma bem simples de sortear algum: uma pessoa fica afastada das outras e estica o brao, com a palma da mo aberta e virada para baixo. Em seguida, diz:

Quem quer brincar 
Coloca o dedo aqui 
Que j vai fechar 
Um! Dois! Trs!

Ao terminar os versos, ela fecha a mo. Quem ficar com o dedo "preso"  o sorteado.

A vida perto do mar

O vero  a poca ideal para passar uns dias sob o Sol e curtir a areia. Fazer castelos, jogar bola na beira da praia, caminhar, procurar conchas... H muito o que 
fazer!

CUIDADOS BSICOS

* Quase todo mundo gosta de Sol, mas  preciso lembrar que ele  um "amigo traioeiro". Quem passa muito tempo em local aberto sem se proteger pode acabar com queimaduras, 
ocorrncia comum no vero. Por isso, antes de sair de casa passe o protetor solar adequado para seu tipo de pele e, na medida do possvel, evite se expor ao Sol 
entre 11 da manh e 3 da tarde.

* Mesmo que voc saiba nadar, no mar todo cuidado  pouco. Prefira ficar na parte rasa, sem se aventurar sozinha para o fundo. S se afaste da praia se estiver com 
um adulto.

*  muito fcil se perder numa praia lotada. Por isso, observe bem o local onde sua famlia est instalada e tente encontrar algo que ajude a marcar o lugar, como 
uma placa, barraca ou rvore, para identificao rpida.
* Tome muita gua! A vida sob o Sol estimula os movimentos e faz suar com mais abundncia. E hora de no descuidar da hidratao.

BEBIDAS REFRESCANTES

COCO GELADO

Para preparar um copo, voc vai precisar de:

* 3 bolas de sorvete sabor coco
* 1 xcara (ch) de leite
* 1 colher (sopa) de coco ralado

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. E s beber!

VITAMINA DE MAMO

Para preparar dois copos, voc vai precisar de:
* 1/2 xcara (ch) de mamo picado
* 1 xcara (ch) de leite
* 1 colher (sopa) de acar
* cubos de gelo
* 
Corte o mamo e tire a casca (pea ajuda de um adulto para essa tarefa). Remova todas as sementes e corte a fruta em pedaos pequenos. Junte todos os ingredientes 
no liquidificador e misture at ficar cremoso. Beba gelado.


MILK-SHAKE DE CHOCOLATE

O milk-shake  uma bebida preparada com sorvete e indicada para os dias de calor. Voc pode variar o sabor usando sorvetes de frutas ou de creme.  s escolher!
Para fazer um copo, voc vai precisar de:

* 2 bolas de sorvete de chocolate
* 1 copo de leite

Junte os ingredientes e bata do liquidificador. No esquea o canudinho!


VACA-PRETA

Para fazer essa bebida refrescante, voc no precisa de liquidificador. Em um copo grande, misture:

* 2 bolas de sorvete de creme
* 1 copo de Coca-Cola gelada

Misture bem com uma colher e aproveite!

RASPADINHA DE MORANGO

Suas amigas vo chegar? Essa receita rende oito copos!

* 1 lata de leite condensado
* a mesma medida de morangos
* 8 cubos de gelo

Lave os morangos, tire os cabinhos e as folhas e seque-os com papel toalha. Reserve. No liquidificador, triture apenas o gelo e distribua-o nos copos. Em seguida, 
bata no liquidificador os morangos e o leite condensado. Despeje a mistura sobre o gelo triturado e sirva.

MULHERES INSPIRADORAS

Leila Diniz (1945-1972)

Desfilar grvida pela praia, de biquni e barrigo  mostra,  algo que muitas mulheres fazem nos dias de hoje. Quase 40 anos atrs, porm, foi motivo para escndalo 
nacional. Na poca, mulheres eram classificadas como "o sexo frgil" - em outras palavras, seres inferiores aos homens, os representantes do "sexo forte". Dessa 
viso machista, gestao era quase sinnimo de incapacidade. Felizmente, houve uma mulher que, remando contra a mar desses conceitos, ensinou ao Brasil inteiro 
que ningum  mais poderoso do que uma mulher orgulhosamente grvida. O nome dela: Leila Diniz. Antes de se tornar atriz, aos 15 anos Leila foi professora de jardim-de-infncia. 
E j a comeou a inovar: dava aulas no meio da crianada, longe da mesa e da lousa, surpreendendo a diretoria e os pais dos alunos. Sua estria no mundo das artes 
aconteceu aos 17 anos, numa pea infantil. Em poucos anos, ela se tornaria famosa como estrela de telenovelas e, principalmente, como musa do cinema nacional. Acima 
de todas essas atividades, porm, Leila entrou para a histria como smbolo de liberdade e irreverncia, uma mulher que irradiava alegria ao mesmo tempo em que quebrava 
tabus. Dcadas  frente de seu tempo, em plenos anos 60 j pensava e agia como a mais moderna das garotas do sculo 21.
Seu comportamento "avanado" despertava variados tipos de reao. De um lado, os mais progressistas a viam como modelo de mulher moderna e liberada. De outro, os 
mais conservadores a julgavam vulgar, imoral. Como reao a uma polmica entrevista da atriz ao jornal O Pasquim, em 1969, o governo da ditadura militar instaurou 
a censura prvia  imprensa, por meio de uma lei que ficou conhecida como Decreto Leila Diniz.
Ao mesmo tempo em que encantava os intelectuais (como seu ltimo marido, o cineasta Ruy Guerra), Leila se consolidou como estrela popular: reabilitou o teatro de 
revista, tornou-se Rainha da Banda de Ipanema, trabalhou como jurada de show de calouros e foi eleita grvida do ano em 1971, pelo programa do apresentador Chacrinha. 
Quando chegou ao auge da carreira, aos 27 anos, morreu num desastre de avio na ndia, em 1972.



VIDA AO AR LIVRE

Quem pode contar com espao e proximidade com a natureza nunca fica entediado! E bem mais provvel que, depois de um dia de atividades ao ar livre, o resultado seja 
uma fome de leo e algumas manchas pela roupa...

A arte de cair

Assim como aprendemos a andar antes de correr,  preciso aprender a cair antes de tentar escalar. Saber cair  uma arte! Quem consegue dominar essa tcnica, ganha 
segurana para aprender novas habilidades e evita ferimentos.
A arte marcial do jud ensina que o equilbrio  fundamental. Quando o perdemos, estamos predispostos a cair - e quando camos, nos expomos ao risco de contuses 
srias. Por isso mesmo, para os judocas, to importante quanto manter o equilbrio  saber cair de modo a amortecer o contato do corpo com o solo.
Treinar para cair parece um tanto estranho, mas se mostra importante - trata-se de educar a mente para permitir que o corpo aprenda a se auto-proteger de modo reflexo, 
na frao de segundo antes do choque contra o cho, a fim de absorver esse impacto da melhor maneira possvel. O grande desafio desse treinamento est em vencer 
o medo natural de cair, que todo mundo tem. Mas, pelo menos no jud,  justamente por esse aprendizado que se inicia a formao do atleta: quem sabe cair perde o 
medo da queda; quem no teme a queda est mais apto a arriscar derrubar o oponente.
As tcnicas de amortecimento de quedas do jud so chamadas de ukemi. Basicamente consistem em: queda para trs (ushiro-ukemi); queda para frente (mae-ukemi); queda 
para o lado (yoko-ukemi); e rolamento (zempo-kaiten-ukemi). Embora criadas dentro do contexto do jud - ou seja, prevendo o uso do tatame como superfcie de contato 
-, tais tcnicas podem vir a ser teis em outras situaes, preservando de machucados ou leses mais srias quem as aplica corretamente.

Subindo em rvores

Sempre que subir em rvores, procure ficar perto do tronco, pois  nessa parte que os galhos so mais resistentes. Em geral, at mesmo os ramos mais finos so fortes 
na parte em que se juntam ao tronco, de modo que, se no houver opo melhor, podem, eventualmente, servir de apoio para os ps. Mas cautela nunca  demais.  preciso 
testar cada galho antes de sustentar sobre ele todo o peso do corpo, sem se deixar enganar pelas aparncias. s vezes, um galho fino e jovem pode ser mais resistente 
do que um ramo grosso, mas sem vida.
Na hora de descer de uma rvore, no se apresse. Preste ateno em cada etapa da descida, avaliando se o movimento planejado  seguro. Avalie se o melhor caminho 
 pelas laterais, em vez de tentar descer sempre em linha reta. Tenha em mente que algumas vezes pode ser preciso subir para um galho mais alto para conseguir descer 
por outro lado. Se cair, tente se segurar na rvore e amortecer a queda.
Escaladas

Subir e descer das alturas mais elevadas  uma paixo para muita gente. Quando o local escolhido para essa prtica  uma cordilheira ou um pico, trata-se de um esporte 
cujo nome  montanhismo.
 importante alertar que sempre existe risco nessa atividade, no importa onde seja praticada. Para comear, no convm ultrapassar a altura para a qual voc est 
preparada para cair. Ao se distanciar do solo,  normal sentir a adrenalina aumentar. Os olhos parecem mais atentos e os msculos mais rgidos. No se assuste se 
perceber aquele "frio na espinha" que costuma acompanhar atitudes ousadas. Respire fundo, relaxe e jamais entre em pnico. Caso voc se interesse pela atividade, 
procure uma associao ou um clube especializado, a fim de receber o treino e as orientaes adequadas. Jamais se aventure sozinha ou em locais onde no h possibilidade 
de ajuda.
O segredo da prtica do montanhismo  permanecer perto da superfcie que est sendo explorada, sempre na posio vertical. Evite se curvar ou se pendurar. A posio 
ereta reduz os efeitos da fora de gravidade e ajuda a poupar energia e esforos.

Algumas dicas bsicas:

* Os montanhistas profissionais seguem uma regra: manter sempre trs pontos de contato (dois ps e uma mo, por exemplo) com a superfcie escalada, movendo apenas 
um ponto de cada vez.
* Calma  essencial. Um bom montanhista nunca entra em pnico.
* Apie-se com firmeza e jamais "pendure" o peso do corpo em um nico ponto de apoio.
* No faa da altura a sua principal preocupao, pois o aspecto essencial em qualquer escalada sempre deve ser a segurana.
* Avalie cada movimento antes de execut-lo.
* Observe a natureza ao redor: a beleza das plantas e dos animais pode surpreend-la.

Brincadeiras com bola

Quem disse que bola  para meninos? As garotas, hoje, so presena constante nas quadras de diversos esportes por muito tempo considerados "masculinos", como o basquete 
e o futebol.
Saber arremessar  o primeiro passo para aprender a dominar a bola. Para comear, vire o corpo na direo do ponto que pretende atingir. Se seu objetivo  jogar 
a bola para longe, posicione os braos arras do corpo para ganhar impulso e respire. Preste ateno no seu movimento e seja firme. Concentre-se! A fora do movimento 
no vem apenas do brao!
Se quiser arremessar para o lado direito, curve ligeiramente o corpo nessa direo. Solte a bola com vontade e imagine que seu corpo  um estilingue, com todas as 
partes integradas para o objetivo de lanar a bola. Fora! Conseguiu? Agora  s praticar para melhorar a sua habilidade.
Com prtica e dedicao, voc ver que consegue arremessar qualquer objeto!
Algumas modalidades esportivas so timas para manter a forma e treinar o esprito de equipe. Descubra qual delas  mais indicada para voc!

VLEI

Este esporte  jogado em quadra, dividida ao meio por uma rede. Cada equipe se posiciona em uma das metades da quadra e precisa jogar a bola sobre a rede, com o 
objetivo de faz-la atingir o cho do campo adversrio. Numa partida oficial, so seis arletas em cada time. O vlei no  jogado por tempo, mas por quantidade de 
pontos. A equipe que completa 25 pontos primeiro, com vantagem mnima de dois pontos sobre o time adversrio, vence o set. As partidas podem ter trs ou cinco sets.

BASQUETE

Qual o esporte que tem por objetivo fazer com que uma bola enrre em uma cesta suspensa bem alto? Acertou quem respondeu basquete! As equipes so formadas por cinco 
integrantes. Cada cesta pode valer um ponto (quando a bola vier de um arremesso livre, na cobrana de uma falta), dois pontos (se a bola for lanada a partir de 
uma rea delimitada entre a linha de fundo e a linha dos trs pontos), ou trs pontos (se o jogador tiver arremessado a bola de trs da linha dos trs pontos). S 
 permitido usar as mos para jogar, lanar ou se deslocar com a bola.

FUTEBOL

O esporte mais difundido no Brasil no nasceu aqui. Esta modalidade, que no permite o uso das mos ou dos braos para conduzir a bola, surgiu na Inglaterra. O nome 
vem do termo original ingls football (de foot, p; e ball, bola). Quem trouxe a primeira bola de futebol para o solo brasileiro, introduzindo aqui as regras do 
esporte, foi o ingls Charles Miller, em 1894. O Brasil j foi sede de uma Copa do Mundo (em 1950) e  o detentor do maior nmero de conquistas na competio. Foram 
cinco Copas: em 1958, na Sucia; em 1962, no Chile; em 1970, no Mxico; em 1994, nos Estados Unidos; e em 2002, na Coria do Sul e Japo.

Acampar

Nos meses em que as condies meteorolgicas ajudam, acampar pode ser um programa divertido!
Sempre na companhia de um adulto, o primeiro passo  encontrar um bom local para montar a barraca. Algumas pessoas gostam da proximidade do mar ou ento de uma rea 
cercada de verde, como um parque ou bosque. Mas a primeira experincia como "campista" pode ser at no quintal da sua casa!

Em geral, quem acampa ao ar livre no dispensa uma fogueira! Seja para preparar os alimentos, seja apenas para aquecer a conversa numa roda de amigos. Acender o 
fogo exige sempre muita precauo e a superviso de um adulto.
Para comear, escolha um local plano e seco. Limpe o lugar (com cerca de 1 metro quadrado) e deixe-o livre de obstculos. Em seguida, recolha pedras nas proximidades 
e faa um crculo, para demarcar a rea da fogueira.
Rena folhas secas, galhos ou folhas de jornal e distribua-os como se fizesse um ninho de pssaros. Disponha os galhos ou pedaos de madeira na parte externa do 
crculo. Acenda o fogo (com a ajuda de um adulto) na parte central e sopre suavemente. O segredo est em ser paciente. Aos poucos, acrescente mais galhos ou madeira. 
Tome cuidado para no se aproximar demais das chamas e evite encostar nelas materiais inflamveis, como a ponta do casaco, por exemplo.

Dica: Ao terminar o fogo, certifique-se de que realmente est apagado. Depois que tudo estiver frio, no esquea de recolher todos os resduos!




Delcias assadas

Que tal aproveitar a fogueira para preparar um lanchinho especial?

MARSHMALLOWS

Com certeza, voc j viu essa cena em algum filme: crianas ao redor da fogueira assando uma guloseima espetada em palitos. E o marshmallow, doce bastante apreciado 
nos Estados Unidos e que pode ser encontrado em alguns estabelecimentos brasileiros.
Se voc quiser aproveitar a fogueira para ass-los, primeiro ter de preparar o espeto. O confeito deve ser fincado em uma das pontas e levado  fogueira, sem jamais 
encostar na chama. O ideal  manter o espeto a cerca de 20 centmetros do fogo.
Vire o espeto de vez em quando, sobretudo quando um dos lados comear a mudar de cor. Quando a parte externa estiver tostada, seu marshmallow estar pronto. Mas 
espere esfriar antes de morder!

BATATA E MILHO

Outras delcias que podem ser preparadas na fogueira so a batata e o milho. Nos dois casos, tambm  preciso tomar cuidado com a chama e assar os alimentos sem 
encost-los no fogo, para evitar que fiquem torrados.


CURIOSIDADES

* O fogo acompanhou a aventura humana. No incio, nossos ancestrais das cavernas faziam fogueiras para obter luz e calor, e tambm para afugentar animais ferozes.
* Na Idade Mdia, acender fogueiras e tochas fazia parte dos rituais dedicados  fertilidade e ao afastamento dos maus espritos.
* Na mesma poca, a fogueira era o destino das mulheres acusadas de bruxaria. Um exemplo clssico  o da francesa Joana D'Arc, executada em 1431 e, mais tarde, canonizada 
pela Igreja Catlica.
* No Brasil, o hbito de acender fogueiras est associado s festividades de inverno, sobretudo  festa de So Joo, celebrada no dia 24 de junho. De acordo com 
a tradio catlica, Santa Isabel, me de So Joo Batista, teria mandado acender o fogo para avisar sua prima, Maria, sobre o nascimento de seu filho.

DE OLHO NAS ESTRELAS

Em uma noite de cu limpo de nuvens, aproveite para observar as estrelas. E divertido!
O que voc talvez no saiba  que o panorama celeste muda completamente conforme o local da observao. Para quem est no hemisfrio norte do planeta, ou seja, em 
algum pas acima da linha do Equador, a principal referncia  a Estrela Polar - se voc estivesse em pleno plo norte, por exemplo, essa estrela estaria posicionada 
exatamente acima de sua cabea. Saber identificar a posio desse astro  importante: na medida em que ele indica o norte, podemos determinar, a partir dele, os 
demais pontos cardeais.
J no nosso caso, aqui no hemisfrio sul, no conseguimos ver a Estrela Polar. Nossa principal referncia no cu noturno  a constelao do Cruzeiro do Sul. Como 
o nome diz, as estrelas formam o desenho de uma cruz, sendo que o maior "brao" aponta para o plo sul.
Mas d para descobrir a direo dos pontos cardeais durante o dia, sem consultar a bssola? Claro que sim, e a resposta, mais uma vez, est no cu. Basta observar 
o nascer do Sol no horizonte: ali  o leste. Portanto, a direo oposta ser o oeste. Posicione-se de modo a apontar o brao direito para o leste e o esquerdo para 
o oeste - nessa posio,  sua frente estar o norte, e s suas costas, o sul.



CURIOSIDADES

As estrelas que formam a constelao do Cruzeiro do Sul so:

Estrela de Magalhes, tambm chamada de Acrux; Mimosa; Rubdea (ou Gacrux); Plida e Intrometida. Na bandeira do Brasil, Acrux representa So Paulo, Mimosa, o Rio 
de Janeiro, Gacrux, a Bahia, Plida, Minas Gerais e Intrometida, o Esprito Santo. Graas  importncia da constelao para localizao no hemisfrio sul, o grupo 
foi escolhido como smbolo do Mercosul, o Mercado Comum do Sul.

HELENA DE TRIA

A trajetria de Helena de Tria  uma das mais famosas da Histria. Foi descrita no poema pico A Ilada, de Homero. O pano de fundo do relato  a guerra entre gregos 
e troianos, causada justamente pela bela princesa.
De acordo com a lenda, Helena era a mulher mais bela do mundo e todos os heris de seu tempo disputavam sua mo. Tndaro, pai de Helena e rei de Esparta, decidiu 
que o vencedor de um desafio desposaria sua filha. O vencedor foi Menelau, irmo do rei Agamenon, com o qual a princesa de fato se casou (a histria no conta se 
a opinio dela foi levada em conta, o que provavelmente no aconteceu!). A fim de preservar a paz, Tndaro exigiu que todos os derrotados na disputa pela mo da 
princesa se comprometessem a proteger a unio do casal. Por isso, quando o prncipe Paris, de Tria, seqestrou a esposa de Menelau, teve incio o grande conflito. 
Ao voltar de uma guerra e tomar conhecimento do desaparecimento de Helena, Menelau mobilizou todos os guerreiros gregos, que, liderados por Agamenon, irmo do rei, 
atacaram Tria. O resultado foi um embate que provocou milhares de mortes. Tria foi derrotada pelas foras gregas. E Helena? Bem, segundo alguns relatos, a bela 
princesa teria voltado para Esparta e para Menelau - mas, segundo outros, a herona morreu ao lado de Paris. E tudo isso por ser a mulher mais bela do mundo!

ROMEU E JULIETA

Ambientada na cidade italiana de Verona, a histria dos amantes  o tema da famosa pea escrita pelo dramaturgo ingls William Shakespeare. Conta as desventuras 
de dois jovens, que morrem por causa das disputas familiares e dos preconceitos da poca. Julieta  a filha do nobre Capuleto, e Romeu pertence  famlia rival, 
os Montecchio. Por motivos no apresentados na obra, os dois grupos se detestam.
Romeu e Julieta se conhecem durante um baile de mscaras realizado na casa da jovem, no qual Julieta seria apresentada ao conde Paris, seu futuro marido, de acordo 
com os planos de seus pais. Fantasiado, Romeu percorre a casa dos rivais. O casal se encontra e se apaixona sem saber quem so. Mas o jovem revela sua verdadeira 
identidade em uma das passagens clssicas do teatro: a cena do balco. "Romeu, Romeu! Ah! Por que s tu, Romeu?", lamenta a jovem.
O casal decide se casar em segredo e, com a ajuda da criada de Julieta, encontra um padre que realiza a cerimnia. Mas, durante uma briga com Tebaldo, primo de Julieta, 
um amigo de Romeu, Merccio,  morto. Enfurecido, o jovem vinga a morte do amigo e mata Tebaldo. E forado a fugir da cidade de Verona.
O pai de Julieta tenta convenc-la a casar-se com Paris. A jovem decide pedir ao padre que a casara com Romeu uma poo mgica, que a fizesse passar por morta perante 
seus familiares. Assim, depois que recobrasse os sentidos, ela poderia encontrar-se com seu amado livremente. Ainda dentro desse plano, caberia ao religioso informar 
Romeu sobre todo esse estratagema, orientando-o a encontrar Julieta no mausolu da famlia Capuleto, para que, enfim juntos, pudessem fugir de Verona. Mas Romeu 
no recebe o aviso. Ao saber da morte de Julieta, o jovem dirige-se ao tmulo para se despedir da amada e ingere um veneno letal. Julieta acorda, v o amado morto 
e se mata em seguida, com o punhal do prprio amado.
ANIMAIS DE ESTIMAO

Para algumas pessoas, ter um animal de estimao  sinnimo de obrigao e desordem. Em compensao, para outras, as tarefas de cuidar de um bichinho, zelar por 
seu bem-estar e arrumar a baguna valem o privilgio de ganhar um amigo de verdade!


Gatos






Acredita-se que os gatos surgiram no Chipre, h cerca de 8 mil anos, e foram levados a vrios pases da Europa pelos romanos. A Idade Mdia foi um perodo pouco 
agradvel para os bichanos, associados a bruxarias ou vistos at mesmo como "disfarces" do demnio. Dessa poca remontam algumas crenas atribudas aos gatos, como 
a lenda de que tm sete vidas.
Gatos so animais independentes, elegantes e sedutores. Ao contrrio dos ces, no se devotam fielmente ao dono. Jamais descuidam do prprio conforto. Sabem caar 
com habilidade (usam as mesmas tcnicas de outros felinos, como leopardos e tigres). No raramente, capturam e exibem presas como passarinhos, camundongos e grilos, 
levando-os de presente para seus donos - que nem sempre entendem a gentileza.
Brincar  uma das atividades preferidas dos gatos, sobretudo dos filhotes. Adoram novelos de l e bolas pequenas e macias. Acostumados a sair de casa e voltar para 
ela quando bem entendem, os gatos se adaptam bem  vida na cidade. Gostam de dormir (de preferncia em locais macios e confortveis) e de receber carinho, mas recusam 
qualquer contato quando desejam apenas sossego.
O nome cientfico do gato domstico  Felis sylvestris catus. A espcie se divide em diversas raas, entre elas algumas muito apreciadas no Brasil: siameses, angoras 
e persas. O gato domstico, sem raa definida,  o mais comum.

CURIOSIDADES

* No Egito Antigo, os gatos eram usados para caar ratos. Chegavam a ser adorados como deuses - tanto que o comrcio de bichanos era atividade considerada ilegal.
* Embora tenham olfato e audio menos apurados do que os dos ratos, os gatos tm a seu favor uma viso excelente, inclusive no escuro. Tal habilidade contribui 
para que se saiam muito bem nas caadas, muitas vezes surpreendendo suas vtimas.
*Ao cair de um lugar alto, o bichano no tem nenhuma dificuldade para girar o corpo de modo a aterrissar sobre as patas. Sua longa cauda ajuda a manter o equilbrio.



Quem no se encanta ao ver um filhote de cachorro, alegre e cheio de energia? Se voc quiser aprender o significado do amor incondicional, no existe animal melhor 
para lhe ensinar esse sentimento - e por toda a vida.
Da mesma famlia dos lobos, os ces foram os primeiros animais domesticados, h muito tempo. Acredita-se que sua convivncia com os seres humanos tenha se iniciado 
h mais de 15 mil anos, provavelmente na China. So animais que vivem em grupo, e, na opinio de alguns estudiosos, consideram seus donos como integrantes da matilha. 
E provvel que julguem os humanos um pouco esquisitos, por causa da falta de plos sobre o corpo, do hbito de usar roupas e da postura vertical para andar. Mas 
no existe amigo melhor no mundo!
Graas  inteligncia da espcie, muitos cachorros, quando bem treinados, aprendem diversas habilidades e podem ser de grande utilidade para os donos. Algumas raas, 
como o labrador, desempenham com eficincia o papel de guia de cegos, enquanto outras, como o pastor alemo, so talhadas para a tarefa de guarda e vigilncia.
Muitos donos preferem que seus fiis amigos sigam uma dieta exclusivamente  base de rao, em geral indicada tambm pelos veterinrios. Chocolates, cebolas e uvas-passas 
so contra-indicados, ainda que alguns cezinhos adorem pedir tais guloseimas. Para manter a sade e o bem-estar, os cachorros precisam de uma rotina de exerccios, 
quantidade adequada de alimentos, gua fresca e muito, muito amor!

CUIDADOS

* Jamais aproxime seu rosto do focinho de um co desconhecido nem o olhe diretamente nos olhos. Alguns animais interpretam esses sinais como iniciativas agressivas, 
e podem atacar para se defender.
* Nunca puxe o rabo, o plo ou as patas do animal.
* Caso algum co rosne ou demonstre agressividade, coloque as mos no bolso e evite movimentos bruscos. No corra, no grite nem agite os braos.
* NUNCA agrida um animal. Se voc tiver um filhote, ensine-o a compreender o significado da palavra "no", com pacincia e perseverana.
* Se voc ama seu companheiro, oferea apenas a quantidade de comida indicada. Muitos tendem a comer sem parar e a desenvolver doenas por causa desse hbito.

CURIOSIDADES

* A fidelidade do cachorro foi lembrada e eternizada pelo grego Homero em sua obra Odissia. No poema pico, diferentemente dos humanos, o co Argos era o nico 
ser capaz de reconhecer seu dono, Ulisses, que retornava aps uma ausncia de 20 anos.
* Na literatura brasileira, um personagem canino memorvel  Baleia, cadela que acompanha uma famlia de retirantes em Vidas Secas, romance de Graciliano Ramos. 
A cena em que o animal, faminto, sonha com comida  das mais belas e lembradas de toda a obra do autor.
* Em 1957, a nave espacial sovitica Sputnik III levou para o espao a cachorra Laika, que morreu algumas horas aps o lanamento. Antes de integrar a tripulao 
da nave, Laika vivia nas ruas de Moscou.
* Na Sua, um cachorro da raa so-bernardo ficou famoso por ter salvo a vida de muitos viajantes perdidos no meio da neve. Por sua dedicao, o co Barry ganhou 
uma esttua.
*Em 1966, a Inglaterra preparava-se para sediar a Copa do Mundo de Futebol e, como parte do evento, a Taa Jules Rimet foi colocada em exposio, em Londres. Apesar 
da vigilncia, o cobiado trofu desapareceu, o que colocou toda a polcia em ao. Mas quem encontrou a taa, embrulhada em jornal, no meio de um arbusto, foi Pikles, 
um vira-lata que passeava com seu dono. Pela descoberta, uma fbrica de rao garantiu as refeies de Pikles at o fim da vida.


Peixes

Muitas pessoas optam por montar um aqurio e encher de peixes, fceis de ser encontrados  venda nas lojas especializadas. Silenciosos e nada bagunceiros, esses 
animais no estabelecem um relacionamento de troca afetiva com seus donos, como acontece com ces (todos) e gatos (alguns). Outra desvantagem: peixes em aqurio 
no tendem a viver muito, o que pode desanimar os criadores.

Porquinhos-da-ndia

Esses simpticos roedores gostam mesmo  de comer. So alegres e dceis, embora s vezes paream um pouco tmidos. Quando convivem com seres humanos, aprendem a 
gostar de carinhos e brincadeiras. Costumam viver, em mdia, trs anos.
 preciso manter os porquinhos-da-ndia em instalaes adequadas, sem descuidar da limpeza. Se seu amiguinho der um pulo sbito, no se assuste: esses animais brincalhes 
adoram fazer arte!

Hamsters

Menores e mais sossegados do que os porquinhos-da-ndia, esses bichinhos passam o dia dormindo. So roedores (basta observar os dentes dianteiros!) e ficam agitados 
durante a noite, quando procuram alimentos como frutas, legumes e at insetos. Tm o hbito de guardar as provises na bochecha, que incha e parece triplicar de 
tamanho!


Coelhos

Em geral, o que leva algum a escolher um coelhinho como bicho de estimao , sem dvida, a doura e a suavidade que esses animais inspiram. So peludos, orelhudos, 
com nariz sempre em movimento e olhar ingnuo. Como resistir a eles? Outras vantagens do animal esto no comportamento silencioso e na capacidade de viver em reas 
no muito espaosas. Embora algumas pessoas confundam, coelhos e lebres so animais distintos. Outro mal-entendido: embora gostem de roer, esses doces bichinhos 
no so roedores!

Aves

Quem escolhe um pssaro como animal de estimao, em geral, est de olho nas vantagens proporcionadas por esse tipo de bicho. Um passarinho, por exemplo, no precisa 
de muito espao nem de cuidados bsicos muito elaborados. Isso sem falar na remota probabilidade de ele vir a incomodar algum vizinho.
Se voc gostou dessa possibilidade, precisa ter em mente que as aves tambm requerem bastante ateno dos donos.  essencial manter a gaiola limpa e instalada em 
local adequado (frio, vento ou calor em excesso podem ser fatais para algumas espcies). A alimentao tambm deve ser apropriada e oferecida em quantidades recomendadas.
Alerta: No Brasil, no  permitida a manuteno em cativeiro de aves silvestres, ou seja, de espcies de nossa fauna nativa, como o papagaio. E possvel, porm, 
comprar animais nascidos em criadouros. Certifique-se quanto  procedncia antes de levar um pssaro para casa!

Tartarugas

Voc conhece algum que tenha uma tartaruga de estimao? Pois saiba que esse bicho  uma opo bem interessante, sobretudo para crianas alrgicas a plos de mamferos, 
como ces e gatos.
Tartarugas e jabutis, como os peixes que vivem no aqurio, no costumam incomodar os moradores da casa. No roem nem destroem objetos, e no pedem carinho e ateno 
dos donos. Outra vantagem: vivem muitos anos! Se voc pretende adotar um desses animais, informe-se primeiramente sobre seus hbitos e necessidades quanto a espao 
e condies ambientais (existem tartarugas terrestres e aquticas, por exemplo). Alguns veterinrios so especializados em quelnios (grupo ao qual pertencem as 
tartarugas) e podem ajudar nessa tarefa. E o mais importante de tudo: jamais compre seu rptil se a origem no for comprovada!


Cavalos
Embora no sejam considerados exatamente animais de estimao, os cavalos acompanham os seres humanos h muitos sculos. No incio, a convivncia se deu a partir 
de necessidades prticas, como puxar carroas, arar a terra e transportar pessoas, mas, com o tempo, os homens descobriram que montar em cavalos e pneis pode ser 
uma forma de lazer. O hipismo, esporte que consiste em provas de velocidade, percia e adestramento de cavalos, provavelmente nasceu dessa descoberta.
Obviamente, cavalos no podem ser criados em casas ou apartamentos, como ces ou gatos. Esse animal precisa de espao, alimentao adequada, exerccios e cuidados 
com a sade. Alm disso, aprender a montar e a se relacionar com um cavalo de maneira segura exige treinamento e superviso. O animal  grande e forte, de modo que 
pode, mesmo sem querer, ferir uma pessoa seriamente.

CAVALOS FAMOSOS

Bucfalo
O cavalo mais famoso da Antiguidade viveu por volta do ano 355 a.C. Seu dono era o poderoso rei macednio Alexandre, o Grande - segundo alguns relatos, a nica pessoa 
capaz de montar o brioso animal. Bucfalo acompanhou seu clebre cavaleiro em muitas guerras, at morrer durante uma batalha, em 326 a.C. No local em que o cavalo 
tombou, Alexandre mandou construir uma cidade, chamada de Bucfala, no atual Paquisto.

Marengo
Essa gua da raa rabe com pelagem acinzentada tambm pertenceu a um personagem histrico: Napoleo Bonaparte. De acordo com os registros, serviu de montaria para 
o imperador francs em quatro batalhas, entre elas a de Waterloo (na qual Napoleo foi finalmente derrotado). Aps o combate, os ingleses capturaram o animal e o 
levaram para a Inglaterra, onde viveu at os 38 anos. O esqueleto de Marengo est no Museu Nacional do Exrcito, em Londres.

Rocinante
No mundo da literatura, talvez o cavalo mais conhecido seja Rocinante, companheiro de Dom Quixote de la Mancha, personagem criado pelo escritor espanhol Miguel de 
Cervantes. Na obra, trata-se de um animal velho e sem vigor, transformado em portentoso alazo nos delrios do "cavaleiro da triste figura".

Direitos dos animais

Em janeiro de 1978, na cidade de Bruxelas, foi elaborada a Declarao Universal dos Direitos dos Animais. Voc sabe o que ela prope? Veja s alguns dos artigos:

ARTIGO 1:
Todos os animais nascem iguais diante da vida, e tm o mesmo direito  existncia.

ARTIGO 2:
a) Cada animal tem direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espcie animal, no pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais, ou explor-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar 
sua conscincia a servio de outros animais.
c) Cada animal tem direito  considerao,  cura e  proteo do homem.

ARTIGO 3:
a) Nenhum animal ser submetido a maus-tratos e a atos cruis.
b) Se a morte de um animal  necessria, ela deve ser instantnea, sem dor ou angstia.

ARTIGO 4:
a) Cada animal que pertence a uma espcie selvagem tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, areo ou aqutico, e tem o direito de reproduzir-se.
b) A privao da liberdade, ainda que para fins educativos,  contrria a este direito.

ARTIGO 5:
a) Cada animal pertencente a uma espcie que vive habitualmente no ambiente do homem tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condies de vida e de 
liberdade que so prprias de sua espcie.
b) Toda modificao imposta pelo homem para fins mercantis  contrria a esse direito.



ARTIGO 6:
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma durao de vida conforme sua longevidade natural.
b) O abandono de um animal  ato cruel e degradante.

ARTIGO 7:
Cada animal que trabalha tem o direito a uma razovel limitao de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentao adequada e ao repouso.

ARTIGO 10:
Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibio dos  animais e os espetculos que utilizam animais so incompatveis com a dignidade do animal.

ARTIGO 11:
O ato que leva  morte de um animal sem necessidade  um biocdio, ou seja, um crime contra a vida.

ARTIGO 12:
a) Cada ato que leve  morte de grande nmero de animais selvagens  um genocdio, ou seja, um delito contra a espcie.
b) O aniquilamento e a destruio do meio ambiente natural levam ao genocdio.

ARTIGO 13:
a) O animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violncia em que os animais so vtimas devem ser proibidas no cinema e na televiso, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos 
dos animais.

ARTIGO 14:
a) As associaes de proteo e de salvaguarda dos animais devem ser representadas em nvel de governo.
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos dos homens.

Dicionrio de "animales"

Adestrar: Ensinar o animal a obedecer ordens. 
Desmamar: Parar de amamentar o filhote.
Candeos: Grupo ao qual pertencem os cachorros, lobos e raposas, entre outros.
Canora: Ave que canta.
Carnvoros: Animais que se alimentam de carne. 
Cunicultura: Criao de coelhos. 
Farejar: Sentir cheiro.
Fauna: Animais de uma determinada regio.
Habitat: Lugar onde vive determinado grupo de animais.
Herbvoro: Animal que se alimenta de vegetais.
Ibama: Sigla de Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, rgo
responsvel pelo controle da fauna e da flora brasileiras.
Miado: Som produzido pelo gato.
Ornitlogo: Especialista em aves.
Pedigree: Certido de origem dos animais.
Piado: Som produzido pelas aves.
Roedor: Grupo de mamferos ao qual pertencem os esquilos, ratos e hamsters, entre outros.
Tosar: Aparar o plo do animal.
Veterinrio: Profissional que cuida da sade dos animais. Viveiro: Local de criao de animais.
Zoonose: Doena que os animais podem transmitir ao ser humano.


BELEZA E MAQUIAGEM

A primeira coisa a dizer sobre maquiagem  que no se trata de uma prtica obrigatria. Se voc nunca se interessou pelo assunto, no h problema algum. Alis,  
provvel que essa deciso a ajude a economizar um bom dinheiro, alm de reduzir as chances de discusso com sua me.
Em geral, as mes encaram esse assunto com cuidado. Algumas toleram a maquiagem discreta, sobretudo em situaes especiais, como festas ou apresentaes na escola. 
Mas, no dia-a-dia, nem pensar! O argumento mais comum para essa recusa  o de que "maquiagem  para moas mais velhas", mas talvez, no fundo, elas no gostem de 
pensar que sua menina cresceu... O melhor modo de lidar com essa situao (e no fazer do assunto motivo de brigas)  usar o bom senso. Evite cores fortes ou vistosas 
demais e mantenha a mo leve. Com esses cuidados, alm de deixar seus pais satisfeitos, voc comear a lidar com os artifcios da cosmtica de maneira inteligente 
- evitando os exageros que inevitavelmente comprometem a elegncia. Lembre-se sempre de que o objetivo dos cremes e produtos oferecidos no mercado  permitir que 
voc se sinta mais bonita - e no deix-la com cara de palhao!

Pele

Todas as garotas do mundo querem ter uma pele linda, macia e perfeita. Mas a Me Natureza criou as espinhas!
Existem poucas coisas mais desanimadoras do que descobrir uma espinha no rosto, mas no h muito o que fazer para impedir o surgimento dessas "inimigas". O que d 
para fazer, sim,  aprender a lidar com elas!
Em primeiro lugar, lembre-se: o pior que voc pode fazer ao identificar uma espinha  tentar remov-la. A tcnica de "espremer" apenas contribui para levar mais 
bactrias aos poros (nossos dedos nunca esto totalmente livres de microorganismos, sobretudo embaixo das unhas), alm de irritar a regio que cerca a erupo. O 
melhor a fazer  deixar que ela desaparea por conta prpria. Mas existem algumas coisas que voc pode fazer para minimizar o problema e proteger sua pele:

* Jamais arrisque a pele com tratamentos caseiros. Caso sua pele seja propensa a essas erupes e elas surjam com grande freqncia, procure um dermatologista. Ele 
pode prescrever um produto secativo adequado e orient-la quanto  aplicao.
*        Observe se alguns alimentos (como o chocolate) provocam o surgimento de espinhas. Se identificar uma relao, controle-se!
* Em alguns casos, o uso de franjas contribui para transferir a oleosidade do couro cabeludo para o rosto, propiciando o surgimento de espinhas.
* E se a espinha aparecer s vsperas de um dia especial, como uma festa? Bem, algumas pessoas recorrem a corretivos, produtos que ajudam a disfarar o problema. 
Se essa for sua opo, lembre-se de levar o creme com voc, para reaplicar aps algumas horas.
* Tenha pacincia!

Algumas dicas que valem para todo mundo:

* Pele saudvel no combina com falta de hidratao. Por isso, crie o hbito de beber bastante gua todos os dias.
* Alimentao balanceada tambm ajuda - e muito! Na hora de fazer seu prato, no esquea de incluir verduras e legumes, ricos em nutrientes que fazem bem  pele. 
O mesmo vale para as frutas.
* Jamais exponha sua pele ao Sol sem aplicar um protetor solar adequado. Invista na sua sade e evite rugas!

Lbios e faces

Poucas garotas resistem ao apelo dos batons... Os lbios so o "ponto de partida" mais comum para quem comea a desvendar o mundo da maquiagem e, felizmente,  difcil 
errar!
Tenha em mente que no  preciso aplicar grandes quantidades de batom para ficar bonita. Algumas vezes, sequer  preciso usar cor, pois um brilho bsico basta para 
realar os contornos da boca e dar um toque especial  aparncia. Alguns protetores labiais cumprem esse papel perfeitamente.
Grande parte dos produtos disponveis, alm de colorir ou dar brilho aos lbios, hidratam e tambm protegem contra a ao dos raios solares. Na hora de comprar, 
verifique se a marca escolhida inclui protetor solar e substncias hidratantes. Lembre-se de que a qualidade do corante usado na fabricao do batom  essencial. 
Se for de baixa qualidade, poder provocar alergias.



CURIOSIDADES

O batom  um dos cosmticos mais antigos e, segundo alguns registros, j fazia parte da rotina de beleza das mulheres no Egito Antigo. Ao observar o busto da rainha 
Nefertite, que faz parte do acervo do Museu de Berlim, d para perceber que pintar os lbios j era habitual a aproximadamente mil anos antes da era de Clepatra!


ROSTO

Como o prprio nome diz, o passo inicial  a aplicao de uma base, produto desenvolvido exatamente para criar uma camada sobre a qual sero aplicados os demais 
cosmticos. Prefira bases lquidas ou cremosas, que tendem a ressecar menos a pele. Escolha uma tonalidade mais clara que sua pele e aplique-a na regio da testa, 
nas laterais do nariz, da boca e do queixo
Em seguida entra em cena o p facial, usado apenas quando a pele "precisa de ajuda". Em geral, rostos jovens e livres de marcas dispensam essa etapa. Caso voc queira 
aplicar um pouco, porm, no esquea de que o exagero na quantidade do p resulta numa terrvel aparncia artificial!
Hora de investir na cor! Voc sabe como aplicar o blush? Em geral, o produto j vem acompanhado de pincel apropriado. Aqui tambm  essencial tomar cuidado com as 
quantidades e sempre retirar o excesso, seja com leno de papel ou com esponja. Na hora de espalhar o blush, faa movimentos circulares, para cima e em direo ao 
contorno do rosto, depois voltando para a regio do nariz.
Caso exagere na dose, no se desespere. Recorra a uma bola de algodo e retire o cosmtico. Tente outra vez!

Olhos

Muitas mulheres acreditam que os olhos so o melhor lugar do rosto para ousar nas cores. Mas, ao mesmo tempo em que pode ser divertido, o risco de errar tambm  
grande - e nessa regio as imperfeies ficam terrivelmente bvias!
Comece pelos itens bsicos: delineador e rmel (tambm chamado de mscara). Se souber aplicar corretamente esses dois cosmticos, suas chances de acerto iro crescer!

DELINEADOR OU LPIS

Um lpis macio e de boa qualidade no pode faltar nos estojos de maquiagem. A cor mais usada  o preto, mas h quem prefira um tom marrom-escuro. Existem delineadores 
lquidos, mas para aplic-los corretamente  preciso muita prtica.
Para comear, faa um trao na parte superior da sua mo, para sentir a consistncia do delineador. Em seguida, passe o dedo sobre o trao, para ver se ele se espalha 
de forma homognea ou se borra.
Escolha um local adequado para se acomodar. Posicione-se diante de um espelho, de preferncia com bastante claridade. Algumas mulheres preferem pequenos espelhos 
portteis, de mesa, apropriados para a aplicao da maquiagem. Com firmeza, passe o delineador ou o lpis junto  raiz dos clios superiores. Primeiro, faa um trao 
entre a metade da plpebra e a extremidade externa; em seguida trace uma linha mais fina, do centro at a ponta interna (para obter um trao bem fino, use apenas 
a ponta do delineador).
Observe o resultado e verifique se conseguiu a valorizao que queria. Lembre-se de contornar as linhas com fidelidade e tente manter a mo firme. Tambm  essencial 
se concentrar e fazer a aplicao sem piscar, sob o risco de traar uma linha torta!

RMEL

Quem realmente quer valorizar a regio dos olhos recorre ao rmel, cosmtico desenvolvido para "pintar" os clios, destacando-os e atraindo mais ateno para o olhar. 
Mas, cuidado: tambm nesse caso, o exagero pode estragar tudo!
Para aplicar o rmel, siga os mesmos passos da aplicao do delineador: posicione-se confortavelmente diante de um espelho confivel, num local bem iluminado. Comece 
a aplicao a partir dos clios mais prximos  extremidade externa, mais longos. Em geral, o rmel  o ltimo item da maquiagem, aplicado para dar o "toque final".

Dicas:

* Verifique se a escova de aplicao est livre de impurezas, como restos do produto que ressecaram e se solidificaram.

* Mulheres loiras e ruivas devem optar pelo rmel marrom ou transparente, para obter um efeito mais natural. Para quem pertence a esses grupos, o rmel preto acentua 
demais o olhar.
* Morenas sempre devem usar rmel preto (os coloridos, em geral, no so recomendados para ningum, a no ser em bailes de carnaval).
* Evite tirar e introduzir vrias vezes a escova para pegar o rmel, pois esse movimento apenas serve para acelerar o ressecamento do produto. Pelo mesmo motivo, 
evite deixar a embalagem destampada por muito tempo.


CLIOS MAIORES


Algumas mulheres, donas de clios longos e retos, recorrem ao curvex (aparelho usado para curvar os clios) antes de aplicar uma camada de rmel. H quem acredite 
que, com esse recurso, o efeito de valorizao do olhar  maior do que alcanado pelo uso de delineadores ou sombras.
Se voc decidir utilizar o curvex, faa isso antes de aplicar o rmel. Tambm nesse caso  preciso se concentrar e usar movimentos firmes. Abra o curvex (a parte 
posterior parece uma tesoura) e tente pegar todos os clios de uma vez. Aperte com suavidade e espere cerca de 30 segundos.

CH E PEPINOS

Algumas dicas do "tempo da vov" para quem quer suavizar as olheiras:

* Compressas de camomila
Essa planta  bastante usada na indstria cosmtica por causa de suas propriedades calmantes. Prepare um ch (de preferncia da planta natural, mas tambm d para 
usar os chs em saquinhos) e deixe esfriar. Aplique as compressas sobre seus olhos durante 10 a 15 minutos.

* Compressas de pepino
Antes de cortar o pepino, leve-o para a geladeira at resfriar. Tire duas fatias e coloque-as sobre os olhos fechados. Relaxe por 10 a 15 minutos e observe o resultado: 
o efeito das compressas de pepino  clarear a regio dos olhos.



SOMBRAS

Para aplicar esse cosmtico corretamente, voc precisa saber qual o formato do seu olho e identificar as cores que combinam com voc. Quem tem olhos pequenos, por 
exemplo, deve fugir dos tons fortes, que os deixaro ainda menores! No caso de olhos grandes, ocorre o contrrio.
A melhor maneira de saber o que d certo  a experincia. Tente comear pelos tons suaves, como rosa claro ou bege, por exemplo. Em geral, essas tonalidades surtem 
bom resultado. Se quiser mais destaque, complemente a sombra com rmel ou delineador.

A sombra pode ser espalhada com aplicador apropriado ou com o dedo, de preferncia o anular (por causa do tamanho). Se voc optar pelo aplicador, no exagere na 
quantidade de sombra: para garantir, tire o excesso antes de espalhar a sombra sobre a plpebra. Comece a aplicao na extremidade prxima ao nariz, fazendo movimentos 
em direo  parte externa da plpebra.
Sempre passe a sombra antes do delineador ou do rmel, mesmo quando voc j estiver hbil na aplicao! Outra dica importante  trabalhar em etapas: sombra nos dois 
olhos, depois delineador em ambos e finalmente rmel. Esse cuidado garante maior uniformidade. No se recomenda aplicar todos os produtos em um olho e depois passar 
para o outro.

CURIOSIDADES

Desde a Antiguidade as mulheres gostam de destacar as plpebras por meio do uso de cores. Em algumas pocas, os "cosmticos" usados variaram do p de malaquita (mineral 
de cor verde) at p de casca de besouro!

SOBRANCELHAS

A espessura das sobrancelhas  um item que muda de acordo com a moda. No passado, muitas mulheres seguiam a tendncia de deix-las o mais finas possvel, o que no 
 recomendvel jamais - a no ser que voc queira se arrepender depois!

Em geral, essa tcnica ajuda a alterar a aparncia dos olhos, dando uma iluso de que so maiores (ilustrao A). Porm, basta exagerar para ficar com uma aparncia 
bem longe da desejada (ilustrao B), e em geral por bastante tempo.
Antes de qualquer tentativa, estude o formato de suas sobrancelhas. Concentre-se em se familiarizar com o formato natural e lembre-se de que no vale a pena tentar 
alter-lo, pois raramente isso  possvel.
Se voc optar por tirar suas sobrancelhas, prefira recorrer a um profissional e reduza as chances de extrair plos em excesso - o erro mais comum, segundo os especialistas.
Outra medida importante  definir a quantidade que pretende eliminar, levando em conta o seus traos, e no com o objetivo de ficar igual a uma modelo ou atriz, 
pois o que cai bem para determinado formato de rosto pode no dar certo para outros. Uma dica  traar uma linha vertical imaginria partindo do canto interno do 
olho, se seu objetivo for, sobretudo, limpar a regio sobre o nariz. Puxe os plos que estiverem fora dessa rea com firmeza, para que no se quebrem (posicione 
a pina perto da raiz). Faa o movimento de extrao sempre no sentido do crescimento do plo!


                ilustrao A        ilustrao B

Dicas:

* Jamais use um aparelho do tipo barbeador. Tirar as sobrancelhas implica extrair tambm a raiz e no "aparar" a superfcie!
* No pinte as sobrancelhas por conta prpria. O uso de tingimentos nessa regio exige cuidado.
* Tome cuidado para no forar a barra e deixar a sobrancelha arqueada, fina ou curta demais!

HORA DA LIMPEZA

Aprender a se maquiar envolve tambm saber remover adequadamente os cosmticos aplicados. Uma regra de ouro  JAMAIS dormir com a pele coberta por maquiagem. Tenha 
em mente que uma limpeza bem-feita protege a pele e garante beleza por mais tempo.



O melhor modo de remover a maquiagem  utilizar produtos especficos, como os demaquiantes vendidos no mercado. Quem tem pele propensa  formao de espinhas deve 
solicitar ao dermatologista a indicao da loo mais adequada, pois a aplicao de cremes que ressecam a pele pode causar danos.
Faa movimentos circulares no rosto, dedicando especial ateno para a regio ao redor do nariz e prxima ao queixo. Enxge com gua morna e repita a operao, 
se achar que restam resduos. Seque o rosto e aplique um hidratante adequado ao tipo de pele: coloque um pouco do produto nas mos e espalhe pelo rosto, testa e 
pescoo.
Nem todos os demaquiantes so eficientes para retirar os produtos aplicados nos olhos. Essa regio exige cuidado: use apenas artigos destinados especificamente para 
a limpeza dos olhos!



No importa se o objetivo  encenar uma pea inteira, ensaiada e produzida, ou apenas fazer uma apresentao improvisada para amigos e familiares. Toda garota, mesmo 
que tmida, desajeitada ou pouco dada a falar em pblico, aprende algo quando se dedica  arte dos palcos.
William Shakespeare escreveu que "a vida  um palco, e todos os homens e mulheres no passam de atores". O dramaturgo ingls no incitava os humanos a ganharem a 
vida, como artistas, mas lembrava que todos ns, em algum momento, representamos papis. O contato com o mundo da dramaturgia, to rico e s vezes to distante, 
pode ensinar muita coisa. Voc j parou para pensar por que peas clssicas, escritas h milnios e em um contexto cultural bem diferente do atual, duram at hoje?


Bal

Toda menina quer ser bailarina? Nem sempre. No  toda garota que se encanta com o delicado (e exigente) mundo das sapatilhas e tutus (saias de tule). No entanto, 
 muito comum que, em determinada fase da vida, as meninas sintam curiosidade por esse universo.



Quem gosta de bal (do termo francs ballet, que significa "dana"), provavelmente j tem familiaridade com os aspectos bsicos dessa arte. Mas sempre h coisas 
para aprender, certo? E a primeira delas : quem quer ser bailarina precisa se dedicar muito e investir anos no aprendizado e no aperfeioamento da tcnica.
Mas, felizmente, tornar-se uma bailarina amadora  bem mais fcil! Para comear,  preciso desvendar os mistrios das roupas. Toda bailarina usa sapatilhas, calados 
bem leves e com a ponta reforada, em geral presos s pernas por fitas. As tradicionais sapatilhas costumam ser cor-de-rosa, embora existam outras cores e os bailarinos 
prefiram usar as brancas. Outro item importante do visual da bailarina  a meia-cala, que pode ser cor da pele ou de algum tom que combine com o resto da roupa. 
As peculiares saias de rule so chamadas de tutus.
Talvez voc tenha notado que as bailarinas costumam andar com elegncia, com as costas eretas e os ps levemente voltados para fora. Isso acontece porque elas aprendem 
a manter a cabea erguida e a jamais se descuidar da postura. Como tambm  costume prender os cabelos em rabos-de-cavalo ou coques, o resultado  uma aparncia 
quase perfeita!

Posies bsicas

No bal, existem cinco posies bsicas e cinco movimentos bsicos de braos. E da combinao desses movimentos que surgem os bales clssicos.

Ps:

* Primeira posio
* Segunda posio
* Terceira posio
* Quarta posio
* Quinta posio

Todos os movimentos comeam ou terminam com uma dessas posies.

Braos:

* Primeira posio
* Segunda posio
* Terceira posio
* Quarta posio
* Quinta posio

Os dedos devem permanecer graciosos e naturais, jamais totalmente estendidos ou encolhidos. A postura dos ombros deve contribuir para alongar o pescoo e conferir 
elegncia a essa parte do corpo. A inspirao vem da graa e da suavidade dos cisnes.



CURIOSIDADES

*As sapatilhas de ponta, que permitem que as bailarinas se equilibrem na ponta dos ps, no so feitas de material duro, mas sim confeccionadas com diversas camadas 
de tecido, fortalecidas por uma espcie de "cola". s vezes, uma bailarina chega a usar vrias sapatilhas de ponta durante uma nica apresentao.

*        A primeira vez que os tutus apareceram em cena foi por volta de 1830! Na poca, essas saias chegavam at os tornozelos, mas, com o tempo, o comprimento 
encolheu. Atualmente, os tutus cobrem apenas a regio dos quadris.


*        Os fundamentos do bal clssico foram definidos no sculo 17, na Frana, na corte de Lus XIV, chamado de Rei Sol e apreciador de danas. Por isso, os nomes 
usados para os movimentos so quase todos de origem francesa.

*        O maior compositor de bales foi o russo Pyotr Tchaikovsky, que viveu no sculo 19. Entre suas criaes, alguns clssicos constantemente encenados: O Lago 
do Cisne, A Bela Adormecida e O Quebra-Nozes.

*Em 1773, foi criado na Rssia, pas com grande tradio de dana clssica, o Ballet Bolshoi. Sua nica unidade situada fora de territrio russo est na cidade de 
Joinville, no Brasil.


PARA TENTAR EM CASA

Pequenos saltos (petits sauts): comece com os ps e braos na primeira posio. Dobre suavemente os joelhos (demi-pli) e salte. Lembre-se de manter a cabea erguida, 
o pescoo firme e os braos e ombros na posio correta. No descuide dos dedos. Termine na posio inicial.

Arabesque: essa  uma das posies bsicas do bal. Conta com diversas variaes, de acordo com a idade e a habilidade da bailarina. No arabesque  terre (no cho), 
uma das pernas fica esticada, apoiando o corpo, enquanto a outra  posicionada para trs, com o p esticado. Os braos permanecem na primeira posio, mas h quem 
prefira abri-los, para ajudar na busca do equilbrio. A idia  criar uma linha o mais longa possvel entre a ponta dos dedos da mo e a ponta dos dedos do p que 
est no ar.

Apresentaes

Antes da inveno da televiso e da internet, a diverso das famlias era se reunir para ouvir algum tocar piano ou outro instrumento. Ningum mais faz isso, certo? 
Mas quem disse que juntar as amigas para apresentar uma pea de teatro ou um musical no pode ser divertido?
Se voc ou alguma amiga passou anos estudando piano ou violo,  hora de mostrar o talento! Caso ningum domine nenhuma tcnica musical, no desista: sempre existe 
o recurso de escolher uma msica e ensaiar uma coreografia animada. Mas leve em considerao os gostos de sua platia na hora de definir a trilha sonora!

CLSSICA

Se a opo for msica clssica, escolha uma pea que conhea bem e que j tenha sido bastante ensaiada. Instrua uma amiga para saudar a platia e apresentar a artista 
e o nome da obra que ser executada. Para dar um toque de requinte, sirva sucos e alguns biscoitos antes do incio da apresentao. E no esquea de desligar o telefone!

MODERNA

A opo  pela atualidade? Ento, por que no recorrer a um karaok? Escolha uma trilha animada (vale rock, funk, samba...), ensaie a coreografia e capriche na ousadia. 
Antes de definir o local do show, avalie se o "palco" que voc est imaginando tem espao suficiente ou se ser preciso afastar alguns mveis.

MUSICAIS

Dizem que os profissionais que atuam em musicais so os mais completos: alm de representar, precisam saber cantar e danar - e bem! Se voc aprecia esse tipo de 
espetculo, junte um grupo de amigas e mos  obra. Em geral, os musicais envolvem muita gente e tambm produes elaboradas, uma vez que o objetivo, alm de contar 
uma histria,  impressionar a platia. Nos grandes musicais, no existe um nico autor, pois o criador do enredo trabalha ao lado dos compositores e dos letristas.


Dicionrio de "teatrs"

Aderecista: Profissional que cria as peas usadas no cenrio.
Arara: Estrutura de madeira ou metal, usada para pendurar os figurinos.
Ato: Partes que formam uma pea.
Balces: Acomodaes para o pblico localizadas acima do nvel da platia.
Camareira: Profissional responsvel por conservar os trajes usados nos espetculos.
Camarim: Local onde os atores se preparam para a apresentao.
Cenrio: Conjunto de objetos que criam a atmosfera da ao.
Contra-regra: Profissional que cuida do cenrio e orienta os atores nas entradas e sadas do palco.
Coxia: Espao situado atrs dos bastidores.
Dramaturgo: Escritor de peas teatrais (teatrlogo).
Fantoche: Boneco, em geral de tecido, movimentado pela mo de um operador.
Figurino: Trajes usados pelos atores para caracterizar os personagens. 
Iluminador: Profissional responsvel pela iluminao das diferentes cenas de um espetculo.
Ponto: Profissional que "sopra" as falas para os atores.
Proscnio: Frente do palco. Tablado: Palco improvisado.

Teatro

Qualquer apresentao teatral comea com a pea, e sua primeira deciso ser optar por uma obra existente ou escrever o prprio roteiro. Est certo que a segunda 
alternativa exige mais trabalho, mas a compensao de surpreender a platia compensa o esforo!




COMO ESCREVER UMA PEA

Para comear, opte pelo formato mais simples: pea de um nico ato. Se voc preferir seguir o caminho do drama, vai precisar de um conflito para funcionar como fio 
condutor do relato... e prender a ateno dos espectadores. Lembre-se de que os obstculos no precisam ser necessariamente externos (guerras, diferenas sociais 
etc.), mas tambm internos, como medos, por exemplo. Tente identificar a poca e o local onde se passa a ao, para facilitar o trabalho de criao e a compreenso 
da platia.
Comece criando uma herona. E provvel que ela se parea com voc, mas com alguns toques dramticos. No se precipite em escrever dilogos. Tente descobrir como 
 essa personagem: do que ela gosta, quais so seus sonhos, o que a estimula e a apavora. Talvez voc no use esses elementos, mas com essas informaes  mais fcil 
criar um personagem "de carne e osso". Anote suas idias.
J sabe como  sua herona? Ento atribua a ela um objetivo e pense no que poderia impedir sua realizao. Busque inspirao nos livros e histrias que j leu.

PERSONAGENS SECUNDRIOS

Essa parte pode ser bastante divertida tambm! Sua herona precisa se relacionar com outras pessoas, certo? Tente imaginar a melhor amiga, o grande inimigo, o grande 
amor ou apenas algum que aparece no caminho.  importante que esses personagens contrastem com a herona, para garantir o "tempero" do seu relato.

ENREDO

No se preocupe em detalhar demais a trama, desde que voc saiba de onde partiu e qual o desfecho da trajetria da sua herona. Lembre-se de que a inspirao no 
tem hora marcada!
Para escrever uma pea, no  preciso se fechar no quarto e suar como se estivesse diante de uma lista de problemas de aritmtica. O melhor a fazer  transportar 
a personagem para a sua mente e pensar nela durante suas atividades dirias. Como sua herona resolveria esse ou aquele problema? Tente imagin-la em ao e veja 
o que acontece; depois, altere a soluo dada ao problema e avalie se ficou mais de acordo com a personalidade da herona. Deixe sua imaginao correr solta. Se 
no quiser perder nada, leve um bloco de anotaes na bolsa e registre todos os movimentos da sua herona. Pode parecer um sistema antigo, mas  melhor do que esquecer 
boas idias e lamentar depois.
Outra dica importante para essa fase de criao  se colocar no papel de um detetive. Observe as pessoas com quem convive, veja como mexem as mos ou movimentam 
o corpo. O que elas querem dizer? Muitas dessas "pistas" revelam estados emocionais, como nervosismo, medo, ansiedade. Tambm preste ateno nas manias e formas 
de falar que chamarem sua ateno.

MOS  OBRA

Com o "esqueleto" montado, chegou a hora de escrever de fato. Observe a estrutura clssica desse tipo de texto (forma de dilogos, intercalados com instrues do 
tipo "ergue-se e vai at a janela").
Diferentemente das conversas do nosso cotidiano, porm, em uma pea o objetivo no  falar sobre qualquer coisa: esse  o recurso usado para situar a ao, apresentar 
os personagens e dar pistas sobre a personalidade de cada um. Escrever dilogos exige a observao de algumas regras, e a primeira delas  que as frases soem naturais. 
Tente atribuir uma forma especfica de falar para cada personagem (um adolescente no usa as mesmas expresses que uma pessoa de 60 anos, por exemplo). Se voc observou 
com ateno as pessoas durante a etapa de preparao, percebeu que algumas so objetivas e falam pouco, outras adoram explicar e dar exemplos, e outras s vezes 
nem sequer respondem o que foi perguntado!
Tome cuidado com os sotaques, pois, apesar de ser um recurso tentador, em geral o resultado  mais uma caricatura do que um detalhe revelador ou importante para 
o enredo.
Outra medida essencial  fugir das frases longas. Com exceo da tribuna do Senado e do sermo da igreja, ningum gasta 15 minutos para responder a uma pergunta 
banal. E verdade que Shakespeare no seguiu essa regra e at hoje ningum reclamou. Mas trata-se de um caso  parte, no  mesmo? Finalmente, consulte uma obra teatral 
para se inspirar, seguindo a tcnica consagrada para textos dramatrgicos. Voc vai logo compreender as regras mais universais, como letras maisculas para grafar 
os nomes dos personagens e itlico para as orientaes:

MARIA: (acenando com o leno, pela janela) Adeus, meu amado!

ENSAIOS

O texto est pronto? Faa cpias e distribua para os envolvidos!
Uma equipe de teatro precisa de um diretor (ou diretora), responsvel pelas decises finais de tudo o que envolver a pea - embora os atores tenham direito de opinar, 
 claro. Sem direo,  difcil que a trupe sobreviva aos ensaios, quanto mais que chegue aos palcos.


Grande estria

Sua pea ser uma produo modesta ou um espetculo memorvel? Seja qual for sua opo, o ideal  contar com cortinas (mesmo que improvisadas) e algum recurso de 
iluminao. Na hora de arrumar o cenrio, lembre-se de deixar espao entre o palco e a platia.

Todo espetculo conta com um ponto, destacado para ajudar os atores em caso de esquecimento das falas. Essa pessoa deve se manter fora das vistas da platia, num 
lugar que lhe permita "soprar" o texto para o elenco, caso necessrio. Discrio, para no ser notado, e ateno, para acompanhar cada linha de dilogo dita pelos 
atores, so essenciais para um bom ponto. Durante os ensaios, voc e sua equipe descobriro quais os adereos necessrios para os objetos de cena. De gelo seco a 
molho de tomate, para imitar sangue,  preciso providenciar tudo antecipadamente. No mundo do teatro, quem faz isso  o contra-regra.
Os figurinos so essenciais em qualquer produo. Se a histria se passa no tempo dos piratas, por exemplo, procure trajes e adereos adequados. Uma pea situada 
no presente permite resolver o problema dos figurinos usando o que est nos guarda-roupas da casa.
Finalmente, a maquiagem. A maioria dos atores pinta o rosto, e h quem acredite que essa etapa faz parte do processo de se transformar no personagem. Em geral, no 
 preciso recorrer a um estojo profissional: basta contar com uma boa base (de tons naturais, por favor), delineadores, batons e um pouco de blush. Uma dica preciosa: 
evite os excessos para no comprometer a realidade dos personagens!

ALGUMAS PEAS BRASILEIRAS

Pluft, o Fantasminha, Maria Clara Machado (infantil) 
O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna 
Roda Viva, Chico Buarque de Hollanda 
O Pagador de Promessas, Dias Gomes 
O Rei da Vela, Oswald de Andrade

MULHERES INSPIRADORAS

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

A vida de Chiquinha Gonzaga  um exemplo de vitria da paixo sobre o preconceito. Por amor  msica, ela enfrentou a ira paterna, a incompreenso do marido e o 
desprezo da sociedade do Rio de Janeiro do sculo 19. E acabou famosa e celebrada numa atividade at ento considerada estritamente masculina: uma das fundadoras 
da msica popular brasileira, Chiquinha  autora de  Abre Alas, primeira marcha de Carnaval.
Nascida em uma famlia burguesa, Chiquinha Gonzaga foi criada para cumprir a trajetria da tpica "moa de famlia": casar-se, ter filhos e cuidar do lar. Estudou 
piano desde a infncia, casou-se na adolescncia (com um homem que desaprovava suas ambies musicais) e teve dois filhos. Mas, aos 20 anos, separou-se do marido 
com um objetivo firme: dedicar-se  msica. Dez anos depois Chiquinha estava profissionalmente estabelecida, como professora de msica e autora de polcas de grande 
sucesso popular. No entanto, seria necessria mais uma dcada (e a consagrao de Chiquinha na atividade de maestrina) para que o preconceito comeasse a dar lugar 
 admirao geral. No incio do sculo 20, j sexagenria, a artista causou polmica ao se envolver com um rapaz mais jovem! O relacionamento durou at o falecimento 
de Chiquinha, em 1935.


 OUTONO!

O outono  a estao em que, normalmente, as temperaturas comeam a cair. Ficam para trs os belos dias ensolarados e a natureza se prepara para os primeiros sinais 
do inverno. Dependendo da regio em que voc vive,  hora de tirar do armrio aqueles casacos e blusas de manga comprida e os sapatos mais fechados. Nos lugares 
frios, essa mudana de estao  bem marcada. Uma de suas principais caractersticas  a transformao verificada nas rvores, que perdem as folhas. Tambm pode 
acontecer de a folhagem mudar de cor, assumindo tonalidades avermelhadas ou amareladas. E tambm a poca da colheita e, nos pases de inverno rigoroso, momento de 
se preparar para o frio e armazenar alimentos, em geral na forma de compotas. Como a luz do outono costuma ser muito intensa, com um belo espetculo a cada pr do 
Sol, a estao  ideal para passear de olhos atentos ao que diz a natureza!

CURIOSIDADES SOBRE O OUTONO

* No hemisfrio sul, o outono comea no dia 22 de maro e vai at 20 de junho. Para quem mora acima da linha do Equador, porm, essa estao se estende de 23 de 
setembro a 21 de dezembro.
* De acordo com a mitologia grega, Persfone, filha de Zeus e Demetr, foi raptada pelo senhor do mundo subterrneo, Hades. Desolada, a me da jovem descuidou de 
suas tarefas e a terra tornou-se infrtil. Zeus mandou que Hades devolvesse Persfone, mas, como a moa havia comido uma rom no reino do marido, no poderia voltar 
definitivamente  vida ao lado dos mortais. Decidiu-se que Persfone passaria uma parte do ano com Hades (outono e inverno) e outra parte com Demetr (primavera 
e vero).


UM POUCO DE POESIA

Partir,  alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
Mas os caminhos do Outono
Vo dar em parte alguma!


Cano do outono

O outono toca realejo 
No ptio da minha vida. 
Velha cano, sempre a mesma,
Sob a vidraa descida... 
Tristeza? 
Encanto? 
Desejo: 
Como  possvel sab-lo? 
Um gozo incerto e dorido de carcia a contrapelo...
Mrio Quintana


EM BUSCA DE FOLHAS

Um passeio comum pode se transformar numa experincia interessante no outono, se voc se dedicar a recolher as folhas espalhadas pelo caminho. No importa se seu 
campo de ao ser um bosque, um parque, o caminho para a escola ou o quintal de casa - o que faz a diferena  seu olhar de "caadora de folhas".
Se voc decidir fazer sua "explorao" num dia de vento, talvez ache divertido correr atrs das folhas que caem das rvores. Observe como elas descem com suavidade, 
como se quisessem voltar para a terra! Conseguir capturar uma folha em plena queda  uma faanha difcil at para os "coletores" mais experientes. Algumas pessoas 
acreditam que este  um sinal de boa sorte, como encontrar um trevo-de-quatro-folhas.
Caso prefira limitar sua coleo s folhas cadas, redobre a ateno. Voc notar que existem folhas de formatos e texturas diferentes, grandes e pequenas, rgidas 
e espinhudas. Um critrio para a escolha pode ser a diversidade de tamanhos, por exemplo, ou a variedade de tonalidades.
Cada exemplar recolhido deve ser acomodado em uma cesta ou caixa apropriada, bem limpa e seca. Pronto! Hora de levar sua linda coleo para casa!


TIPOS DE FOLHAS

Para se tornar uma especialista em folhas, voc precisa conhecer essa importante parte da estrutura das plantas.
As folhas so responsveis por grande parte da vida de uma planta, pois  nelas que ocorre a respirao e a fotossntese. Elas tambm se encarregam de distribuir 
o alimento para todas as partes do vegetal.

Existem desde folhas minsculas, difceis de serem vistas sem a ajuda do microscpio, at folhas imensas. A folha da vitria-rgia (Victoria amaznica), planta aqutica 
da famlia das ninfceas, chega a medir 2,5 metros de dimetro e sustenta at 40 quilos!
Em geral, as folhas apresentam tonalidades verdes, mas existem excees. As folhas da trapoeraba (Setcreasea purprea), por exemplo, so arroxeadas, enquanto as 
da sapucaia (Lecythispisonis) tm um pigmento que as deixa cor-de-rosa quando novas.
Se o critrio de classificao for o habitat em que uma folha se desenvolve, existem trs grupos: folhas areas, que vivem fora da terra; folhas subterrneas, situadas 
dentro da terra; e folhas aquticas, que se desenvolvem na gua.
A forma das folhas pode variar de acordo com a espcie, mas basta observar uma folha atentamente para identificar alguns formatos mais comuns. As capuchinhas (Tropaeolum 
majus), por exemplo, tm folhas arredondadas, os eucaliptos apresentam folhas em forma de lana e o capim e a grama tm folhas alongadas.

CURIOSIDADE

Nem todas as plantas perdem as folhas no outono. O fenmeno ocorre com as plantas chamadas caduciflias (ou caducas), comuns em locais de clima temperado. A queda 
ocorre porque a planta precisa guardar energia, que  "estocada" nos caules e nas razes para suportar o inverno.

CAIXA DE COLETA

Se suas caminhadas de outono renderem mais do que alguns punhados de folhas, que tal reunir os tesouros e escolher os mais indicados para fazer uma colagem? Uma 
idia  criar um pequeno painel sobre a tampa de uma caixa... que pode ser usada para guardar sua preciosa coleo!
Voc vai precisar de:

* 1 caixa de sapatos
* 1 pedao de feltro do tamanho da tampa
* Cola

Para comear, cole o pedao de feltro sobre a tampa, para fazer o fundo do painel. Distribua sementes, gravetos e folhas para formar um desenho do seu gosto. Depois, 
 s colar.
Na sugesto abaixo, os elementos foram dispostos para criar uma paisagem. Alguns gravetos se transformam em caules de rvore, folhas pequenas fazem as copas e punhadinhos 
de grama viram arbustos floridos. Para decorar, use sementes ou pequenas cascas: com um pouco de imaginao, elas sero borboletas e flores!

Folhas secas viram pssaros
Ptalas de flores fazem o colorido da rvore

No cho, gros de feijo ou sementes de melancia

Jardim

O outono  a poca ideal para limpar e organizar o jardim ou o quintal de casa. Recolher galhos cados, gravetos e folhas so algumas das tarefas  sua espera! Terminada 
a temporada de altas temperaturas, as plantas se preparam para enfrentar o inverno - mesmo que essa estao no venha acompanhada de neve e frio intenso, como ocorre 
em alguns pases. Folhas e galhos secos devem ser retirados, assim como ervas daninhas e eventuais insetos. Aproveite para revolver a terra e prepar-la para a adubao, 
de preferncia com ingredientes orgnicos (hmus de minhoca, torta de mamona ou farinha de osso).

Algumas plantas que florescem no outono so:

Pata-de-vaca (Baubinia)
Camlia (Camelia japnica)
Orqudea Catlia (Cattleya labiata)
Trombeta-de-anjo (Datura suaveolens)
Quaresmeira (Tiboucbina granulosa)
Campainha (Ipomoea purpurea)



 hora do lanche!

Que tal reunir as amigas e preparar algumas delcias que combinam com o friozinho da tarde?

MINIPIZZA

* discos de pizzas (as menores que encontrar no mercado)
* molho de tomate pronto
* 300 gramas de mussarela
* organo

Distribua os discos de minipizza num recipiente. Espalhe em cada um o molho de tomate, cubra com uma fatia de mussarela dobrada ao meio e coloque um pouco de organo 
para finalizar. Leve ao microondas e deixe por dois minutos, em alta potncia. Est pronto!

BROWNIE

* 4 ovos
* 2 xcaras (ch) de acar
* 1 e 1/2 xcara (ch) de farinha de trigo
* 1 e 1/2 xcara (ch) de chocolate em p
* 6 colheres (sopa) de manteiga
* sal
* 150 gramas de chocolate meio amargo picado

Espalhe a manteiga numa assadeira mdia e cubra com um pouco de farinha e de chocolate em p. Em um recipiente separado, batas os ovos inteiros e acrescente o acar, 
aos poucos. Acrescente os demais ingredientes, um de cada vez, sem parar de misturar. No final, adicione o chocolate picado. Leve para assar em forno pr-aquecido, 
por cerca de 45 minutos, a uma temperatura de 180C (pea ajuda para um adulto!)

BANANA AO FORNO

* 3 bananas maduras
* acar
* canela em p

Descasque as bananas e corte-as em fatias, no sentido do comprimento. Espalhe as fatias de banana num prato, cubra com um pouco de acar e polvilhe canela em p 
no final. Leve ao microondas por dois minutos, em potncia mdia.

Dica: Se quiser impressionar, sirva a banana quente acompanhada de uma bola de sorvete de creme.

BATATAS ASSADAS

* 6 batatas mdias
* 1 pote de requeijo
* queijo parmeso ralado
* sal

Lave as batatas e fure-as com um garfo, sem tirar a casca. Espalhe-as em um recipiente com tampa e leve ao microondas por 15 minutos, at ficarem macias. Com uma 
faca (e bastante cuidado), corte uma das extremidades das batatas, o suficiente para deix-las em p. Com uma colher de ch, retire um pouco da parte interna para 
formar uma espcie de "copo". Em outro recipiente, misture o requeijo e o queijo parmeso e use a mistura para rechear as batatas. Coloque um pouco de sal e cubra 
com lascas de parmeso. Leve ao forno pr-aquecido por aproximadamente meia hora. Sirva quente.

Alerta: Sempre pea a ajuda de um adulto para acender o forno e tambm na hora de tirar assadeiras ou recipientes do forno quente!

Dentro de casa

Est frio para uma caminhada ou para brincar ao ar livre? Nada de tdio! Com mais algumas amigas (ou apenas uma) d para improvisar uma sesso de adivinhaes. Algum 
resiste?

O QUE , O QUE ?

... fica bem no meio do corao?        
... entra na gua e no se molha?        
... quanto mais se tira maior fica?
        
... enche uma casa completa, mas no enche uma mo.        

Amarrado pelas costas, entra e sai sem ter porto.

... de dia tem quatro ps e  noite tem seis?
        
... todas as mes tm, sem ele no tem po.         
Some no inverno e aparece no vero.

.. o que o zero disse para o oito?        

... so trs irmos: o mais velho j se foi, o do meio est aqui e o caula no nasceu?


MULHERES INSPIRADORAS

Anita Garibaldi (1821-1849)

Em pleno sculo 19, uma brasileira tornou-se herona em dois continentes. Filha de um tropeiro, Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu na regio de Lages, em Santa Catarina. 
Muito jovem, casou-se com um sapateiro e primo distante, mas a unio durou poucos anos: em 1839, Anita conheceu o revolucionrio italiano Giuseppe Garibaldi. O militar 
italiano viajara para o sul do Brasil ao saber de um levante contra o imprio, evento que ficaria conhecido como Revoluo Farroupilha (ou Guerra dos Farrapos).
Anita participou de diversas batalhas ao lado de Garibaldi, foi presa e, em uma das fugas, partiu a cavalo levando no colo seu filho de 14 dias. O casal mudou-se 
para o Uruguai e ali se casou, mas no demorou para se envolver na disputa das foras uruguaias contra o ex-presidente Manuel Oribe. Desta vez, dois filhos pequenos 
acompanhavam Anita, que se destacou no cuidado aos feridos na batalha de Salto.
Giuseppe e Anita resolveram partir para a Itlia e participar do movimento de unificao do pas. Novamente o casal participou de batalhas e escapou de inimigos, 
mas em 1849 Anita no resistiu ao tifo e morreu, grvida do quinto filho. Hoje, existem monumentos em homenagem ao casal em vrias cidades da Itlia e do sul do 
Brasil.

Dica: O livro Anita Garibaldi: uma Herona Brasileira, de Paulo Markun, conta mais sobre a vida de Anita.


CABELOS

Longos ou curtos, lisos ou encaracolados, grossos ou finos, louros ou escuros, os cabelos exercem enorme fascnio sobre as meninas. Fascnio que, na verdade, vai 
durar toda a vida: por menos vaidosa que seja, no h mulher que no goste de cuidar da cabeleira.


Qual o estilo do seu cabelo?

Para muitas garotas, a satisfao com os cabelos  questo de vida ou morte. O melhor a fazer  aceit-los como so, sem transformar em drama cada visita ao cabeleireiro 
s porque o resultado no ficou exatamente igual ao esperado. Algumas garotas adotam cortes ou penteados que seguem as preferncias da me, que, em geral, adora 
ver a filhinha com um visual ajeitado e feminino. Voc j deve ter ouvido sua me, ou a me de alguma amiga, dizer que cuidar do cabelo  cuidar da "moldura do rosto". 
Mas h aquelas que defendem cortes prticos que no exigem escovao constante. Se voc j tem idade para decidir o que fazer com sua cabeleira, leve em conta os 
seguintes fatores:

* Gosta de praticar esportes? Se a resposta  sim, talvez no seja boa idia apostar em cabelos longos e que requeiram cuidados constantes.
* Como  o seu cabelo? Se voc tem cabelos finos, por exemplo, deix-los crescer muito pode no ser a melhor opo, pois o resultado, no raramente,  um visual 
"escorrido". J quem tem cachos ou ondulaes naturais pode se beneficiar com o comprimento, pois o prprio peso do cabelo ajuda a ajeitar o visual.
* Qual a sua disposio para cuidar da cabeleira? Se voc acorda cedo e  uma pessoa organizada, tudo bem ter cabelo comprido. Mas, se no for esse o seu caso, um 
corte prtico pode ser o ideal, pois exigir menos cuidados pela manh. Em geral, cabelos longos exigem mais cuidados do que os curtos, mas tambm so mais versteis.

ESCOVAO

Independentemente do seu tipo de cabelo, nunca saia de casa sem escov-lo. Alm de garantir boa aparncia, o ato de passar a escova (ou o pente) ajuda a eliminar 
os fios soltos e estimula a circulao na regio do couro cabeludo. Antigamente, as avs garantiam que nenhuma moa deveria se deitar  noite sem dar 100 escovadas 
nos cabelos! Voc pode tentar, mas muita gente acha que isso  perda de tempo: em geral, bastam entre 20 e 30 escovadas, ou o nmero suficiente para deixar o visual 
ao seu gosto.

HORA DE LAVAR

No  verdade que devemos lavar os cabelos todos os dias. Tambm  lenda a teoria que, quanto menos lavamos os cabelos, menos eles precisam de cuidados. Existe um 
equilbrio e, como qualquer parte do corpo, a falta de limpeza s resulta em m aparncia e odores desagradveis.
A freqncia ideal para lavar os cabelos depende de cada pessoa e do tipo de cabelo. Se voc passa muito tempo dentro da piscina, por exemplo, precisa lavar e condicionar 
o cabelo com mais freqncia. A mesma regra vale para quem pratica esportes com assiduidade, pois tambm suamos pelo couro cabeludo. Em geral, os especialistas recomendam 
lavar a cabea em dias alternados, no caso de cabelos normais. Mas quem tem fios espessos e precisa de muito tempo para secar os cabelos pode ampliar o intervalo, 
lavando a cabea duas vezes por semana. Cabelos afro exigem mais hidratao e, por isso, vale a pena procurar um xampu apropriado.

HORA DE CONDICIONAR

Esta prtica tambm depende do tipo de cabelo. Cabelos secos, encaracolados e muito espessos em geral precisam de mais condicionador, pois o uso do produto evita 
que paream rebeldes ou sem vida (alm de facilitar o penteado). Quem tem cabelos oleosos, porm, no precisa passar condicionador em todas as lavadas. O mesmo vale 
para quem tem fios bem finos ou sem volume - nesse caso, basta usar o produto uma vez por semana.

TRATAMENTOS

As prateleiras das lojas esto lotadas de produtos para cabelos, mas existem algumas tcnicas "caseiras" bem eficazes. Lembre-se de pedir a ajuda de um adulto, para 
no exagerar na dose nem deixar muita baguna no banheiro.

* O suco de limo  um clareador natural, mas sua aplicao exige cuidados. No recorra a ele sem antes consultar um adulto. O uso em excesso afeta a oleosidade 
e pode deixar os cabelos com aparncia seca. Por isso, sempre  importante hidrat-los em seguida. As substncias presentes no suco de limo tambm no combinam 
com cloro, por isso evite entrar em piscinas nos dias seguintes  aplicao do preparo caseiro. E tome muito cuidado com os efeitos do limo sobre a pele: se voc 
se expuser ao Sol, as manchas sero inevitveis.

* A camomila tambm surte timos efeitos nos cabelos claros. Basta fazer um ch, deixar esfriar e acrescentar um colher de ch de mel. A mistura funciona como condicionador.

* Uma colher de ch de caf pode acentuar o brilho dos cabelos castanhos ou pretos. Deixe o lquido esfriar e passe-o nos cabelos. Deixe por dez minutos e depois 
lave-os bem.

* A hena  uma substncia natural, muito usada para acentuar a tonalidade.  fcil de usar (basta seguir as instrues da embalagem) e deve ser aplicada por algumas 
horas, antes da lavagem dos cabelos. Vantagens: hidrata e valoriza o brilho.

Alerta: Jamais tente colorir ou alterar a cor dos cabelos sem a superviso de um adulto. Algumas substncias usadas para esse fim so txicas!

DICAS

* O leo de coco  um condicionador natural (e ainda tem perfume agradvel). Coloque um pouco nas mos e espalhe por todo o cabelo. Se a cabeleira for longa, repita 
a operao quantas vezes forem necessrias para cobrir toda a superfcie. Em seguida, cubra a cabea com touca plstica e envolva-a numa toalha. Deixe por uma hora 
e depois lave bem os cabelos.

* Os ovos tambm so usados em tratamentos para os cabelos. Misture duas gemas em meio copo de gua e espalhe no cabelos. Dexe agir por 15 minutos e, depois, lave 
muito bem. Se no forem retiradas totalmente durante a lavagem, as substncias presentes no ovo funcionaro como uma espcie de gel - o que pode at ser til, para 
quem deseja um penteado diferente.
* Para dar mais brilho aos cabelos, faa o ltimo enxge com gua fria. A medida ajuda a fechar os poros e dar uma sensao de maciez. Alm disso,  eficiente para 
ajudar a despertar pela manh!

CABELOS COMPRIDOS

Se voc gosta de cabelos longos e quer deix-los mais volumosos, uma tcnica consiste em prender os cabelos ainda midos no alto da cabea e secar a parte prxima 
ao couro cabeludo com o secador. Depois, solte os cabelos e vire a cabea para baixo, secando todos os fios. O resultado  bem diferente do que seria se voc escovasse 
os cabelos para trs.



CABELOS AFRO

Cabelos afro exigem cuidados especiais. Se o cabelo nunca foi exposto a algum tratamento qumico, em geral os cortes mais adequados so bem curtos, em camadas, ou 
com o uso de tranas que se estendem ao longo da cabea, chamadas de cornrows.  essencial utilizar produtos adequados. O pente, por exemplo, deve ter dentes espaados 
(os modelos muito finos podem quebrar os fios). Tambm escolha uma escova de cerdas firmes, de preferncia feita com fibras naturais.
Evite secar os cabelos com secador eltrico, pois o calor pode irritar o couro cabeludo. A secagem natural ou com toalha exige mais tempo e pode requerer a ajuda 
de um adulto. Se tiver de usar o secador, trabalhe em camadas e use pente ao mesmo tempo, mas evite secar totalmente os fios.
Depois de secos, aplique um creme de hidratao adequado a seu tipo de cabelo. Comece a aplicao sempre do couro cabeludo em direo s pontas. Se seu cabelo no 
for muito encaracolado, prefira produtos mais leves (em geral, as embalagens indicam o tipo de cabelo para o qual se destinam). Prefira os que utilizam leos naturais, 
como o de amndoas.


CURIOSIDADES

* No Egito Antigo, as mulheres gostavam de tingir os cabelos de azul ou de enfeit-los com p de ouro.
* Na Grcia Antiga, a moda era usar aafro para clarear os cabelos.
*No incio do sculo 18, algumas mulheres adoravam penteados bem extravagantes: alguns chegavam a atingir meio metro de altura.
*A moda de frisar os cabelos comeou em 1872.

CABELOS FAMOSOS

Clepatra
Diferentemente da imagem celebrizada pelo cinema, a rainha do Egito no tinha cabelos lisos e pretos nem usava franja. Acredita-se que seu cabelo tinha tons avermelhados 
e que ela o prendia em pequenas mechas encaracoladas.

Audrey Hepburn
No filme A Princesa e o Plebeu, Ann, personagem interpretada por Audrey Hepburn,  uma princesa que quer passear incgnita pelas ruas de Roma. Como parte do "disfarce", 
a nobre no hesita em cortar os belos cabelos.

Twiggy
A modelo inglesa  considerada "a cara" dos anos 60. Seu famoso corte de cabelo, curtssimo, precisou de sete horas para ficar pronto!
Princesa Diana
O corte curto e clssico adotado pela princesa da Inglaterrainspirou muitas mulheres a sacrificar as longas mechas.


Penteados

TRANAS

Alm de fceis de fazer, as tranas so eternas! Voc pode recorrer a esse penteado tanto em ocasies elegantes, como uma festa, quanto para um passeio ou uma caminhada, 
j que as mechas ficam presas e no caem no rosto. Em geral, o efeito  melhor se os cabelos forem longos.

Para fazer uma trana, primeiro escove bem o cabelo e puxe-o para trs, como se fizesse um rabo-de-cavalo. Depois, divida a cabeleira em trs partes iguais e separe-as 
na regio da nuca. O tranado consiste em passar cada mecha de cabelo para o centro, alternando os movimentos (como mostra a ilustrao ao lado). Cada vez, uma mecha 
diferente ocupa o centro da trana, que ganha forma conforme as partes se combinam. No final, prenda as pontas com um elstico.
No  difcil fazer uma trana, mas uma boa dica  tentar primeiro no cabelo de uma amiga!

TRANAS FAMOSAS

* No filme Guerra nas Estrelas, a marca registrada da princesa Leia  o penteado: duas tranas enroladas na lateral da cabea.
Rapunzel, personagem da famosa histria infantil, consegue se livrar da solido de viver presa numa torre jogando as imensas tranas para o prncipe.
* Dorothy, personagem do filme O Mgico de Oz, exibe o penteado clssico: trancinhas laterais presas com uma fita!

TRANA EMBUTIDA

Esta modalidade de trana  considerada bastante chique e permite manter os cabelos longe dos olhos. Para conseguir faz-la corretamente, porm,  preciso um pouco 
de prtica.





Para comear, siga os mesmos passos da trana tradicional - com a diferena de que a diviso das mechas deve comear no alto da cabea. Na hora de intercalar, inclua 
mechas laterais - mas sem exagerar, pois, se voc pegar quantidades grandes de cabelo, o resultado pode ser um volume desproporcional em um dos lados da cabea. 
Para evitar esse problema, pegue a mesma quantidade de cabelo dos dois lados. Depois de tranar as mechas da cabea, continue a partir da nuca como se fizesse uma 
trana normal.
O penteado fica mais fcil (e com resultado final melhor) se o cabelo estiver bem hidratado.

RABO-DE-CAVALO

Talvez o penteado mais fcil de fazer, o rabo-de-cavalo  prtico e pode ser feito em cabeleiras longas ou mdias, no alto da cabea ou mais perto da nuca. Basta 
pentear o cabelo, puxar para trs e prender com elstico ou fivela. Pronto!
Se voc quiser garantir um pouco mais de charme, depois de prender bem o cabelo puxe algumas mechas, deixando-as soltas. Cabelos repicados exigem um pouco mais de 
cuidado: se houver partes muito curtas e que no chegam at o elstico, pode ser preciso usar um pouco de gel para fixar essas mechas. Mas cuidado para no exagerar!

COQUES

Se seu cabelo est comprido, que tal tentar um coque? Apesar do ar sofisticado, o penteado pode ficar moderninho, se for feito com cuidado.
Faa um rabo-de-cavalo na altura que quiser fazer o coque. Prenda o cabelo com o elstico (se a idia  fazer um coque bem liso, use um pente na hora de prender 
os cabelos) e enrole a parte solta ao redor do ncleo, formando um "ninho".  importante fixar bem: para isso, no economize grampos, que devem ser da cor do seu 
cabelo.
Assim como no caso do rabo-de-cavalo, voc pode deixar algumas mechas soltas e ganhar um visual mais descontrado. Se o objetivo  fazer com que o penteado dure 
bastante tempo, use gel para finalizar, mas em quantidades moderadas.

CACHOS

Quase todas as meninas que tm cabelos lisos um dia resolvem cache-los. E isso  possvel!

* Quando seu cabelo estiver quase seco, divida-o em mechas com cerca de 1 centmetro cada. Tora as mechas at que formem um pequeno "caracol" e prenda-as bem. Deixe 
as mechas nesse formato durante algumas horas (algumas heronas chegam a dormir com o cabelo assim!). O resultado final  um emaranhado de cachos, que exige um trabalho 
cuidadoso at ajeitar as mechas. Voc pode arrumar a nova cabeleira com as mos e passar um pouco de gel para fixar o resultado.

* Um visual realmente ondulado requer mais trabalho. E preciso fazer uma srie de tranas menores por toda a cabea e deixar por algumas horas.

FRANJAS

A discusso sobre o uso ou no de franjas parece no ter fim. Em geral, quem usa se diz ansiosa para mudar o visual, ao contrrio do que ocorre com quem tem um corte 
reto e vive pensando em apostar na tradicional franjinha. Mas  uma deciso pessoal e voc s vai saber como ficar seu rosto com esse recurso quando experiment-lo.

DICAS

* Se voc quer evitar fios quebrados, jamais use elsticos sem revestimento. Existem muitos no mercado que so recobertos e, alm de mais fceis de tirar, no machucam 
os fios.
* Evite enrolar as mechas ao redor dos dedos, mesmo durante uma prova difcil de matemtica. Alm de virar mania, a prtica contribui para partir as pontas dos fios 
- e, quando isso acontece, a nica soluo  cortar as extremidades.
* Se usar o secador de cabelos, nunca deixe a temperatura quente demais nem aproxime o aparelho do couro cabeludo, pois os cabelos perdem a vitalidade.
* Nunca aperte demais o rabo-de-cavalo. A presso constante sobre a raiz enfraquece os cabelos e favorece a queda dos fios.
* Se puder, no faa a risca sempre no mesmo lugar para no danificar a regio.
* Jamais lave os cabelos com sabonete. Por melhor que seja o produto, ele no foi desenvolvido para o contato com o couro cabeludo.





PERFUMES

Existe algo mgico e reconfortante em aromas naturais como o perfume da rosa, da flor de laranjeira e da lavanda. E tambm em leos essenciais, como almscar, ilangue-ilangue 
e mirra - nomes, e, sobretudo, cheiros, que parecem nos transportar para um lugar distante e misterioso, como as Arbias dos contos antigos. Ervas, flores, folhas 
e caules no se destinam apenas ao uso culinrio: desde os primrdios da humanidade, esses "ingredientes" so valorizados por suas qualidades teraputicas e at 
sensoriais. Acredita-se que os leos aromticos, por exemplo, tm o poder de acalmar os nervos, ajudar a digesto e contribuir para um sono tranqilo, alm de trazer 
benefcios para a pele... e para a alma! Os resultados podem ser prticos ou emocionais. O endro, o anis e a salsa favorecem a digesto; o alho  um antibitico 
natural; a lavanda acalma e induz o sono; o alecrim combate bactrias; as frutas ctricas trazem energia. Que tal experimentar esses pequenos milagres da natureza?


Histria do Perfume

No h provas disso, mas daria para acreditar que at nossas ancestrais das cavernas j se fascinavam com o poder dos aromas? De acordo com achados arqueolgicos, 
na pr-histria era comum queimar alguns tipos de madeira para alterar o sabor dos alimentos. Provavelmente, o uso do fogo estava na origem das tcnicas de extrao 
de perfume, pois a palavra deriva do termo "per fumum", que significa "vindo da fumaa". A busca de novos aromas acompanhou a curiosidade por novos sabores, e os 
gregos no hesitavam em trazer novas fragrncias de suas viagens. Alm disso, os leos perfumados faziam parte dos rituais de adorao aos deuses entre vrios povos 
antigos.
Mas o apreo pelos perfumes saiu da esfera religiosa e entrou no mundo da sensualidade: no sculo 16, por exemplo, a moda entre as mulheres nobres era usar luvas 
perfumadas!

CURIOSIDADES

* Como alguns perfumes permanecem no ambiente depois que a pessoa se ausenta, surge a idia de durao e de lembrana. Alm disso, determinados aromas conseguem 
nos remeter a uma situao ou a um lugar especial, nos transportando para uma cena da infncia, por exemplo.  a chamada "memria olfativa".

* Algumas fragrncias combinam mais com o vero, como as essncias ctricas. Outras, com o inverno -  o caso dos aromas mais fortes e marcantes.

* Para preservar suas propriedades, o perfume precisa de cuidados. Evite deixar os vidros em lugares expostos ao Sol, sob calor intenso ou em frascos mal vedados.

* No Brasil, a regio Norte tem a forte tradio dos banhos-de-cheiro, uma mistura de cascas, razes e folhas que perfuma e, na crena de muita gente, tem poderes 
de proteger contra os males.

GUAS-DE-CHEIRO

 possvel fazer perfume caseiro (e exclusivo) usando ptalas de flores, ervas, folhas e sementes, alm de algumas razes e cascas de rvore. Para comear, basta 
triturar as ptalas ou outra parte da planta e misturar com gua destilada (que no possui sais minerais dissolvidos). Depois,  s aguardar algumas semanas. Deixe 
o preparo em local bem iluminado e acrescente um pouco de lcool sem aroma ou vodca. Em seguida, filtre o preparo e guarde a fragrncia em frasco bem fechado. O 
resultado  uma gua-de-cheiro com aromas suaves.  provvel que dure at duas semanas.
As guas-de-cheiro podem ser acrescentadas  gua do banho ou usadas como loo para refrescar o corpo. A lavanda tem propriedades adstringentes e pode ser benfica 
para peles levemente oleosas, pois ajuda a combater o surgimento de espinhas. A gua-de-rosas, usada em todos os tipos de pele,  especialmente indicada para o rosto.
Para fazer os preparos a seguir, no se esquea de pedir a orientao de um adulto!

GUA-DE-ROSAS

* 2 xcaras (ch) de gua destilada
* 1/4 de xcara (ch) de vodca
* 1 frasco transparente
* 2 xcaras (ch) de ptalas de rosa, de preferncia bem perfumada

Prefira ptalas de rosas orgnicas, em geral disponveis para uso culinrio ou no preparo de bebidas.
Coloque as ptalas de rosa dentro do frasco, que deve estar bem limpo e seco. Acrescente a gua destilada e em seguida a vodca. Feche bem a tampa e agite com vigor. 
Acomode o frasco ao Sol, por exemplo, perto de uma janela que receba bastante luz. Depois de duas semanas, a fragrncia estar pronta! Coe o lquido em filtro de 
caf e guarde o frasco na geladeira.

GUA DE LAVANDA

A lavanda (Lavandula angustifolia)  mais conhecida no Brasil como alfazema. Muito comum na Europa, cresce tambm em alguns lugares da Amrica. Pode atingir 50 centmetros 
de altura, adora Sol e suas flores apresentam uma graciosa tonalidade azulada. Nas duas Guerras Mundiais, foi amplamente aplicada para curar ferimentos dos soldados. 
Um costume antigo recomendava acomodar um ramo de lavanda dentro do travesseiro, para embalar o sono com um aroma relaxante. Uma alternativa  se perfumar antes 
de dormir com algumas gotas da suave fragrncia que voc mesma preparou!

* 2 xcaras (ch) de gua destilada
* 1 e 1/2 xcara (ch) de flores de lavanda
* 1/2 xcara (ch) de vodca
* 1 frasco transparente

Use o mesmo mtodo ensinado para fazer a gua-de-rosas. No se esquea de agitar bem a mistura e escolher com cuidado um bom local para deix-la descansar, at que 
a fragrncia fique pronta!




GUA DE FLOR DE LARANJEIRA

A gua de flor de laranjeira  feita com um leo essencial chamado nroli, que costuma ser vendido em lojas de produtos para aromaterapia. Em alguns pases do Oriente 
Mdio, a essncia de flor de laranjeira  ingrediente culinrio valorizado, presente em vrios pratos, como doces e sobremesas. Mas, cuidado: jamais passe no corpo 
qualquer produto destinado  culinria, pois a formulao pode conter itens agressivos  pele. Na Frana, a gua de flor de laranjeira  misturada com um pouco de 
gua quente e mel e ingerida antes de dormir!
Para fazer um perfume com essa base, voc precisa misturar o leo essencial com lcool sem odor (lcool de cereais) e acrescentar uma xcara (ch) de gua destilada.
O aroma ctrico da flor de laranjeira  estimulante e, por isso, bastante apreciado para os perfumes usados logo pela manh!

ALGUNS GRUPOS DE FRAGRNCIAS

* Ctricos: so extrados de frutas como bergamota, limo e laranja
* Florais: fragrncias vindas das flores, como lavanda e gernio
* Amadeirados: aromas suaves, como sndalo e patchuli
* Orientais: fragrncias originadas de especiarias, como cardamomo e mbar


COMO GUARDAR

Voc pode encontrar frascos prprios para perfume, com tampas de spray, por exemplo, em lojas especializadas em cosmticos. Mas tambm d para reaproveitar recipientes 
antigos de perfume.
Lave os frascos vazios com gua quente e algumas gotas de detergente.
Enxgue bem, de preferncia com gua morna. Para esterilizar a parte interna, coloque um pouco de suco de limo e agite bem.
O recipiente est pronto para acomodar uma nova fragrncia! Se quiser ousar, voc pode combinar vrios aromas, misturando a gua-de-rosas com um pouco de gua de 
lavanda, por exemplo. A mistura aromtica tem validade de algumas semanas.

Mtodos de infuso

Algumas ervas usadas em perfumaria tambm podem ser transformadas em deliciosos chs!

INFUSO QUENTE

Essa  a tradicional forma de preparo do ch. Coloque 1 colher de ch de ervas em uma xcara e complete com gua fervente. Espere 15 minutos e coe. Para quantidades 
maiores, basta seguir a proporo. Quanto mais forte a infuso, mais acentuado o gosto.
INFUSO FRIA

Coloque a mesma medida de ervas (ou ptalas de flores) num recipiente com gua fria ou leite e deixe em repouso por algumas horas. Voc pode beber o preparo ou pass-lo 
na pele, como loo. A infuso fria dura alguns dias, quando mantida na geladeira.

Cada personalidade, um aroma

Para muitas mulheres, a escolha do perfume faz parte da definio do estilo pessoal.  quase como uma assinatura. Mesmo que voc no seja fantica por aromas, lembre-se 
de que a fragrncia de seu sabonete ou xampu tambm funciona como sua "marca". Orgulhe-se disso!
Em geral, associamos os perfumes s pessoas que nos apresentam a eles e, com freqncia, um ambiente assume o aroma da pessoa que o ocupa. Voc j entrou no quarto 
de uma amiga e sentiu um delicioso aroma de lavanda?
Por isso, algumas pessoas entram na nossa memria, acompanhadas do perfume que costumavam usar. Isso ocorre quando pensamos em nossas avs, por exemplo. E, na poca 
delas, as fragrncias provavelmente eram outras, pois a indstria cosmtica no pra de evoluir.
A atriz norte-americana Marilyn Monroe, quando perguntada sobre o que usava para dormir, respondeu com malcia: "Algumas gotas de Chanel n 5"!
A escolha da fragrncia que combine com voc  um desafio, mas algumas orientaes podem ajudar:
* No se decepcione se escolher um perfume e ele "no der certo". A experincia contribuir para uma seleo mais criteriosa no futuro.
* Leve em conta seu estado de esprito, pois essa disposio altera o que esperamos encontrar ao abrir um frasco de perfume.
* Se no conseguir decidir, tente misturar duas fragrncias e avalie o resultado. E assim que os especialistas desenvolvem o "nariz" para obter mais sensibilidade 
olfativa.
* Em geral, as fragrncias usadas durante o dia tendem a ser mais suaves do que os perfumes escolhidos para sair  noite.


Como usar perfumes

Quando o assunto  fragrncias, nada pior do que o exagero. Quem abusa da quantidade de perfume s consegue uma coisa: dor de cabea!
Algumas mulheres optam por adotar um perfume para uso dirio e outro para grandes ocasies. Mais uma vez, o aroma funciona como "marcador" de um grande momento, 
como "aquele" vestido ou acessrio reservado para ocasies especiais.
Em geral, os perfumes so aplicados em partes do corpo que liberam calor (como os pulsos ou a parte de trs das orelhas) e, conseqentemente, facilitam a disperso 
da fragrncia. No dia-a-dia, basta uma gota nos pulsos ou atrs das orelhas. Se a idia for obter um efeito mais marcante, aplique o perfume na nuca ou na parte 
de trs dos joelhos.
Alguns especialistas do uma dica: se o perfume estiver em recipiente do tipo spray, jogue um jato um pouco  sua frente (nunca diretamente sobre o corpo) e caminhe, 
como se quisesse "entrar" na fragrncia. Assim, a substncia se espalha e atinge tambm as roupas, mas sem exageros.

MARCO ANTNIO E CLEPATRA

Clepatra tinha apenas 18 anos quando foi coroada rainha do Egito, para comandar o reino ao lado do irmo, Ptolomeu - que tambm era seu marido (as coisas eram um 
pouco diferentes naquela poca). Apesar de no ter beleza excepcional (na verdade, Clepatra era bem nariguda), os registros da poca ressaltam sua grande inteligncia 
(falava nove idiomas), seu talento musical e charme.
Antes de conhecer Marco Antnio, a rainha do Egito teve um romance com o grande imperador Jlio Csar, pai de seu filho Cesrio. Aps o assassinato do lder em 44 
a.C., porm, o imprio romano foi dividido entre trs governantes e um deles era Marco Antnio. Clepatra o impressionou com a riqueza de seu reino: conta-se que, 
no primeiro encontro, ela chegou numa barca de ouro, vestida de Vnus, a deusa romana do amor. A dedicao da lder egpcia inflou o ego do imperador romano, e o 
casal teve trs filhos, dois deles gmeos.
Mas o destino do casal no era viver um amor tranqilo. Para comear, Marco Antnio tinha uma esposa em Roma. Seu encantamento pela rainha do Egito era tamanho que 
o levou a se descuidar dos assuntos de Estado, o que era imperdovel para um lder romano. As pessoas comearam a acreditar que o imperador havia sido vtima de 
um poderoso feitio.
Em 31 a.C., Marco Antnio liderou uma batalha naval contra os navios romanos na costa da Grcia e o desfecho comprovou os rumores: Clepatra fugiu quando viu que 
o amado perderia o combate, e Marco Antnio no hesitou em segui-la. O imperador romano havia se tornado um escravo da bela rainha. De volta a Alexandria, o casal 
esperou pelo fim inevitvel. As tropas romanas chegaram aos portes da cidade, os soldados de Marco Antnio desertaram e se uniram aos invasores. Furioso, o imperador 
acusou Clepatra de traio. A rainha se refugiou em seu mausolu e mandou anunciar sua morte. Abandonado, Marco Antnio se suicidou com um golpe de espada no estmago. 
Segundo a lenda, foi levado ainda com vida at os braos de Clepatra.
A poderosa rainha foi capturada pelos romanos e aprisionada para ser levada a Roma. Mas ela ainda governava o Egito e mandou trazer para seu caf-da-manh uma cesta 
de figos. Nenhum dos guardies desconfiou que no meio das frutas, havia uma serpente. Clepatra foi encontrada morta, envenenada por uma picada.


UM POUCO DE CULTURA

As listas que apresentamos nas pginas seguintes est longe de ser definitiva, mesmo porque seria necessrio um livro inteiro s para dar conta dessa tarefa! Mas 
neste captulo voc vai encontrar uma amostra bsica de livros e filmes bem legais, para descobrir ou para ler e rever vrias vezes. Alguns so clssicos, outros 
educativos ou engraados, mas, no importa o estilo, vale muito a pena conhecer todos eles.

Livros

 impossvel listar todos os bons livros do mundo (felizmente!). A seleo de ttulos, portanto, tem o objetivo de apenas sugerir algumas obras importantes, algumas 
das quais vm atravessando geraes sem perder a popularidade. Essas histrias j podem ser lidas a partir dos 8 anos de idade.

As Aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain
Este clssico infanto-juvenil  considerado um marco da moderna literatura norte-americana. Tom Sawyer  um garoto que vive s margens do rio Mississipi. Ao lado 
do amigo Huckleberry Finn, cabula aulas para ir pescar e sonha com histrias de pirata, ao mesmo tempo em que cultiva a paixo pela menina mais bonita da escola. 
Uma srie de acontecimentos inesperados rompe a rotina dos meninos do interior, levando-os a viver, de verdade, uma incrvel aventura de caa ao tesouro.

A Bolsa Amarela, Lygia Bojunga
Imaginao e realidade esto em perfeito equilbrio neste livro.  a histria de uma garota que reprime seus trs maiores desejos - o de crescer, o de ser menino 
e o de se transformar em escritora - escondendo-os numa bolsa amarela. Essas vontades "ocultas", claro, acabam gerando conflitos para a menina, seja com ela mesma, 
seja com a famlia. Sensvel e sonhadora, a herona narra seu cotidiano mesclando fatos reais e episdios fantsticos, num processo que a ajudar a se afirmar como 
pessoa diante do mundo.

Como e Por Que Ler os Clssicos Universais Desde Cedo, Ana Maria Machado

O ttulo j diz tudo. Aqui, a premiada Ana Maria Machado convida crianas e jovens a uma viagem pelos clssicos da literatura mundial, fazendo sugestes de leitura 
ao mesmo tempo em que dimensiona a real importncia dessas obras. O objetivo da escritora - primeira autora de literatura infanto-juvenil a ingressar na Academia 
Brasileira de Letras - no foi o de criar um guia ou uma lista de ttulos "obrigatrios", mas sim o de mostrar como e por que as grandes obras literrias podem nos 
transformar profundamente - para melhor. Um livro sobre livros, escrito para formar gente apaixonada por livros.

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

Edmond Dantes  um honesto e corajoso marinheiro que est prestes a se casar com a linda Mercedes. Seus planos, porm, so aniquilados pelo seu melhor amigo, o rico 
Fernand Mondego, que tambm ama Mercedes. Sabendo que a moa no o quer, Mondego arma uma cilada para que Dantes saia do caminho: acusado de um crime que no cometeu, 
o heri acaba trancafiado numa priso. A reviravolta acontece quando Dantes, depois de anos aprisionado, consegue escapar da cadeia, ganha uma fortuna e troca de 
identidade. Transformado em Conde de Monte Cristo, ele planeja e executa passo a passo sua vingana contra Mondego e seus aliados.


UM POUCO DE CULTURA David Copperfield, de Charles Dickens

O destino de David Copperfield muda completamente quando sua me, viva, casa-se com um homem cruel, o senhor Murdstone, que, contra a vontade de todos, envia o 
menino para um internato. Triste por no poder tirar o filho daquele lugar, onde os maus-tratos so freqentes, a me de David morre. O garoto  renegado pelo padrasto 
e fica sozinho no mundo. No livro, o autor acompanha seu pequeno heri numa trajetria repleta de obstculos e sofrimentos, na qual David conhecer tambm o lado 
positivo da vida, ao encontrar o amor e a amizade.

Um Estudo em Vermelho, de Conan Doyle

Esta obra marca a estria do consagrado Sir Arthur Conan Doyle como escritor, bem como o nascimento do personagem Sherlock Holmes. Como no poderia deixar de ser, 
fartas doses de suspense e mistrio recheiam a narrativa de ritmo vertiginoso, ao longo da qual vo se revelando as caractersticas peculiares do detetive mais apaixonante 
da literatura mundial. Na trama, a polcia encontra um homem morto, sem ferimentos, mas cercado de manchas de sangue. Diante do enigma indecifrvel, recorre  ajuda 
de Holmes, que soluciona o caso por meio de dedues to inesperadas quanto geniais, maravilhando o parceiro Dr. Watson - e tambm o leitor.

O Gato Malhado e a Andorinha Sinh, Jorge Amado

O amor entre diferentes  o tema desta fbula infanto-juvenil escrita por Jorge Amado em 1948 como um presente para seu filho Joo Jorge. A histria fala da paixo 
entre um gato e uma andorinha - a princpio inimigos naturais -, e de como aprendem a reconhecer e amar as diferenas entre si. Como toda fbula, o livro leva o 
leitor a pensar em questes morais: o preconceito, a tolerncia com o outro, a importncia de aproveitar o momento, o arrependimento. Curiosamente, a obra permaneceu 
quase 30 anos sem publicao, tendo sido resgatada quase por acaso em meio aos arquivos do escritor. Lanada em 1976, a histria se tornou mais um grande sucesso 
do escritor baiano.

O Hobbit, J.R.R. Tolkien

O livro  uma espcie de porta de entrada para a trilogia O Senhor dos Anis, mas com enredo bem menos complicado e sem tantas batalhas grandiosas. Nesta sua obra 
de estria, o escritor Tolkien conta a histria de um hobbit chamado Bilbo Baggins, que, acompanhado pelo grande mago Gandalf e por um grupo de anes, parte numa 
aventura em busca do tesouro guardado pelo imenso drago Smaug. Ao longo do caminho, a expedio cruza com uma diversidade de personagens misteriosos e terrveis, 
como elfos e aranhas gigantes, e Bilbo rouba o anel mgico (o anel da saga que seria desenvolvida mais tarde por Tolkien) da bizarra criatura Gollum, que vive nas 
profundezas de uma montanha. Em resumo, o livro  encantador, e agrada at mesmo a quem no se mostra exatamente fantico por O Senhor dos Anis.

A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson

Para quem acha o "pirata do Caribe" Jack Sparrow o mximo, vale a pena conhecer Long John Silver, personagem-smbolo de A Ilha do Tesouro. Por meio de sua figura 
sinistra, o autor Stevenson eternizou a imagem tpica de pirata na imaginao de todos ns: perneta, com um papagaio ao ombro, assustador e ao mesmo tempo fascinante. 
Imprevisvel, Silver comete atos de violncia e crueldade, mas tambm se mostra capaz de gestos nobres, como salvar a vida do narrador da histria do livro, o adolescente 
Jim Hawkins. O livro conta as peripcias de Jim, que se envolve por acaso numa eletrizante caa a um tesouro perdido numa ilha - uma aventura repleta de reviravoltas 
surpreendentes.

O Leo, a Feiticeira e o Guarda-roupa, de C. S. Lewis

 a histria de quatro crianas. Peter, Susan, Edmund e Lucy descobrem um mundo mgico chamado Nrnia por trs de seu guarda-roupa. L elas encontram criaturas fantsticas, 
como Aslan, nobre e corajoso leo que trava uma luta para deter a maligna Feiticeira Branca, cujo plano  mergulhar Nrnia numa noite perptua. Embora seja uma fantasia, 
tudo parece vividamente real. O Leo, a Feiticeira e o Guarda-roupa  o segundo - e talvez melhor - ttulo da famosa srie de sete livros conhecida como As Crnicas 
de Nrnia, que foi adaptada para o cinema em 2005, sob direo de Andrew Adamson.

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

O livro segue a trajetria de quatro irms que crescem durante a Guerra Civil Americana. Cada uma  de um jeito diferente. Meg, a primognita, por exemplo,  belssima, 
enquanto Jo, narradora da histria e segunda filha mais velha, se mostra inteligente e ambiciosa. Por sua vez, Beth tem comportamento tmido e meigo, ao contrrio 
da caula, a mimada Amy. Juntas, elas aprendem a lidar com os fatos da vida, apoiando-se na superao dos obstculos. A trama tambm foi contada no cinema, no filme 
Adorveis Mulheres, dirigido por Gillian Armstrong em 1994.

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Em seus livros, Jane Austen apresentava seu olhar agudo e crtico sobre a sociedade inglesa do sculo 19- Tudo comea com a chegada de dois rapazes  interiorana 
vila de Longbourn. Ricos, ambos so considerados timos partidos pelas moas do lugar. Entre elas esto as irms Bennet - Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Laura -, 
criadas desde sempre para almejar um nico objetivo de vida: arranjar um bom marido. Em clima de comdia romntica, entre bailes, jantares e todo tipo de evento 
social promovido para as moas conquistarem seus alvos, a autora descreve um mundo governado pelos interesses mais mesquinhos e pelo preconceito de classe. Mas, 
ainda assim, manifesta sua f no amor, como fora capaz de promover a unio acima de todas as diferenas.

Ou Isto ou Aquilo, Ceclia Meireles

Clssico da poesia brasileira. Os sonhos e fantasias do mundo infantil so filtrados aqui pela linguagem cristalina de Ceclia Meireles. Cheios de musicalidade, 
os poemas se valem de deliciosas brincadeiras com as palavras para tratar de temas singelos como a chuva, a av, os bichos, a natureza, a bab, os joguinhos, a lua, 
e assim por diante. Uma bela iniciao ao mundo dos versos, por meio da sensibilidade da poeta brasileira profundamente identificada com o lirismo da infncia.

O Pequeno Prncipe, Antoine de Saint-Exupry

Temas como afeto, amizade, companheirismo e perda so tratados de forma potica nesta fbula sobre o solitrio principezinho, que deixa seu planeta natal e vaga 
pelo espao at chegar  Terra. Aqui, trava amizade com um piloto de avies perdido no deserto e lhe conta sua incrvel viagem, na qual conheceu diferentes planetas 
e pessoas: um rei, um vaidoso, um bbado, um homem de negcios, um acendedor de lampies, um gegrafo. Clssico eterno, o livro foi escrito em 1943 pelo francs 
Antoine de Saint-Exupry, que era piloto de verdade. Ainda que universalmente aceita como literatura "infantil", trata-se, sobretudo, de uma fbula "sobre" a infncia 
que comove leitores de todas as idades.

Poliana, Eleanor H. Porter

Escrito em 1913, o livro  um best-seller infanto-juvenil que continua encantando o pblico com suas lies de otimismo. Trata-se da histria de Poliana, garota 
rf de 11 anos que enfrenta todo tipo de adversidade com coragem e alto-astral, sempre enxergando o lado positivo dos fatos. A razo dessa imbatvel alegria  o 
"jogo do contente", que o pai lhe ensinara antes de morrer e que, desde ento, passa a ser uma filosofia de vida, irradiada pela menina a todos  seu redor. A personagem 
se tornou emblemtica: tornou-se comum apelidar de "Poliana" aquele tipo de pessoa com uma viso excessivamente positiva do mundo, sempre pronta a "pintar de cor-de-rosa" 
a realidade dos fatos.

Reinaes de Narizinho, Monteiro Lobato

Com este volume, Monteiro Lobato comeou a construir o universo fantstico do Stio do Picapau Amarelo, coleo que se transformou no grande clssico da literatura 
infantil brasileira. A magistral mescla de realidade e fantasia, temperada por muitos elementos da cultura popular, vem formando geraes de pequenos leitores h 
quase um sculo - e tudo comeou com este livro. A trama introduz os personagens de "carne e osso", como Narizinho, Pedrinho, Dona Benta e Tia Nastcia, e conta 
o surgimento de figuras que ganham vida pela fora da imaginao: Visconde de Sabugosa, Marques de Rabic, Quindim e, claro, a espevitada Emlia. Dizem os estudiosos 
de literatura que o autor expressava seu inconformismo pela voz da linguaruda boneca de pano. O fato de impregnar a obra de referncias ao Brasil rural no impediu 
Lobato de fazer a turma do Stio dialogar com a literatura de todos os cantos do mundo. Em Reinaes de Narizinho, Emlia e companhia conversam com os mestres da 
fbula Esopo e La Fontaine, alm de receberem a visita de princesas, como Branca de Neve e Cinderela.

A Vida de Joana d'Arc, rico Verssimo

Ainda criana, o escritor gacho rico Verssimo ficou maravilhado ao assistir, no cinema, a um filme francs sobre Joana d'Arc. Esse sentimento se prolongou pelos 
20 anos seguintes, motivando o autor a escrever sua prpria verso a respeito da santa guerreira. Em linguagem potica, mas rigorosamente fiel  verdade histrica, 
o romance conta a trajetria da menina camponesa que ouve vozes vindas do cu, convocando-a para libertar a Frana do domnio ingls. E que, obedecendo cegamente 
ao chamado divino, se agiganta: embora pobre e no mais do que uma simples adolescente, enfrenta autoridades que no acreditam em seus argumentos, torna-se influente, 
elabora estratgias de guerra e no hesita em vestir a armadura para conduzir as tropas francesas  vitria final. Vtima da incompreenso mesmo em sua terra, Joana 
acaba trada, entregue aos ingleses e lanada  fogueira, acusada de feitiaria. Canonizada no sculo 20, Santa Joana simboliza hoje a fora da f que no se curva 
 opresso.

MULHERES INSPIRADORAS

As musas das artes

As nove filhas de Zeus, deus supremo da mitologia grega, no eram mulheres como as demais. Filhas do poderoso soberano do Olimpo e de Mnmosine, deusa da memria 
e filha de Urano e de Gaia, as moas ficaram conhecidas como musas inspiradoras das artes. Cada uma protegia uma atividade em especial: Calope (poesia pica), Clio 
(histria), Erato (poesia lrica), Euterpe (msica lrica), Terpscore (dana), Melpmenea (tragdia), Polmnia (msica sacra), Tlia (comdia) e Urnia (astronomia). 
Essencialmente, eram criaturas bondosas, mas podiam se enfurecer se fossem desafiadas.
Por sua importncia, as musas contavam com o temor e a reverncia dos mortais, que erguiam esttuas, cultos e templos para agrad-las. Grande parte da cultura do 
mundo antigo surgiu da adorao dedicada pelos gregos a essas poderosas protetoras da criatividade humana. Em geral, so representadas por alguma referncia  arte 
que inspiram. (Euterpe, por exemplo, aparece sempre acompanhada de uma flauta).

Para pensar...

Pense em toda beleza que ainda existe em sua volta e seja feliz. Anne Frank

O mais corajoso dos atos ainda  pensar com a prpria cabea. Coco Chanel

Se uma garota parecer tmida como um camundongo, convm procurar pelo tigre dentro dela. Provrbio chins

Nenhum gesto de gentileza, por menor que seja,  perdido. Esopo

A alegria evita mil males e prolonga a vida. William Shakespeare

Abenoado aquele que faz com que seus companheiros riam. Coro

Quem, sendo amado,  pobre? Oscar Wilde

O que importa na vida no  tanto o triunfo, mas o combate. O essencial no  ter vencido, mas ter lutado bem. Pierre de Coubertin

Ningum pode fazer com que voc se sinta inferior sem o seu consentimento. Eleanor Roosevelt
A beleza no est no rosto, a beleza  uma luz no corao. Kahlil Gibran

Na vida do homem, o amor  uma coisa  parte; na da mulher,  a vida toda. Lord Byron

Como mulher, eu no tenho pas. Como mulher, meu pas  o mundo inteiro. Virgnia Woolf

O valor das coisas no est no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecveis, coisas inexplicveis e pessoas 
incomparveis. Fernando Pessoa

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. Confcio

Liberdade  uma palavra que o sonho humano alimenta, no h ningum que explique e ningum que no entenda. Ceclia Meireles

Sonhe como se fosse viver para sempre. Viva como se fosse morrer amanh. James Dean

Filmes

E o Vento Levou (1939)
Com quase quatro horas e meia, este pico tem a grandiosidade dos velhos tempos da indstria do cinema. Vivian Leigh interpreta a espevitada Scarlett O'Hara, enquanto 
Clark Gable vive o galante Rhett Butler. Seu tempestuoso romance se desenrola tendo como pano de fundo a Guerra Civil Americana. O filme  uma magnfica amostra 
da capacidade de Hollywood produzir entretenimento: o espectador ri, chora e se emociona, a ponto at mesmo de esquecer a longussima durao do filme.

A Mocidade  Assim Mesmo (1944)
A histria da garota Velvet, que ganha um cavalo, cavalga-o e o inscreve na corrida do Grand National Sweepstakes, tem encantos que vo muito alm do que se mostra 
 primeira vista. Com Elizabeth Taylor em seu primeiro papel, aos 11 anos de idade, o filme  um clssico que resistiu bem  passagem do tempo. Belssimo!
Os Sapatinhos Vermelhos (1948)

Um filme para quem gosta de dana. A trama apresenta uma jovem bailarina (vivida pela atriz Moira Shearer) que se v dividida entre duas opes amorosas: um compositor 
que, como ela, ama a arte, e um empresrio, poderoso o bastante para lhe assegurar uma carreira vitoriosa. A histria tem de tudo - drama, paixo, vistosos figurinos 
e uma pitada de tragdia -, embalada numa gloriosa fotografia em technicolor.


A Princesa e o Plebeu (1953)                
Audrey Hepburn, Gregory Peck e Roma, a "cidade eterna". O que mais seria preciso para resultar num filme romntico de primeira? Na trama, Audrey faz o papel de uma 
princesa europia entendiada com sua rotina e louca por aventuras. Por sua vez, o gal Peck vive um obstinado reprter. Lenta e inevitavelmente, os dois se apaixonam. 
Na tela, o casal transborda de charme (ela com sua beleza chique; ele com seu cavalheirismo impecvel), mesmo andando numa improvvel lambreta, num jogo de gato 
e rato pelas ruas romanas.

A Dama e o Vagabundo (1955)        
To atual quanto se tivesse sido feito ontem, mas com a classe incomparvel dos antigos desenhos clssicos da Disney. Dois cachorros de diferentes comportamentos 
e "classes sociais" caem de amores um pelo outro. A cena do jantar romntico do "casal" est gravada na memria de geraes de espectadores.

Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978)        
John Travolta (bem magrinho) e Olivia Newton-John cantam e danam o tempo todo neste delicioso musical juvenil, um dos mais comentados de todos os tempos. Alguns 
crticos podem at torcer o nariz para a histria bobinha, mas canes como Summer Nights e Youre the One That I Want caram em cheio no gosto do grande pblico.

O Jardim Secreto (1993)        
Esta verso cinematogrfica reconta o maravilhoso livro de mesmo ttulo, escrito por Frances Hodgson Burnett. Trs crianas de diferentes mundos descobrem um universo 
todo seu por trs de uma porta trancada. Magnificamente bem-feito, o filme tem grandes interpretaes e cenrios. Para ver com o leno  mo.

Adorveis Mulheres (1995)        
Nesta adaptao do livro de Louisa May Alcott, a atriz Susan Sarandon interpreta a me perfeita, enquanto Winona Rider encarna a determinada herona, Jo. Tempos 
difceis, guerra, doenas, nada  capaz de vencer os vnculos de afeto dessa famlia de mulheres. Mais lgrimas  vista, para as espectadoras sensveis.

Lassie (2005)        
Um raro exemplo de refilmagem superior  verso original. Filmado em lindas locaes na Esccia, a produo conta com atores de prestgio como Samantha Morton e 
o grande Peter 0'Toole, o que confere qualidade extra  clssica histria do co fiel, determinado a tudo para reencontrar seus donos - e emocionar a platia.

Orgulho e Preconceito (2005)        
Uma obra de iniciao ao universo da escritora Jane Austen. Figurinos adorveis, bonitos rapazes montados a cavalo e olhares apaixonados aos montes desfilam pela 
tela, numa histria que mostra que determinao  tudo para uma herona disposta a chegar ao final feliz.




PSCOA

A Pscoa  tempo de celebrao. E de comilana de chocolate! Que tal se preparar para a festa botando a mo na massa?


Tempo de comemorao

A palavra "pscoa" deriva do termo hebraico pesach, que significa "passagem". Trata-se de uma celebrao de origem religiosa, observada tanto por cristos como por 
judeus. Devido  tradicional distribuio de ovos de chocolate, a data  ansiosamente esperada pelas crianas. Para mexer com a imaginao dos pequenos, muitos pais 
costumam espalhar ninhos de ovos de Pscoa pela casa.

CURIOSIDADES

* A Pscoa  uma celebrao antiga. H registros de milhares de anos atrs sobre uma festividade realizada na Europa, para saudar o fim do inverno. Em geral, a festa 
ocorria na primeira lua cheia da primavera. A data no era aleatria: para quem vivia naquela poca, o fim do perodo de frio, to difcil para a sobrevivncia, 
era muito esperado.

* Para a religio crist, a Pscoa celebra a ressurreio de Jesus Cristo. A semana que antecede a comemorao  chamada de Semana Santa, perodo de festas religiosas 
em vrias regies do Brasil.

* J a comunidade judaica comemora a sada do povo judeu do Egito, ocorrida por volta de 1.200 a.C. Na data,  tradio comer o matz, po preparado sem fermento, 
que simboliza a fuga do cativeiro.

Coelhinho da Pscoa...

Mas o que um coelho tem a ver com essa festa religiosa? O doce animalzinho provavelmente foi escolhido porque est associado  fertilidade, j que se reproduz com 
rapidez e as fmeas do  luz ninhadas numerosas. No passado, a capacidade de reproduo estava fortemente associada  sobrevivncia, dadas as difceis condies 
de vida. Alm disso, na Europa o coelho  um dos primeiros animais a sair das tocas quando chega a primavera e o frio comea a ir embora.
J os ovos simbolizam o nascimento, ou seja, a chegada de uma vida nova - referncia presente tanto na celebrao crist como na festividade judaica. Acredita-se 
que a tradio de presentear ovos por ocasio da Pscoa tenha sido trazida ao Brasil por imigrantes alemes, em meados do sculo 18.


FELIZ PSCOA!

Que tal surpreender os amigos e preparar voc mesma graciosos cartes?
Recorte uma cartolina (de preferncia, de cor clara) para obter um carto do tamanho de uma folha de papel sulfite. Dobre esse carto ao meio. Numa folha de papel 
colorido (a cor deve contrastar com a do carto), desenhe uma cesta e recorte-a. Em papis de outras cores e texturas, desenhe quatro ovos de Pscoa de tamanho apropriado 
para caber na cesta e recorte-os. Ento, cole a cesta no carto, mas sem fixar a parte em que sero acomodados os ovinhos de Pscoa. Coloque os ovos dentro da cesta: 
voc pode col-los no lugar ou apenas encaix-los, usando o verso de cada um deles para escrever mensagens aos amigos e familiares. Com canetinha, cola colorida, 
aquarela e guache, complemente a decorao do carto.


VAMOS FAZER OVOS DE PSCOA?

* ovos de galinha
* 1 agulha fina

Com a agulha, faa pequenas aberturas nas duas extremidades do ovo. Trabalhe com cuidado, pois a casca  frgil e pode se quebrar com facilidade. Insira a agulha 
e movimente-a com suavidade, para alargar um pouco o orifcio (se for pequeno demais, no ser possvel retirar a parte interna). Ainda usando a agulha, procure 
desfazer a gema e a clara, mexendo bem.
Coloque a extremidade mais pontuda do ovo na boca e sopre com firmeza sobre um recipiente (ilustrao na prxima pgina). Tenha pacincia, pois a clara demora mais 
para se soltar e sair - mas, depois dela, a gema  eliminada sem dificuldade. Sopre at extrair todo o contedo.




Lave o ovo e enxge bem, sempre com delicadeza. Sopre novamente, desta vez para retirar toda a gua, e seque por fora com papel toalha ou pano limpo. Deixe secar 
por cerca de meia hora em local arejado.


DECORAO

Antes de comear a pintura, separe uma embalagem de papelo (os ovos comprados em mercados e feiras em geral vm dentro delas) para apoiar as cascas. Prepare todo 
o tipo de material que possa ser til: pincis de vrias espessuras, tintas acrlicas, colas coloridas e canetas hidrogrficas, por exemplo. Voc pode decorar as 
cascas desenhando rostos, traos, formas geomtricas, bolinhas, florezinhas, ziguezagues...
Para um acabamento mais ousado, recorra a pequenos detalhes em tinta dourada ou prateada (esmalte de unha tambm serve para os retoques). Se quiser ainda mais destaque, 
amarre uma fita de veludo ou de cetim na parte central do ovo.



EFEITOS ESPECIAIS

Na hora de decorar, trabalhe em uma das metades do ovo e deixe secar bem antes de comear a pintar a outra metade. Isso evita que a tinta escorra e estrague o desenho.

OVOS UCRANIANOS (PISANK)

Entre os ucranianos, os ovos so uma tradio que no pode faltar na Pscoa. E o resultado  lindo!
A tcnica usada inclui elaborados desenhos feitos com alfinete ou palito de fsforo, usados para espalhar cera derretida e criar os mais diversos padres. Depois, 
o ovo  imerso em lquido corante. Quando a cera  retirada, as partes cobertas por ela ficam brancas e contrastam com as cores.  preciso firmeza e delicadeza para 
traar as linhas e formas, mas o resultado compensa.
Voc pode usar corantes naturais ou tintas especiais, vendidas em lojas de artesanato. Use uma casca vazia, bem limpa e seca, ou um ovo que tenha sido cozido por 
bastante tempo.
Se escolher uma casca branca, imagine um desenho com vrias cores. Com o alfinete ou palito de fsforo, desenhe com cera os traos ou padres que devero permanecer 
brancos ao final da tarefa. Mergulhe o ovo em tinta clara, como um amarelo-claro, e deixe secar. Faa outros desenhos com cera para cobrir as partes a serem mantidas 
em amarelo. Em seguida, mergulhe a casca em tinta de outra cor (laranja, por exemplo).

Repita o processo vrias vezes, sempre passando de cores mais claras para mais escuras. Nesta tcnica, preto ou vermelho vivo so cores aplicadas apenas na ltima 
camada.
Depois de terminar os desenhos, pea ajuda a um adulto para segurar a casca perto de uma vela acesa ou para lev-la ao forno por 5 minutos, a fim de derreter a cera. 
Retire todos os resduos (o que pode ser um pouco trabalhoso) com um pano seco e limpo. Se preciso, exponha a casca ao calor novamente para eliminar resqucios de 
cera.

DESENHOS DE FOLHAS E PTALAS

Providencie algumas florezinhas ou folhas pequenas e de formato bem definido (um trevo, por exemplo). Lave com cuidado e cole-as sobre a superfcie da casca de um 
ovo branco. Em seguida, envolva a casca com vrias camadas de casca de cebola (marrom) e prenda tudo no lugar com barbante ou elstico.
Leve o ovo para cozinhar em fervura por cerca de 10 a 15 minutos. Deixe esfriar. Retire as cascas de cebola: voc ver que o desenho das folhas ou das flores ficou 
"estampado" na casca do ovo!

Ovos MARMORIZADOS

Use um descascador de legumes para raspar alguns lpis de cera. Junte as raspas numa vasilha, acrescente um pouco de gua bem quente (com ajuda de um adulto) e espere 
a cera derreter. Com uma colher, mergulhe nesse lquido o ovo bem cozido ou a casca seca, movimente por alguns segundos e retire. A cera derretida criar um padro 
indito! Deixe secar e, para dar acabamento, aplique uma camada de verniz.

CORANTES DE ALIMENTOS

Primeiro, certifique-se de que os ovos esto bem limpos: lave-os bem e passe papel toalha com um pouco de vinagre para retirar as sujeiras. Num recipiente pequeno, 
misture 3 colheres (ch) de corante de alimentos com uma colher (ch) de vinagre e acrescente meia xcara (ch) de gua quente. O vinagre ajuda a fixar a tinta nas 
cascas. Deixe a mistura esfriar e mergulhe o ovo (deve ficar totalmente coberto). Quanto mais tempo ele permanecer na soluo, maior a intensidade do tingimento. 
Use uma colher para tirar o ovo, retire o excesso com papel toalha e deixe secar.

CORANTES NATURAIS

Um pouco antes da Pscoa, que tal aumentar a ateno na natureza? Observe as flores e os demais recursos decorativos que podem estar no seu jardim!
Voc pode usar todo tipo de plantas, flores, ervas, frutas e at legumes para pintar ou decorar os ovos de Pscoa. H duas maneiras de tingir os ovos: ferve-  los 
na gua misturada com o corante, o que resulta em efeito mais homogneo e intenso; ou mergulhar o ovo na soluo previamente fervida e esperar cerca de uma hora. 
Em geral, quanto maior o tempo de fervura, maior a concentrao da tinta. Se voc ferver folhas, cascas, sementes ou ervas para preparar um corante natural, lembre-se 
de que  preciso coar o lquido antes de mergulhar o ovo. O tempo de permanncia dentro da soluo pode variar de 15 minutos a uma noite inteira - depende da intensidade 
que voc deseja obter.
Prefira ovos brancos, pois a fixao dos corantes  mais ntida. Em geral, o efeito final  opaco, mas quem gosta de brilho pode aplicar uma camada de azeite de 
oliva. Se sua idia for guardar, prefira as cascas vazias aos ovos cozidos.

CORANTES NATURAIS

* Amarelo-claro: cenoura, semente de aipo, casca de manga, laranja ou limo. Voc tambm pode usar aafro ou cominho.
* Amarelo forte: 3 a 4 colheres de sopa de crcuma fervida em uma quantidade de gua suficiente para cobrir os ovos.
* Amarelo vivo: curry, preparado como no item anterior.
* Alaranjado ou marrom suave: ferver as cascas de 12 a 15 cebolas marrons. A cor do fingimento pode variar de laranja a marrom, de acordo com o tempo de contato 
com os ovos (mais tempo, cor mais escura).
* Rosa ou vermelho: ferver a pele de 12 a 15 cebolas roxas ou pedaos de beterraba.
* Bege ou marrom-claro: caf, ch ou cascas de noz.
* Marrom dourado: 4 colheres de sopa de sementes de endro.
* Marrom alaranjado: 4 colheres de sopa de p de pimenta calabresa.
* Verde: espinafre ou ramos de cenoura.
* Azul celeste: pique metade de um repolho roxo e deixe ferver durante meia hora. O corante no funciona enquanto estiver quente: espere esfriar e mergulhe os ovos 
previamente cozidos.
* Cinza: gros de soja escura ou suco de uva.
* Preto: amora preta.
* 
Dica: Se voc acrescentar duas colheres (sopa) de vinagre  gua da fervura, o tingimento ter resultado melhor.

SURPRESA DE CHOCOLATE

Com um pouco de antecedncia, voc pode preparar ovos exclusivos e presentear seus familiares na Pscoa. Siga a tradio e entregue-os pela manh - a hora do caf 
pode ser um bom momento.
Voc vai precisar de:

* cascas vazias, lavadas e secas
* 25O gramas de chocolate ao leite
* 250 gramas de chocolate branco

Prepare as cascas vazias conforme descrito na pg. 197. Com a ajuda de um adulto, derreta as barras de chocolate em banho-maria. Com cuidado, despeje o chocolate 
derretido (ao leite ou branco) dentro das cascas. Limpe a parte externa dos ovos para retirar os resduos e guarde-os na geladeira por uma noite.

Se quiser obter um efeito especial, misture algumas lascas de chocolate branco ao chocolate escuro derretido e mexa com suavidade. O resultado  uma tonalidade marmorizada.

OVOS CASEIROS

Para fazer ovos de chocolate voc precisar de frmas especficas, que podem ser compradas em lojas especializadas em equipamentos para cozinha. Os modelos mais 
comuns so de plstico transparente, mas existem tambm os de silicone.
O segredo para conseguir um bom efeito est no preparo do chocolate. Voc deve aquecer o chocolate a uma temperatura adequada, deix-lo esfriar e aquec-lo novamente 
antes de coloc-lo nas frmas. Desse modo, o ovo ter uma tonalidade brilhante e homognea.
O chocolate deve ser colocado nas frmas em camadas finas, colocadas uma aps a outra, mas s quando a anterior estiver firme.
Voc vai precisar de:

* 500 gramas de chocolate de boa qualidade
* leo de girassol
* formas para ovos de chocolate
* termmetro de cozinha

Para comear, lave bem as frmas e seque-as com cuidado, de preferncia com pano seco ou papel toalha. Espalhe algumas gotas de leo de girassol (a quantidade depende 
do tamanho da frma, mas lembre-se de que a idia  "untar" a superfcie e no encharc-la). A medida ser importante na hora de desenformar os ovos.
Corte o chocolate em pedaos pequenos e leve 2/3 para derreter em banho-maria. O chocolate deve ficar num recipiente refratrio, colocado dentro de uma panela com 
um pouco de gua aquecida em fogo baixo (pea ajuda de um adulto!). Escolha uma tigela alta, a fim de evitar que respingos de gua atinjam os pedaos de chocolate.
Mexa o chocolate at que derreta totalmente, mas no deixe a gua ferver. O chocolate deve atingir a temperatura mxima de 40C. Tire do fogo e misture o restante 
do chocolate, mexendo at derreter e a temperatura cair para 27C.
Volte com o banho-maria ao fogo baixo e espere at que a temperatura chegue a 32C no caso do chocolate escuro, 30C para o chocolate ao leite e 28C no caso do 
chocolate branco.
Espalhe uma camada fina de chocolate sobre a frma. Para deixar a camada bem homognea, voc pode usar uma esptula prpria para o preparo de doces. Com uma faca, 
acerte as beiradas para que, quando as duas metades forem reunidas, a "emenda" fique o mais lisa possvel. Deixe esfriar bem. Reaquea o resto do chocolate at a 
temperatura indicada e espalhe mais uma camada. Faa trs ou quatro camadas e deixe as frmas descansando em local arejado, at que sequem totalmente. Com cuidado, 
desenforme o ovo.
Para "colar" as duas partes, aquea uma faca numa xcara de gua fervente e passe a lmina aquecida sobre as bordas, para que o chocolate derreta um pouco. Junte 
as duas metades, segure com firmeza durante alguns instantes. Tenha cuidado, pois o calor de suas mos tambm pode derreter o chocolate.
Se quiser surpreender, coloque um brinde dentro do ovo antes de juntar as partes: um bombom, ovinhos ou um carto em miniatura.

VAI TER FESTA!

To bom quando curtir uma festa  esperar por ela! Convites, decorao, brincadeiras, comidas... tudo isso faz parte dos preparativos. Com um pouco de organizao 
e bastante criatividade, voc pode montar uma festa memorvel!



Convites

Voc j pensou em fazer convites especiais para sua festa e envi-los pelo correio? Se escolher essa opo, lembre-se de postar os envelopes com pelo menos trs 
semanas de antecedncia. O convite precisa incluir as seguintes informaes:

* local e data
* motivo da festa (aniversrio, formatura etc.)
* horrio de incio (e, se houver, de trmino)
* tema da festa (se for um evento  fantasia, por exemplo)
* telefone ou e-mail para confirmao, para ter uma idia de quantas pessoas viro
* orientao sobre como chegar ao local. Quando a festa  realizada num lugar afastado, como um stio, por exemplo, ou de difcil acesso, convm enviar um mapa junto 
com o convite.

O QUE ESCREVER?

Depois de escolher a forma,  hora de definir o teor do convite. Alm das informaes essenciais, fica simptico incluir uma mensagem que deixe clara para os amigos 
a importncia da presena deles. Alguns exemplos:

* Minha festa ser fantstica e voc no pode perder!
* No vejo a hora de reunir pessoas queridas para uma comemorao muito especial!
*  meu aniversrio e, sem voc, a festa no ser completa!
* Est chegando um dia muito especial. Conto com sua presena!


TAMANHOS E FORMAS VARIADAS


Se o tema da festa for, por exemplo, o mundo das fadas, por que no mandar mini-convites? Nas papelarias, existem envelopes de vrios tamanhos, inclusive alguns 
bem pequenos. Ou, ento, voc pode fazer convites bem grandes (uma das vantagens  que ter bastante espao para escrever a mensagem!).
Os convites no precisam ser sempre iguais. Se quiser inovar, escolha um formato do seu agrado (estrela, flor, vestido) e faa um molde. Depois, desenhe vrios em 
uma cartolina e recorte. A mensagem do convite pode ser escrita no verso. Ou em papel  parte, para ser colado ao carto.

FOTOGRAFIAS

Uma maneira de personalizar os convites  o uso de fotografias. Voc pode selecionar uma imagem que considera importante (como uma foto sua quando beb, por exemplo) 
e tirar vrias cpias. Use a imagem para ilustrar o texto do convite. Lembre-se de que uma legenda bem-humorada pode fazer a diferena!
LETRAS RECORTADAS

Sabe aquelas mensagens cifradas que aparecem nos filmes de mistrio? Pois voc pode se inspirar nelas para criar um convite originalssimo! A opo exige bastante 
trabalho, pois  preciso recortar as letras e os nmeros em revistas ou jornais e depois organiz-las para formar as palavras. Defina primeiro o que pretende escrever 
e comece sua caada s letras!

Decorao

Voc adora bales, cartazes, luzes? Ento, sua festa  a melhor ocasio para caprichar na produo. Antes de comprar os adereos, escolha onde ser o local principal 
do evento (a sala de estar, o jardim ou a casa toda). Avalie o melhor lugar para posicionar a mesa - lembre-se de que ela deve ficar num ponto de fcil acesso, mas 
sem atrapalhar a passagem. Est pensando em incluir um letreiro ou um painel especial? Observe em qual ponto do ambiente ele ter bastante visibilidade.
Com uma ou duas semanas de antecedncia, faa uma lista dos itens que pretende usar. Se a idia for decorar o ambiente com bales, compre em quantidade e no se 
esquea de providenciar linha ou barbante para prend-los. O mesmo vale para o enfeite do bolo e os demais adereos da mesa. Boa diverso!



MESA

Antes da chegada dos convidados, dedique-se  arrumao da mesa. Se voc optou por uma festa temtica, tente seguir o padro na hora de pensar na decorao: guardanapos, 
pratos e copos seguindo o mesmo tema ou combinando com ele. Se for uma comemorao de Halloween, por exemplo, voc pode distribuir copos cor-de-laranja ou pretos, 
mesmas cores escolhidas para os bales, por exemplo. Bem arranjados sobre a mesa, o efeito  muito legal!
Outra dica  recorrer a pequenas "surpresas", como espalhar aranhas de plstico sob os pratos... Seu convidados vo adorar!

LEMBRANAS

Ao fim da festa,  comum oferecer aos convidados algum tipo de lembrancinha. H quem faa pequenos cartes com uma mensagem de agradecimento pela presena. Outros 
optam por oferecer um pequeno presente, entregue na sada. Use a criatividade e invente!

Comidas e bebidas

No existe festa sem. comes e bebes. Mesmo que seus amigos estejam mais interessados em danar e se divertir,  dever do bom anfitrio saciar a sede e o apetite 
de todo mundo. Pense na praticidade. Escolha um cardpio com itens fceis de serem consumidos, de preferncia que dispensem o uso de talheres. Prefira petiscos de 
tamanho pequeno ou j cortados. Distribua muitos guardanapos (arrumados dentro de copos, caixinhas ou pequenos vasos vazios) pelo ambiente da festa.

ROLINHOS DE PRESUNTO E QUEIJO

* 400 gramas de queijo prato cortado em fatias
* 400 gramas de presunto cortado em fatias
* palitos de dente

Enrole uma fatia de queijo e uma de presunto, no sentido do comprimento. Espete trs palitos: dois perto de cada ponta e um no meio. Corte o "rocambole" em trs 
e arrume os espetinhos numa bandeja grande.

TORRADAS COM ATUM

* 1 pacote de torradas pequenas
* 2 colheres (sopa) maionese
* 1 lata de atum
* 
I
Em um recipiente, misture a maionese e o atum. Se quiser aprimorar o sabor, acrescente um pouco de pimenta. Deixe na geladeira at a hora de servir.


Tema da festa

Festas temticas so sempre divertidas! Se escolher um tema, no se esquea de informar seus convidados com alguma antecedncia, para permitir que eles "se produzam". 
Variedade de assuntos no falta: de monstros a bonecas, de temas esportivos a uma cor exclusiva. A deciso depende s da sua preferncia!

FESTA DO FUTEBOL

Voc quer fazer uma festa que agrade aos meninos? A escolha  bvia!

* Convites: recorte os convites no formato de uma bola de futebol. Na parte interna, desenhe ou cole o escudo do seu time.
* Trajes: camisa de futebol.
* Comidas e bebidas: mini-pizzas, mini-hambrgueres ou cachorro-quente.
* Bolo: voc pode encomendar um bolo redondo, decorado como uma bola ou, ento, em forma de "campo de futebol" - no caso, um bolo retangular com cobertura verde. 
Coloque sobre ele alguns jogadores em miniatura.

FESTA DA LARANJA

* Convites: feitos em cartolina cor-de-laranja, no formato da fruta.
* Trajes: qualquer roupa cor-de-laranja.
* Comidas e bebidas: laranjas cortadas, bolo de laranja, suco de laranja, gelatina de laranja e tudo o que for feito de laranja!
* Bolo: redondo e com cobertura... cor-de-laranja!

FESTA AO ESTILO HOLLYWOOD

Todos os anos, a televiso transmite a cerimnia de entrega do Oscar, realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na ocasio, luxo e elegncia no faltam. Que 
tal entrar no clima?
* Convites: em forma de estatueta do Oscar, de tapete vermelho ou de ingresso para uma estria de cinema - com muito brilho e estrelas aos montes.
* 
* Trajes: chiqurrimos!
* Comidas e bebidas: sanduches de salmo defumado e cream cheese, "falsa" champanhe (gua com gs e folhas de hortel) e doces tipo camafeu.
* Bolo: retangular, decorado com motivos de cinema.


FESTA DAS FLORES

Suas amigas vo adorar!

* Convites: flores recortadas em papis coloridos e enfeitadas com glitter. Envelopes pequenos e delicados.
* Trajes: flores nos cabelos, roupas floridas, colares de flores.
* Comidas e bebidas: mini-sanduches, espetinhos de tomate-cereja e queijo, mini-bolos e sucos de frutas de vrias cores (abacaxi, melancia, limo).
* Bolo: redondo e enfeitado com flores ou com ptalas naturais.

Para animar a festa

CAA S LARANJAS

Se a festa for em lugar ao ar livre, como um jardim, essa brincadeira pode agradar. Separe dez laranjas e numere-as de 1 a 10, colando um adesivo em cada fruta. 
Em seguida, esconda-as bem. Quando todos os convidados estiverem presentes, oriente-os para procurar as laranjas. Explique se a busca deve se concentrar fora de 
casa ou se  o caso de investigar tambm na parte interna - nesse caso, informe quais ambientes podem ser vasculhados. Depois, rena os participantes e some o total 
de pontos de cada um que encontrou as frutas. Quem tiver a maior pontuao, ganha um prmio - que pode ser, digamos, doce de laranja!

CORRIDA DE BALES

Para fazer essa brincadeira,  preciso separar alguns bales da decorao. Divida os convidados em duas equipes e pea que cada grupo forme uma fila. Trace uma linha 
de chegada, afastada dos participantes. Ao dar a largada, o primeiro de cada equipe dever pular at a chegada com um balo entre as pernas e voltar para a linha 
de partida. Em seguida, dever passar o balo, sem usar as mos, para o prximo "corredor". A equipe que estourar o balo ou perd-lo no percurso deve comear tudo 
novamente.

CORREIO ELEGANTE

Distribua canetas e papis em vrios locais da festa. Prepare uma caixa para acomodar os bilhetes e, de tempos em tempos, pea que um "carteiro" os distribua. Espere 
que as pessoas respondam e faa uma nova entrega das mensagens. Aproveite para agradecer a presena dos seus amigos por meio de simpticos bilhetes.

DESFILE CRIATIVO

Seus amigos adoram desfilar e no se importam em improvisar? Ento vo adorar esse desafio!
Primeiro, encontre uma mala ou sacola bem grande. Rena todos os acessrios que encontrar pela casa (chapus, luvas, cachecis, gravatas, culos velhos...), alm 
de roupas que funcionem como fantasia - pijamas largos.

Se a vida gasta em voc
Te faz de pano de cho
Fica tranquilo porque nada  em vo
E o que se tem a fazer
 relaxar e beber
Trocar uma idia com os amigos no BG

Gastar a onda no cu
E o dinheiro em motel
E lembrar sempre de agradecer
Tudo vai virar passado no futuro
E dessa vida no se leva nada

Felicidade  um fim de tarde olhando o mar
E a gravidade no te impede de voar
Longe de toda negatividade
A onda boa se propaga no ar

Nada brilha mais que a vibe da tua alma
O bem e o amor superam tudo
E quando o sol invade os olhos
 s pra te lembrar
Que o bom da vida no tem preo
E  hora de acordar

Felicidade  um fim de tarde olhando o mar
E a gravidade no te impede de voar
Perto de toda positividade
A onda boa se propaga no ar. 






AGRADECIMENTOS

Poucas pessoas fazem isso nos dias de hoje, mas  muito elegante agradecer formalmente os convidados e os presentes recebidos. Se voc abrir os embrulhos depois 
da festa e achar que no conseguir lembrar quem trouxe o que, anote o nome no presente assim que receb-lo. Depois, terminada a festa e a baguna, dedique-se a 
escrever uma pequena mensagem de agradecimento a todos os amigos e familiares. Uma sugesto pode ser:

Querida prima Amanda,

Adorei a sua presena na minha festa de 12 anos! Espero que voc tenha gostado das brincadeiras. Ano que vem tem mais! E muito obrigada pelo lindo livro que voc 
me deu - prometo ler sem contar o final.
Um abrao,

Festa do pijama

Em vez de fazer uma festa, voc pode optar por convidar algumas amigas para dormir em casa na vspera de seu aniversrio, por exemplo.  verdade que esse tipo de 
comemorao envolve bem menos convidados, mas pode ser igualmente divertido.
Ao convidar suas amigas, explique que elas devero trazer pijamas e demais apetrechos para dormir (escovas de dentes, por exemplo). Combine um horrio aps o jantar 
e espere suas convidadas com alguma gostosura, como um chocolate quente, por exemplo. Certifique-se de que h espao para que todas durmam confortavelmente. Se quiser 
concentrar a "festa" no quarto, coloque uma placa na porta: "Proibida a entrada de pessoas no autorizadas". Vocs podem brincar de:

JOGO DA VERDADE

Faa um pequeno crculo e escolha uma forma de tirar a sorte. Vocs podem jogar um dado e determinar que a garota que tirar o nmero mais alto (ou mais baixo) ser 
a escolhida, por exemplo. Outra opo  colocar uma garrafa vazia no meio do crculo e gir-la. Quando ela parar, a menina que estiver posicionada em frente  boca 
da garrafa ser a entrevistada. Ele dever se comprometer a responder honestamente a todas as perguntas.
Sugestes:

* Qual a pior mentira que voc j contou?
* Se voc pudesse beijar qualquer pessoa no mundo, quem seria?
* Qual a qualidade que mais aprecia nas amigas? E o pior defeito?
* Caso pudesse convidar uma pessoa para ir ao cinema, quem chamaria para assistir a: Um filme de amor? Um filme de terror? Uma comdia?

GUERRA DE TRAVESSEIROS


Em geral, ningum programa fazer uma batalha desse tipo - mas ela sempre acontece, mais cedo ou mais tarde. No existem regras para essa brincadeira, mas no custa 
nada ter cuidado para no quebrar nada!


HISTRIAS DE TERROR

Preparadas para um pouco de suspense? Ento,  preciso criar o clima adequado: apague as luzes e acenda uma ou duas velas (pea ajuda para um adulto, pois as velas 
precisam ficar acomodadas em lugar seguro, sem risco de cair e incendiar a casa). Uma idia  pedir que algum leia uma histria assustadora, como A Lenda do Cavaleiro 
Sem Cabea, de Washington Irving; o segundo captulo de Drcula, de Bram Stoker, que relata a chegada do senhor Harkness ao castelo do vampiro; ou O Fantasma de 
Canterville, que no assusta muito, mas  fascinante.

 INVERNO!

No inverno, os dias ficam mais curtos e as pessoas precisam vestir mais roupas para enfrentar a queda da temperatura. Em alguns pases do mundo, o frio  tanto que 
a vida ao ar livre s se torna possvel debaixo de casacos pesados, botas forradas, cachecis e luvas!  nessa estao que, em lugares onde neva, muitos aproveitam 
para praticar os chamados esportes de inverno, como o esqui. E as crianas se deliciam com uma brincadeira tpica da estao: fazer criativos bonecos de neve!



CURIOSIDADES SOBRE O INVERNO

* O inverno  a estao que sucede o outono e antecede a primavera. Por causa das baixas temperaturas em algumas regies do planeta, no passado era uma poca de 
grande dificuldade para a sobrevivncia humana.
* No hemisfrio sul, o inverno comea no dia 21 de junho e se estende at o dia 23 de setembro. Nas regies localizadas acima do Equador, o perodo dura de 21 de 
dezembro a 21 de maro.
* Como forma de sobreviver ao frio intenso e  escassez de alimentos, algumas espcies, como os ursos, dormem todo o inverno. O nome desse processo  "hibernao". 
Quando as temperaturas se elevam um pouco, os "dorminhocos" voltam  vida normal.
* A palavra "inverno" deriva do termo latino hibernus, que significa "tempo de recolhimento".

A SADE NO INVERNO

O inverno requer cuidados especiais, pois trata-se de uma poca favorvel a gripes e resfriados. Pessoas alrgicas tambm tendem a apresentar crises mais intensas. 
Algumas dicas so:

* Hidratar a pele e os cabelos para evitar ressecamento. Caso voc esteja num lugar com bastante exposio ao Sol, no descuide do protetor: mesmo no inverno, os 
raios solares causam danos.
* Se voc pratica esporte com regularidade, no abandone a rotina por causa do frio. Atividades mais associadas ao vero, como a natao, podem ser substitudas 
por caminhadas.
* Fuja da tentao dos doces e chocolates em exagero! A temperatura fria aumenta a vontade de se deliciar com essas gostosuras e, ao contrrio do vero, no estimula 
o consumo de frutas, ricas em fibras e essenciais para o bom funcionamento do corpo.
* Quem vive em locais de temperaturas mais frias precisa proteger os lbios contra o ressecamento. Para isso, basta aplicar protetores labiais ou manteiga de cacau.

VISUAL PARA O FRIO

Para enfrentar o friozinho, nada como acessrios de moda apropriados. Mesmo que no faam parte do guarda-roupa de quem mora em pases mais quentes, costumam ser 
sinnimos de charme e elegncia.
Se voc no vive num lugar frio, mas vai passar uma temporada numa regio de inverno mais rigoroso, no deixe de incluir na sua mala:

* um par de luvas (pode parecer estranho no incio, mas na hora do aperto voc vai adorar sentir as mos protegidas).

* meias quentes, de preferncia aquelas feitas de l, prprias para proteger seus ps do frio.
* touca ou chapu, dependendo das condies climticas. Em lugar de muito vento, por exemplo, pode ser prefervel usar capuz em vez de chapu.
* cachecol, item essencial para dar uma sensao de aconchego mesmo quando os termmetros marcam temperaturas negativas.
* um casaco quente, espesso e longo, tipo sobretudo, para ser vestido por cima das roupas.
* botas resistentes ao frio e, de preferncia, com forrao interna.


fazendo bolas e criando esculturas do jeito como vemos nos filmes?
Se a neve for abundante e houver espao, coloque as mos na massa. Voc ter de sentir qual a melhor consistncia, pois, por incrvel que parea, existem diferenas. 
Quando a temperatura est um pouco mais alta, por exemplo, a neve fica mais seca e tende a se fragmentar, o que impede a formao de bolas consistentes.
Junte as mos e encha-as de neve. Feche e aperte bem, girando um pouco as mos para firmar. Mas cuidado: se apertar com muita fora ou rpido demais, a bola se despedaar.
Para fazer um boneco, voc precisa comear fazendo uma bola do tamanho de suas mos. Quando no couber mais, coloque-a no cho e empurre, para que ela "engorde" 
conforme desliza (mude a posio da bola de vez em quando para que ela cresa de forma homognea).
O boneco tradicional  formado por trs bolas: uma pequena para a cabea, uma mdia para o tronco e uma grande para a parte inferior do corpo. Porm, se no houver 
tanta neve assim, use apenas duas bolas.


Firme bem a maior delas e posicione a menor, apertando com suavidade. Coloque um pouco de neve na regio da "emenda". Siga os mesmos procedimentos para colocar a 
cabea.
Est na hora do acabamento: uma cenoura faz o papel de nariz, dois pedaos de carvo transformam-se nos olhos do boneco e galhos fazem o papel de braos. Se voc 
quiser ousar, acrescente acessrios como chapu, cachecol ou culos.









 hora do lanche!

Quase todas as pessoas reconhecem que, no inverno, aumenta a vontade de consumir delcias quentinhas. Que tal aproveitar essa disposio e caprichar nas bebidas?
CHOCOLATE QUENTE

* 1 litro de leite
* 6 colheres (sopa) de chocolate em p
* acar a gosto


Aquea o leite no microondas e misture o chocolate em p. Mexa bem e adoce. Se quiser caprichar, acrescente algumas gotinhas de essncia de baunilha.



CAF VIENENSE

* 100 gramas de chocolate meio amargo
* 4 colheres (sopa) de acar
* 400 mililitros de caf fervente pouco doce
* 200 mililitros de creme de leite
* chantilly
* canela em p

Pique o chocolate em pedaos grados e coloque-os numa panela junto com o acar. Leve ao fogo (pea ajuda de um adulto) para derreter em banho-maria. Aos poucos, 
acrescente o caf recm-preparado e o creme de leite, batendo sempre com o batedor manual at chegar a uma consistncia espumosa. Coloque o caf em xcaras, enfeite 
com chantilly e espalhe um pouco de canela.

poca de frias

No Brasil, o perodo de frias escolares no inverno  menor do que no vero e, em geral, no passa de um ms. Algumas pessoas viajam, outras no. Que tal aproveitar 
esse perodo para se dedicar a novas experincias?
A seguir, algumas sugestes:


Se voc nunca fez isso antes, que tal aproveitar o perodo das frias para ver se aprova a experincia? Separe um caderno e determine um horrio para escrever suas 
impresses sobre aquele dia. Voc pode registrar atividades do cotidiano, como visitas s amigas ou idas ao cinema, ou discorrer sobre suas sensaes e impresses.

VISITAR LUGARES NOVOS

Voc conhece os principais museus da sua cidade? J visitou locais como o jardim botnico ou o jardim zoolgico mais prximos? No Brasil, esses programas ao ar livre 
podem ser feitos em pleno inverno. Informe-se e se organize para uma experincia nova.

INSCREVER-SE NUMA BIBLIOTECA

O ideal  procurar uma biblioteca pblica. Na falta dela, vale a pena pesquisar se  possvel se associar a bibliotecas vinculadas a instituies particulares, como 
centros culturais, por exemplo. Informe-se sobre as exigncias e faa sua inscrio. Voc vai se surpreender ao encontrar muitos e muitos ttulos que nem sequer 
imaginava...

FAZER UM CURSO ESPECIAL

Quando as frias se aproximam, comea a programao voltada para quem vai passar algumas semanas longe da escola. Voc sabia que alguns locais promovem cursos variados 
(culinria, teatro, circo, msica, equitao etc.) especialmente para crianas e adolescentes? Informe-se e aproveite a oportunidade!

Jardim

Como no Brasil o inverno no  sinnimo de nevascas e de termmetros abaixo de zero, bastam poucos cuidados para que as plantas atravessem bem esse perodo. A principal 
medida  reduzir a quantidade de gua oferecida s plantas dos vasos e jardins, j que faz menos calor no ambiente. Vale lembrar que o excesso de gua pode causar 
o apodrecimento das razes.

Algumas plantas que florescem no inverno so: 

Amor-perfeito (Viola tricolor) 
Azalia (Rhododendron indicum)
Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
Ciclame (Cyclamen persicum)
Cravo (Dianthus caryophyllus)
Glicnia (Wisteria sinensis)
Ip-amarelo (Tabebuia chrysotricha)
Ip-rosa (Tabebuia pentaphylla)
Jasmim-amarelo (Jasminum primulinum) 
Kalanchoe (Kalanchoe blossfeldiana)



DOM PEDRO E INS DE CASTRO

Na obra pica Os Lusadas, o poeta Lus de Cames descreve em versos um dos maiores mitos de Portugal: o romance entre Ins de Castro e o prncipe Pedro, que mais 
tarde se tornaria o rei Dom Pedro I (de Portugal; no confundir com o "nosso" Pedro I, heri da Independncia e primeiro monarca brasileiro).
Ins era filha de um influente cavaleiro da Galcia. Viajou para Lisboa em 1340, como dama de companhia de Dona Constana Manoel, noiva prometida ao prncipe Pedro. 
O herdeiro do trono portugus, de fato, casou-se com Constana - mas logo se apaixonou pela bela Ins, com quem iniciou um rumoroso caso de amor. O rei Dom Afonso 
IV, pai de Pedro, no via esse relacionamento com bons olhos e mandou a cortes para o exlio, na Espanha. Em 1354, porm, Dona Constana morreu ao dar  luz o terceiro 
filho. Pedro imediatamente trouxe Ins de volta, retomando o romance. O rei e seus conselheiros acreditavam que a famlia de Ins havia participado de um compl 
que favorecia os espanhis. E, temendo que os amantes oficializassem sua unio, tomaram uma deciso radical: ordenaram o assassinato de Ins, em 1355.
Revoltado, Pedro jurou vingana e reuniu um exrcito. Pronto para guerrear com o prprio pai, foi convencido pela me a recuar. Dois anos depois, com a morte de 
Dom Afonso, Pedro assumiu o trono e comeou a agir: mandou caar e executar os assassinos da amante e declarou Ins rainha de Portugal, mesmo depois de morta. Diz 
a lenda que o novo rei teria ordenado, ainda, que o corpo de Ins fosse desenterrado e levado a uma cerimnia de coroao. Hoje, no mosteiro de Alcobaa, em Portugal, 
os tmulos de Pedro e Ins apresentam uma inscrio, que segundo os especialistas, pode ser interpretada como simblica desse amor sem limites: "At o fim do mundo".
E  essa a origem do ditado popular que s vezes voc ouve dos adultos: "Agora, Ins  morta."

FESTIVIDADES E COMEMORAES

Dizem que se conhece um povo pela sua disposio em celebrar. No Brasil, alegria no falta: da animao carnavalesca s festas juninas, a alma brasileira se manifesta 
por meio da msica, da dana, das brincadeiras, da culinria...






CARNAVAL

O Brasil tem o carnaval mais famoso do mundo. Durante quatro dias, o pas pra e passa a ser regido pela lei da alegria. Algumas pessoas se fantasiam, outras se 
organizam em blocos ou participam de desfiles. O difcil  ficar parado!

CURIOSIDADES

* A Quarta-Feira de Cinzas marca o fim do carnaval e o incio da Quaresma, perodo dedicado ao recolhimento espiritual que se estende at a Pscoa.
* No Brasil, a comemorao comeou no sculo 17, com a chegada de uma celebrao comum em Portugal, chamada "entrudo". Durante essa festividade, as pessoas iam s 
ruas e jogavam gua umas nas outras.
*  No final do sculo 19, surgiram os primeiros blocos carnavalescos, chamados de "corsos". Seus integrantes se fantasiavam, enfeitavam seus carros e desfilavam 
pelas ruas (origem dos carros alegricos, que existem at hoje).
* A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro. Criada pelo sambista Ismael Silva, chamava-se Deixa Falar.
* Com o tempo, a festa carnavalesca ganhou aspectos regionais. Bonecos gigantes, por exemplo, so a marca da festa que toma as ruas de Olinda, e o som que predomina 
nos dias de folia  o frevo.

Personagens

Voc sabia que alguns personagens que povoaram os carnavais de antigamente, como a colombina e o pierr, so de origem europia:

COLOMBINA

 uma personagem da Commedia dell'Arte, tipo de teatro popular surgido na Itlia, no sculo 16.  caracterizada como moa bonita e astuta, bem-humorada e sempre 
s voltas com fofocas.

PIERR

Tambm se origina da Commedia dell'Arte italiana. Ama Colombina mas no  correspondido. Por isso, simboliza a paixo sonhadora. Em geral,  representado com uma 
lgrima no rosto.

REI MOMO

Na mitologia grega, era o irreverente deus da zombaria, que foi expulso do Olimpo e mandado para a Terra. No Brasil, a presena do Momo na folia comeou em 1933, 
quando um boneco de papelo desfilou pelo Rio de Janeiro e depois foi eleito rei do carnaval.


MARCHINHAS ETERNAS

Pierr apaixonado
Um pierr apaixonado 
Que vivia s cantando 
Por causa de uma colombina, 
Acabou chorando, acabou chorando...
Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, 1935


A jardineira
Oh, jardineira, por que ests to triste? 
Mas o que foi que te aconteceu? 
Foi a camlia que caiu do galho 
Deu dois suspiros e depois morreu...
Benedito Lacerda e Humberto Porto, 1938




Festas juninas

Em quase todo o Brasil, em junho se festejam as datas dedicadas aos trs santos do ms: Santo Antnio, So Joo e So Pedro. A devoo a esses santos  uma herana 
portuguesa, pois as mesmas festividades ocorrem em Portugal e em outros pases da Europa at hoje. Porm, no Brasil, a comemorao ganhou traos prprios, com a 
incorporao de elementos de outros pases e sua adaptao  nossa cultura. Hoje, montar um "arrai" e convidar amigos para comer pipoca e danar quadrilha  comum 
mesmo nas cidades grandes.

ELEMENTOS TRADICIONAIS

Fogueira

Essa tradio relembra a iniciativa de Santa Isabel, me de So Joo, que teria mandado acender uma fogueira enorme para avisar os familiares sobre o nascimento 
do filho.

Quadrilha

Essa dana, que rene muita gente e garante a animao de qualquer festa, se inspirou nos bailes que animavam os sales franceses no final do sculo 19. Em geral, 
um marcador comanda o movimento dos casais, avisando o momento de cumprimentar as damas e os cavalheiros ou "fugir da chuva", por exemplo.

Bales e fogos de artifcio

Como as festividades juninas sempre foram ricas em animao, os fogos de artifcio e os bales logo foram incorporados  tradio. Os bales, por exemplo, originalmente 
eram usados para avisar que a festa estava prestes a comear. Hoje, porm, a prtica de soltar bales  proibida por lei (podem causar incndios). Manipular fogos 
de artifcio tambm  pssima idia - melhor deixar a tarefa para um profissional especializado.

MSICAS

Capelinha de melo

Capelinha de melo 
 de So Joo
 de cravo,  de rosa,  de manjerico.

So Joo est dormindo,
no me ouve no.
Acordai, acordai, acordai, Joo.
Joo de Barro e Adalberto Ribeiro, 1949

Pedro, Antonio e Joo
Com a filha de Joo 
Antnio ia se casar, 
mas Pedro fugiu com a noiva 
na hora de ir pro altar.

A fogueira est queimando, 
o balo est subindo, 
Antnio estava chorando 
e Pedro estava fugindo.
Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago, 1939














No Brasil, o ms de junho  tempo de colher milho, importante ingrediente de nossa culinria. Por isso, est presente em muitos pratos que no costumam faltar nos 
"arrais": pamonha, curau, canjica, cuscus, bolo de milho... Outros pratos "juninos" so arroz-doce, bolo de amendoim, broa de fub, cocada, p-de-moleque e batata-doce.













Dia das Bruxas

Na noite de 31 de outubro, crianas de vrios pases celebram o Dia das Bruxas (em ingls, o nome da festividade  Halloween! Embora se trate de uma comemorao 
antiga e surgida no norte da Europa, foi nos Estados Unidos que a festa se popularizou - assim como o hbito de bater nas casas e pedir "gostosuras ou travessuras"!

FANTASIAS

Bruxa
Qualquer vestido preto (de preferncia bem velho) compe o visual bsico. Os complementos ficam por conta do chapu (aqueles pontudos, tpicos das bruxas de contos 
de fadas),  venda em lojas de artigos para festas. Ah, no se esquea da vassoura!

Fantasma
Um lenol branco velho d conta do recado. Antes de fur-lo para fazer as aberturas para os olhos, porm, pea autorizao para um adulto! Se voc optar por um tecido 
grande, tome cuidado para no tropear ao caminhar.
Monstro ou assombrao
Para criar uma figura realmente assustadora, voc vai precisar de uma mscara. Usando perucas de carnaval, chapus, capas e um pouco de imaginao,  possvel se 
transformar em uma vampira ou mmia de arrepiar!

VOC SABIA QUE. ..

...em 2005 foi adotado oficialmente o Dia do Saci, comemorado no dia 31 de outubro? O objetivo da medida  preservar o patrimnio folclrico brasileiro.

LANTERNA DE ABBORA









Quantas vezes voc j viu em algum filme aquelas abboras recortadas e iluminadas por uma vela? Pois  fcil fazer uma! Depois,  s assustar seus amigos...
Para comear, escolha uma abbora bem bonita, de cor alaranjada e sem imperfeies na casca. Em geral, as abboras maiores rendem visuais mais impressionantes, mas 
as pequenas so mais firmes - e, portanto, mais fceis de recortar.
Verifique se a abbora pra em p sem balanar. Se preciso, acerte a base para garantir a estabilidade. Em seguida, recorte a tampa: faa uma abertura que permita 
a voc instalar uma vela dentro da abbora.
Com as mos, retire a parte interna, inclusive as sementes. Para finalizar essa "limpeza", use uma colher de sopa ou de sorvete. Tente deixar as paredes da abbora 
com cerca de 1 centmetro de espessura, para que fiquem translcidas.
Agora,  hora de recortar o rosto e, para essa tarefa,  melhor pedir a ajuda de um adulto. Voc vai precisar de uma faca e de muito cuidado! Primeiro, desenhe com 
um lpis os olhos e a boca (em geral, os olhos so quadrados, o nariz  triangular e a boca tem aparncia de "dentada". Comece o recorte sobre as linhas, primeiro 
usando uma faca pontiaguda (lembre-se de pedir orientao a um adulto!) e, depois, uma faca serrilhada.
Finalmente, coloque a vela dentro da abbora, de preferncia em uma janela ou outro lugar de boa visibilidade. Acenda a vela s depois de acomodar a abbora no local 
definitivo. Boa diverso!


LAMPIO E MARIA BONITA

Serto baiano, 1929. Depois de mais uma de suas freqentes brigas com o marido, Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Dia, busca refgio no stio dos 
pais - sem saber que comearia, naquele momento, a se tornar um mito. Ao chegar ao lar paterno, a moa de 18 anos tem a surpresa: ali est hospedado o bando de Virgulino 
Ferreira da Silva, o Lampio, inimigo nmero 1 da polcia de vrios Estados do Nordeste. Bandido sanguinrio para uns, justiceiro para outros, o "rei do cangao" 
era um velho conhecido da famlia Oliveira e tinha muitos admiradores naquela regio.
O fenmeno do cangao havia surgido no final do sculo 19. Na poca, os grandes latifundirios nordestinos, ou "coronis", controlavam o poder regional, impondo 
sua vontade e espalhando a injustia por meio de violentos bandos de jagunos. Aos poucos, comearam a se formar grupos de mercenrios independentes. Nmades, viviam 
pelos sertes e caatingas promovendo assaltos, extorso a fazendeiros e emboscadas "sob encomenda" de chefes polticos. Eram os cangaceiros: gente nascida do povo 
que, pela violncia, impunha temor e respeito aos coronis.
Lampio se apaixonou  primeira vista por Maria, e ela por ele. Pouco tempo depois, o cangaceiro tomou uma deciso indita: com permisso dos pais da moa, incorporou 
Maria ao bando, para marchar ao lado dele em suas andanas. Nasceu assim a histria de Maria Bonita, a primeira mulher cangaceira - depois dela, muitas outras vieram. 
Virgulino e Maria viveram juntos por oito anos. Durante esse perodo, ela teve uma filha e chegou a ser baleada num tiroteio. Em 1938, a trajetria do casal de criminosos 
mais famoso do pas chegou ao fim. Encurralados no serto de Sergipe, ambos foram mortos pela polcia ao lado de nove companheiros de bando. Sua execuo anunciou 
o encerramento da era do cangao. E tambm o incio da lenda sertaneja, que seria contada e recontada nas dcadas seguintes.

 PRIMAVERA!



A chegada da primavera d incio  estao das flores, a mais colorida e alegre de todas!
Com temperaturas amenas e dias ensolarados, o ambiente fica perfeito para passear, observar a natureza e apreciar a beleza que nos cerca!




CURIOSIDADES SOBRE A PRIMAVERA

* A primavera  a estao que comea quando termina o inverno. Quando ela se acaba, tem incio o vero. Em geral, essa estao  associada ao surgimento das flores 
e  beleza da natureza.
* No hemisfrio sul, a estao das flores se estende entre 23 de setembro e 21 de dezembro. Acima do Equador, vai de 20 de maro a 21 de junho.
* Por apresentar temperaturas mais amenas aps um perodo de frio, no passado a primavera era bastante esperada, sobretudo em regies de clima mais severo. Em muitos 
lugares, marcava-se a chegada da estao com festas e celebraes.



FRASES

"A primavera chegar, mesmo que ningum mais saiba seu nome, nem acredite no calendrio, nem possua jardim para receb-la." Ceclia Meireles

"Os poderosos podem matar uma, duas ou trs rosas, mas jamais conseguiro deter a primavera." Che Guevara


"O inverno cobre minha cabea, mas uma eterna primavera vive em meu corao." Victor Hugo

"Ns dois? - No me lembro. 
Quando era que a primavera caa em setembro?" 
Guilherme de Almeida


JARDIM

Que tal aproveitar a inspirao trazida pelas flores e renovar o jardim?
A primeira coisa a fazer  arrumar a terra dos canteiros, revolvendo-a para recuperar a maciez. Lembre-se de que a terra precisa estar fofa para garantir a oxigenao 
e a entrada da gua.
Outra medida importante  adubar a terra. Essa "forcinha" no precisa ser dada apenas na primavera, mas, por se tratar de um momento de renovao, a poca favorece. 
Pea a ajuda de um adulto para manusear qualquer tipo de adubo.
Se as plantas de seu jardim ou canteiro apresentarem sinais de pragas ou doenas,  preciso cuidar delas. Retire as partes adoentadas e verifique qual o problema.
Aproveite a estao para semear plantas anuais, como o girassol (Hellianthus annus), a calndula (Calendula officinalis) e o amor-perfeito (Viola tricolor). Com 
essa srie de cuidados simples, voc garante a beleza do jardim!

FLORES SECAS

A abundncia (e a variedade) de flores pode servir de estmulo para uma prtica antiga e muito agradvel: a secagem das plantas. Feita de maneira correta, a tcnica 
permite preservar as formas e as cores naturais de diversas espcies.
O mtodo mais simples  a secagem ao ar livre. Para isso, basta colher as flores preservando um pouco do caule e algumas folhas. Depois, forme ramalhetes (rena 
no mximo dez unidades) e amarre os caules.

Escolha um local arejado, seco e com circulao de ar, como uma garagem, por exemplo.  essencial que os ramos fiquem protegidos da chuva, da umidade e do Sol direto. 
Para pendurar os ramalhetes, escolha um varal estendido a pelo menos 20 centmetros de distncia do teto. Prenda os ramos com barbante, de cabea para baixo e... 
espere.        

Essa forma de preservao  ideal para plantas resistentes  ao do tempo, como cravos (Dianthus caryophyllus), primaveras (Bougainvillea glabra) e hortnsias (Hydrangea 
macrophylla). Voc pode colocar as flores secas dentro de pequenos sachs de tecido e oferecer de presente s amigas.  uma tima idia para perfumar gavetas!
 hora do lanche!

As tardes de primavera combinam com refeies deliciosas! Experimente convidar suas amigas para um encontro e prepare uma mesa bem florida. Enfeite-a com vasos de 
flores, guardanapos decorados e ptalas de rosas. Para o cardpio, voc pode incluir sobremesas leves e saborosas. Vamos tentar?

MUSSE DE CHOCOLATE

* 1 tablete de chocolate meio amargo
* 1 lata de creme de leite (sem o soro)
* 3 claras
* 3 colheres (sopa) de acar

Pique o chocolate e coloque num recipiente refratrio. Leve ao microondas por 1 minuto e meio, em potncia mdia, at que derreta. Retire com cuidado (lembre-se 
de pedir ajuda para um adulto!) e mexa at esfriar. Acrescente o creme de leite e reserve. Para bater as claras em neve com o acar, ser preciso contar outra vez 
com o auxlio de um adulto. Depois, misture as duas partes e leve para gelar por trs horas. Enfeite com chocolate granulado ou raspas de chocolate e bom apetite!

MUSSE DE MARACUJ

* 1 copo de suco de maracuj
* 1 lata de creme de leite (sem o soro)
* 1 lata de leite condensado
* 
I
Bata no liquidificador os trs ingredientes e passe-os para copos ou taas individuais. Leve para gelar e sirva!

MULHERES INSPIRADORAS

Rosa Parks (1913-2005)
Em 1955, no estado norte-americano do Alabama, vigorava um violento regime de discriminao racial. Uma das prticas aceitas na poca era a de separar brancos de 
negros em locais pblicos, por exemplo. Alm disso, uma organizao clandestina chamada Ku Klux Klan, que acreditava na superioridade dos brancos, promovia matanas 
de negros (infelizmente, o grupo existe at hoje).
Um dia, Rosa Parks, costureira e militante de uma organizao de defesa dos direitos dos negros, recusou-se a se levantar do banco, no nibus, para ceder seu lugar 
a uma passageira branca. Na poca, as quatro primeiras filas dos coletivos eram exclusivas para brancos, e os negros tinham de se acomodar nos fundos do veculo. 
A atitude de Rosa pode parecer simples hoje, mas em 1955, em pleno regime de segregao, foi um ato de grande coragem.
Por se recusar a se levantar, Rosa Parks acabou presa e multada - mas seu protesto deu origem a um movimento de boicote ao uso de transportes pblicos que durou 
mais de um ano. Em seguida, uma lei proibiu a segregao dentro dos nibus. A coragem da costureira foi o incio da luta pela igualdade e comprovou as palavras do 
filsofo chins Lao-ts: "Um percurso de mil quilmetros comea com um simples passo".

NATAL

H muito o que falar sobre essa poca de alegria e confraternizao! Mas sempre  bom lembrar que o Natal no se resume a uma ocasio para comprar presentes e gastar 
dinheiro: na festa, a famlia e os amigos ocupam o papel principal. Um carto feito em casa, por exemplo, pode ter mais significado do que presentes comprados em 
lojas.



CURIOSIDADES SOBRE O NATAL

* A comemorao do Natal foi instituda oficialmente no ano 354 d.C.
* O Natal  comemorado em 25 de dezembro pela Igreja Catlica Romana, e no dia 7 de janeiro pela Igreja Ortodoxa.
* Embora seja uma festa crist, trata-se de uma data considerada mundialmente, por pessoas de todas as crenas, como consagrada  paz e  solidariedade entre os 
homens.
* O bispo catlico So Nicolau viveu no sculo 4o. Conhecido pela generosidade com as crianas, a quem distribua presentes, inspirou a criao da figura do Papai 
Noel.
* Voc sabe os nomes das renas do Papai Noel? Rodolfo (a de nariz vermelho), Corredora, Danarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovo e Relmpago.
* A tradio crist celebra em 6 de janeiro o dia de Reis. E a data em que os enfeites de Natal devem ser desmontados. Caso no sejam retirados nessa data, a tradio 
manda deix-los montados durante todo o ano!
* No jogue fora seus cartes de Natal. Guarde-os em uma caixa e procure utiliz-los novamente no Natal seguinte: recorte estrelas, anjos e desenhos de Papai Noel 
ou rvores de Natal para reutiliz-los como enfeites em presentes e novos cartes.

*        Carta ao Papai Noel
*        A carta ao bom velhinho pode ser deixada na rvore de Natal, na lareira ou enviada pelo correio. Neste ltimo caso, h muitas opes de endereo. O mais 
convencional ... o Plo Norte!

FELIZ NATAL!

Confeccionar cartes exclusivos pode ser divertido! Voc vai precisar de:

* cartolina
* cola
* tinta
* glitter
* tesoura
* imagens natalinas ou folhas e sementes

Escolha uma cor de cartolina do seu gosto. Recorte um retngulo do tamanho de um papel sulfite e dobre ao meio. Na parte interna, escreva as mensagens com uma caligrafia 
caprichada (os amigos vo adorar receber um carto escrito especialmente para eles!).
Para confeccionar a capa, use sua criatividade. Voc pode fazer um fundo colorido e aplicar colagens com imagens natalinas (estrelas, prespios, anjos, embrulhos 
de presentes...) ou recolher sementes e folhas e compor uma
paisagem com esses elementos. Para dar brilho ao desenho, aplique alguns detalhes com glitter - mas com cuidado, para no exagerar!

ENFEITES DE RVORE

Antes de comear a decorar a rvore, verifique se as luzes do enfeite esto funcionando. No h nada mais frustrante do que passar horas arrumando a rvore de Natal 
para depois descobrir que o pisca-pisca no funciona!
Na hora de colocar as luzes, comece pelo alto e tente distribu-las de maneira uniforme at a base. Arrume o festo (se no tiver, pode usar uma fita vermelha, branca, 
prateada...) pelos galhos, sem esquecer das pontas.
Em seguida, pendure os enfeites. Coloque primeiro os maiores, mantendo uma distncia regular entre cada um. Preencha os espaos com os itens menores, deixando os 
mais bonitos nos galhos superiores. Procure colocar na parte superior os enfeites mais delicados, e acomode os mais resistentes na parte de baixo, mais sujeita a 
esbarres. Para finalizar, arrume uma estrela ou um anjo no topo da rvore e acenda as luzes.

GALHOS NATALINOS

Para quem no tem espao para uma rvore grande ou passa o Natal fora de casa, existe uma alternativa (simples e divertida) de manter o clima natalino. Voc vai 
precisar de:
* galhos secos
* uma lata de tinta spray metlica, cor prata ou dourada
* luzes tipo pisca-pisca
* Procure galhos secos de rvore. Rena os que considerar mais bonitos e pinte-os com spray metlico (faa isso ao ar livre). Quando a tinta secar, acomode os galhos 
num pote ou vaso, dispondo-os como uma rvore. Coloque as luzes e decore os galhos com os enfeites natalinos.




SINOS DE PAPELO

* caixa de ovo de papelo vazia
* tesoura
* lpis ou palito
* tinta para papel
* fita adesiva
* cola
* glitter
* linha de bordado dourada, fita, l ou festo


Corte cada cavidade da caixa de ovo individualmente. Apare as bordas e deixe-as lisas e uniformes, no formato de sinos. Use o lpis ou o palito para fazer um furo 
na parte superior. Pinte a parede de dentro e espere secar. Depois, passe cola na parte externa e espalhe o glitter. Corte pequenas tiras de linha, fita ou festo 
para fazer as alas e passe-as pela abertura da parte superior do sino (prenda por dentro com um pedao de fita adesiva). Para fazer o badalo dos sinos, corte pedaos 
de festo (cerca de 1 centmetro mais longo que os sinos) e cole-os na parte interna.

BISCOITOS DECORATIVOS

* 2 xcaras (ch) de farinha
* 1/2 xcara (ch) de sal
* 1 xcara (ch) de gua
* assadeira
* papel-alumnio
* corantes para alimentos

Misture a farinha e o sal em uma tigela e adicione gua aos poucos, at que a mistura se transforme em uma massa firme. Coloque-a em superfcie plana e suavemente 
coberta de farinha. Amasse at ficar macia e elstica. Se ficar pegajosa, acrescente um pouco mais de farinha at chegar  consistncia adequada. Coloque a massa 
de volta na tigela, cubra-a com um pano e deixe descansar por meia hora.
Abra a massa com o rolo (coloque farinha no rolo tambm), at deix-la com cerca de 0,5 centmetros de espessura. Use forminhas em forma de estrelas, anjos ou rvores. 
No se esquea de fazer uma abertura na parte superior, por onde ser passada a fita para amarrar o enfeite na rvore.
Coloque os enfeites numa assadeira coberta com papel-alumnio. Pea ajuda de um adulto para acender o forno e asse em fogo baixo (120C) at a massa ficar consistente 
e seca. Antes de mexer nos enfeites, verifique se esto totalmente frios. Decore com corante e glitter. Passe a fita pela abertura da parte superior e amarre os 
enfeites na rvore.

MEIAS NATALINAS

Acredita-se que Papai Noel morou na Turquia antes de se mudar para o Plo Norte. Foi l que, certa vez, o bom velhinho quis presentear trs garotas com dinheiro. 
Como queria fazer tudo em segredo, jogou o dinheiro pela chamin da casa - e as moedas caram dentro das meias das garotas, postas para secar junto da lareira. Vem 
dessa lenda a tradio europia de pendurar meias para receber os presentes na vspera de Natal.
No h problema algum em pendurar uma meia comum ou at uma fronha de travesseiro para essa finalidade. Mas ter uma meia especial para o Natal  ainda melhor!  
fcil de fazer e divertido de decorar. E mais: pode-se adicionar um novo enfeite a cada ano e, quando voc tiver seus prprios filhos, pode dar a meia para eles! 
Voc vai precisar de:

* papel ou cartolina e lpis
* 1 metro de feltro
* tesoura
* linha de bordado
* retalhos de feltro (vrias cores)
* lantejoula
* fita

Desenhe uma meia no papel ou na cartolina (voc pode usar uma meia de verdade como modelo). Dobre o feltro ao meio e prenda o molde de papel no feltro com alfinetes 
de costura. Corte seguindo o molde, de modo a obter dois lados idnticos.
Para personalizar sua meia, escolha uma linha de bordado de cor contrastante e borde seu nome ou suas iniciais. Outra dica  recortar uma rvore de feltro verde 
e costur-la na meia. Voc tambm pode presentear algum com a meia natalina: faa um lao de fita, prenda-o num retalho de feltro e depois costure o feltro na meia.
Com a linha de bordado, costure as bordas laterais da meia. Prenda tambm uma fita na parte superior da meia, para fazer a ala.



GOSTOSURAS

Esse enfeite pode servir tanto para decorar a rvore de Natal quanto para oferecer como lembrana. Voc vai precisar de:

* balas e doces
* rolos de papel (somente o papelo)
* papel crepom ou papel de seda
* cola
* fita ou festo
* cola glitter
* imagens ou desenhos de cartes de Natal

Coloque as balas e doces dentro do rolo de papel (ilustrao A). Voc tambm pode colocar uma mensagem de Natal ou uma dedicatria junto com as guloseimas. Separe 
um pedao de papel crepom ou de papel de seda para embrulhar o rolo (com aproximadamente 15 centmetros de sobra em cada borda). Cubra com o papel e cole. Faa laos 
nas bordas com fitas ou festo.
Para decorar, crie desenhos com a cola glitter ou cole pequenas ilustraes tiradas de enfeites ou cartes de Natal antigos, como estrelas, anjos, rvores, etc... 
(ilustrao B) Use a imaginao!

ENFEITE DE LARANJA E CRAVOS

O aroma combinado de laranja e cravos faz com que esse enfeite tambm perfume a casa para o Natal. Antigamente, na Europa, as pessoas utilizavam este tipo de decorao 
para disfarar o mau-cheiro. Depois do Natal, guarde-o numa gaveta ou pendure-o no armrio, para afugentar traas. Voc vai precisar de:

* 1 laranja
* 60 centmetros de fita
* cravos
* dedal de costura, palito ou agulha de tric (opcional)

Passe a fita ao redor da laranja, com uma faixa na horizontal e uma na vertical, como um embrulho de presente. Aperte bem. Faa um n firme na parte superior da 
laranja, e, com a fita que sobrou, faa um lao para pendurar o enfeite depois de pronto. A laranja ficar dividida em quatro partes iguais.
Trabalhe em cada uma das partes, cobrindo-as com cravos. Pressione o cravo contra a laranja, at que ele penetre na fruta. (Caso seu dedo comece a doer, utilize 
o dedal ou fure primeiro a laranja com um palito ou agulha de tric). Com um pouco de prtica, no ser difcil criar formas com os cravos, como crculos, faixas 
ou ondas. Coloque o enfeite em sua rvore ou em um arranjo de mesa.


LEITURA DA SORTE

Desde que o mundo existe, as pessoas nutrem curiosidades sobre o futuro. Ser que vou conhecer outros pases? Viajar muito? Encontrar pessoas interessantes? So 
algumas das questes, entre tantas, que qualquer uma de ns faria se encontrasse uma lmpada mgica, por exemplo.
Numa poca regida pela cincia, em que a realidade que nos cerca parece decorrer de experincias comprovadas e concretas, ainda assim restam alguns traos dessa 
inquietao ancestral. L do passado vieram algumas prticas, como a astrologia e a quiromancia. E, embora ningum possa garantir que o futuro est na palma das 
mos ou nas estrelas, no custa tentar!

Leitura das mos

Voc sabia que o formato e o tamanho das mos, assim como as linhas e marcas, podem trazer informaes sobre caractersticas de sua personalidade e at ajudar a 
prever seu destino?  o que afirma a quiromancia, uma prtica presente em diversas culturas antigas, como a ndia, a China e o Egito.
Para comear, pratique essa tcnica em suas prprias mos, at se acostumar com as linhas e marcas principais, e conhecer os significados correspondentes. Em seguida, 
utilize suas habilidades para mostrar s amigas o que o destino reserva para elas!

O que dizem os dedos:

Dedo indicador mais longo que o dedo anelar: Voc  uma lder nata! Mas preste ateno s exploses de temperamento.

Dedo anelar mais longo que o dedo indicador: Voc  uma pessoa criativa e tem muitas idias originais.

Polegar flexvel: Voc se adapta bem s mudanas. 

Polegar pouco flexvel: Voc  teimosa e gosta das coisas como elas so. 

Polegar longo: Esse  um sinal de personalidade forte, mas tambm pode indicar lealdade em relao aos amigos.

Mensagens da palma da mo

Para aprender a ler as mos,  preciso conhecer as regies (chamadas de "montes") e seus significados:

1.Vnus: amor, ternura e simpatia. Porm, um monte de Vnus muito macio e elevado pode sugerir uma personalidade tolerante demais.
2. Marte: simboliza a coragem e a perseverana, mas tambm revela determinao e competitividade. Um monte de Marte muito elevado pode indicar excesso de agressividade.
3. Jpiter: autoconfiana e ambio. Uma salincia pequena indica timidez, enquanto o contrrio pode significar presuno e egosmo.



1. Apolo: criatividade e talento para artes. Muito pronunciado pode significar superficialidade e arrogncia; pouco pronunciado revela, em geral, uma personalidade 
menos artstica.
2. Saturno: preocupao com os outros, sensibilidade e tranqilidade. Se o monte de Saturno for destacado,  sinal de personalidade solitria; se for pequeno (ou 
inexistente), pode indicar frivolidade.
3. Mercrio: habilidade nos negcios, eficincia e adaptao a mudanas. As pessoas que tm essa regio mais pronunciada tendem a ser perspicazes, agradveis e a 
ter sucesso na vida profissional.
4. Lua: criatividade, curiosidade e disposio. Uma salincia muito desenvolvida pode ser sinal de tendncia para fantasiar situaes ou agir com ingenuidade.

O futuro nas linhas

1.Linha da vida: tambm conhecida como linha da vitalidade. Indica como anda a sade fsica, o bem-estar e a energia. Uma linha da vida longa e forte, com uma grande 
curva na palma, denota uma personalidade cheia de vigor e generosidade. Uma interrupo nesta linha pode significar doena ou uma grande mudana.
2. Linha do destino: representa a carreira e,  claro, o destino. Uma linha inteira e regular pode indicar uma carreira de sucesso. Acredita-se que a ausncia dessa 
linha significa uma vida repleta de luxo e felicidade.
3. Linha da cabea: indica suas habilidades e aptides. Quando esta linha cruza a palma de forma bem definida, denota uma pessoa prtica e equilibrada. J uma linha 
mais tortuosa aponta para uma personalidade imaginativa e criativa. Se o trao for fino e fraco, pode ser sinal de falta de perseverana e de concentrao.
4. Linha do corao: quando esta linha percorre a palma em uma curva ntida e sem interrupes, indica amor e fidelidade. Por outro lado, falhas no trao podem representar 
decepes. A presena de muitas ramificaes revela um corao inconstante.



Zodaco

O zodaco rene doze signos, cada um correspondente a uma constelao. O signo de uma pessoa  definido pela posio do Sol momento de seu nascimento. Cada signo 
possui um elemento particular: terra, gua, fogo e ar.

ries
21 de maro - 20 de abril
Elemento: fogo
Pedras: diamante, ametista
Arianos famosos: Charles Chaplin, Monteiro Lobato
Primeiro signo do zodaco. Os nativos de ries tendem para uma ligeira ingenuidade. Muito animados, cheios de energia, agradveis e otimistas, tambm podem se mostrar 
autoritrios, egostas, indelicados e agressivos. Costumam apaixonar-se  primeira vista.

Touro
21 de abril - 20 de maio 
Elemento: terra 
Pedras: esmeralda, jade
Taurinos famosos: William Shakespeare, Sigmund Freud
Taurinos apresentam-se como pessoas confiveis, gentis, amveis, dedicadas e fiis. Do lado negativo, podem ser teimosas e preguiosas. No amor, os taurinos mostram-se 
devotados e confiveis, mas s vezes um tanto possessivos.

Gmeos
21 de maio - 20 de junho 
Elemento: ar 
Pedras: berilo, gata
Geminianos famosos: Paul McCartney, Marilyn Monroe, Fernando Pessoa
Os geminianos mudam suas caractersticas facilmente. Em um momento, esbanjam charme, talento e extroverso; em outro, podem revelar seu lado superficial, furtivo 
e cruel. No plano afetivo, revelam-se namoradores e um pouco egostas.


Cncer
21 de junho - 21 de julho
Elemento: gua
Pedras: rubi, pedra lunar
Cancerianos famosos: Tom Cruise, Princesa Diana
Trabalhadores, espirituosos e gentis, os cancerianos em geral costumam ser muito ligados a suas mes! Ningum deve se surpreender se o mau humor, a insegurana e 
a impacincia dominarem os nativos deste signo. No amor, so devotados e muito romnticos.

Leo
22 de julho - 22 de agosto 
Elemento: fogo 
Pedras: rubi, topzio
Leoninos famosos: Napoleo, Madonna, Caetano Veloso
Generosos, incansveis, otimistas, espirituosos e criativos - assim so os leoninos. Quando irritados, contudo, agem com teimosia e autoritarismo. Na vida afetiva, 
tendem a ser afetuosos, passionais e prestativos, mas tambm ciumentos.

Virgem
23 de agosto - 22 de setembro 
Elemento: terra 
Pedras: safira, gata
Virginianos famosos: Michael Jackson, Agatha Christie, Gustavo Kuerten
Os virginianos so aqueles que arrumam tudo  perfeio. Gentis, tmidos, articulados e sbios, tambm apresentam um lado meticuloso, melanclico e enxerido. Muito 
exigentes na escolha de seu parceiro, costumam ser amveis e fiis.

Libra
23 de setembro - 22 de outubro 
Elemento: ar
Pedras: opala, safira e diamante
Librianos famosos: John Lennon, Fernanda Montenegro, Vinicius de Moraes
Sob este signo nascem muitas pessoas agradveis, cuidadosas e com inclinao para a arte. Indeciso, vaidade e excesso de tolerncia figuram entre seus possveis 
defeitos. Os librianos apaixonam-se facilmente e so muito romnticos, mas, s vezes, tambm namoradores.

Escorpio
23 de outubro - 21 de novembro 
Elemento: gua 
Pedras: nix, topzio
Escorpianos famosos: Pablo Picasso, Jos Saramago, Pel
Confiabilidade, autenticidade, perspiccia e coragem caracterizam este signo. Do lado negativo, pode-se ressaltar uma certa tendncia ao rancor,  desconfiana e 
 possessividade. Passionais e devotados, os escorpianos tm um qu de melancolia e tendem a esconder seus sentimentos, o que os leva s vezes a ser mal interpretados.



Sagitrio
22 de novembro - 21 de dezembro 
Elemento: fogo
Pedras: turquesa, topzio, ametista
Sagitarianos famosos: Steven Spielberg, Dom Pedro II
Os sagitarianos so inteligentes, talentosos e animados. Algumas vezes, deixam as coisas escaparem do controle, por pura inconsequncia. Levam a vida com paixo, 
mas no se recusam a parar para refletir.

Capricrnio
22 de dezembro - 20 de janeiro
Elemento: terra
Pedras: granada, turmalina
Capricornianos famosos: lvis Presley, Martin Luther King
Inicialmente, as pessoas deste signo podem parecer caladas. Depois de conhec-las, porm, percebe-se que so muito divertidas, alm de trabalhadoras, responsveis 
e fiis. Tendem  melancolia,  timidez e  ganncia. Mesmo sendo confiveis e estveis, inclinam-se a ocultar seus sentimentos.

Aqurio
21 de janeiro - 19 de fevereiro 
Elemento: ar
Pedras: gua-marinha, safira
Aquarianos famosos: Bob Marley, Carmen Miranda
Os aquarianos so honestos, criativos, originais e cheios de idias. De outro lado, mostram-se um tanto esquecidos, rebeldes, excntricos e excessivamente sensveis. 
Um aquariano costuma se apaixonar por algum parecido com ele.

Peixes
20 de fevereiro - 20 de maro
Elemento: gua
Pedras: turquesa, ametista
Piscianos famosos: Albert Einstein, Elis Regina
Generosidade, espirituosidade, romantismo e amor caracterizam os piscianos, que tambm podem ser tmidos, hesitantes e demasiadamente emocionais. Apaixonados e sensuais, 
tendem a ficar com algum em quem possam confiar.

A sorte no papel

Um mtodo muito simples de "investigar o futuro" se baseia num instrumento de papel, feito com tradicionais dobraduras no estilo origami. Conhecido em vrias partes 
do mundo, esse pequeno "orculo" pode ser manuseado por qualquer pessoa.
Numa folha de papel sulfite, faa um quadrado (aproximadamente 20 centmetros por 20 centmetros). Dobre-o ao meio para formar um tringulo e depois no sentido oposto, 
a fim de obter um vinco em forma de "x".
Dobre uma das pontas at o centro do quadrado. Repita o movimento com as outras trs extremidades (ilustrao A). Vire o papel ao contrrio e repita o procedimento, 
dobrando novamente todas as pontas at o centro do quadrado (ilustrao B). Dobre o quadrado pela metade.
Coloque o polegar e o indicador das duas mos nas aberturas de cada ponta. Retire seus dedos e coloque o instrumento sobre uma superfcie lisa. Pinte os quadrados 
da parte inversa (onde voc coloca os dedos) com cores diferentes.
Vire do outro lado e numere os tringulos de 1 a 8 (ilustrao C).
Abra as abas e escreva palavras como "sim" ou "no"; ou crie comentrios ou previses para cada nmero.








Pea a uma amiga para pensar numa pergunta simples, que possa ser respondida com "sim", "no", "talvez" ou "espere um pouco".
Depois, pea que ela escolha uma das quatro cores do instrumento. Para cada cor escolhida, voc deve abrir e fechar o instrumento com o polegar e o indicador.
Os nmeros ficaro visveis e ela ter de escolher um deles. Abra e feche o orculo de acordo com o nmero informado.
Para finalizar, sua amiga deve escolher um dos nmeros. Ao levantar a aba correspondente, ela saber a resposta para a pergunta feita no incio da consulta!
H inmeras variaes dessa brincadeira. Voc pode desenhar flores ou smbolos em vez de utilizar cores, por exemplo. Se quiser se divertir, substitua respostas 
diretas ("sim" ou "no") por previses inesperadas, como: "voc vai se casar com um astronauta", "voc ser me de gmeos" ou "voc ser uma estrela de cinema".



PRIMEIROS SOCORROS

Acidentes acontecem a qualquer hora. Muitos ocorrem dentro de casa, com maior freqncia na cozinha ou no banheiro. Alguns, de menor gravidade, como um pequeno corte 
no dedo ou uma queimadura leve, podem ser tratados na hora. Basta ter conhecimentos bsicos sobre primeiros socorros. Porm, como as avs gostam de dizer,  sempre 
melhor prevenir do que remediar!
Emergncia


Em casos de emergncia ou acidentes srios, ligue para o nmero 192 (Servio de Atendimento Mvel de Urgncia - SAMU) e pea ajuda. Uma medida importante  deixar 
 mo - perto do aparelho ou registrado na memria do celular - o nmero do telefone do mdico da famlia e do hospital mais prximo.

CUIDADOS NA COZINHA

* Nunca deixe panelas no fogo com o cabo virado para fora.
* Cuidado com os cabos e as tomadas dos aparelhos eltricos.
* Na hora de usar facas e tesouras afiadas, ateno. Pea ajuda de um adulto.
* Aps o uso, guarde bem os instrumentos afiados. Facas, por exemplo, devem ser colocadas em gavetas longe do alcance de crianas pequenas.

CUIDADOS NO BANHEIRO

* Cuidado ao entrar e sair do chuveiro ou da banheira.
* Jamais corra sobre piso molhado.
* No coloque objetos eltricos em contato com a gua da banheira. Aparelhos movidos a eletricidade devem ser mantidos afastados da gua.

CUIDADOS NAS ESCADAS

* Nunca corra ao subir ou descer escadas, principalmente se estiver s de meias ou chinelos.

Pequenos acidentes

CORTES E ARRANHES

Lave bem o local do ferimento, com gua abundante. No caso de um pequeno arranho ou corte, pode-se aplicar um pouco de antissptico, para completar a limpeza, e 
proteger o local com uma bandagem. Caso haja sangramento difcil de parar, experimente erguer o ponto ferido acima do nvel do corao, cobrindo-o e pressionando-o 
com algodo ou gaze. No toque diretamente com a mo.


OLHO ROXO E HEMATOMAS

O sangramento interno dos tecidos causa o hematoma, que nada mais  do que uma mancha e um inchao na pele. Aplique compressas frias: pode ser um pano umedecido 
em gua, cubos de gelo envolvidos num saco plstico ou uma bolsa de gua gelada. Pressione levemente sobre o hematoma por cerca de 10 minutos.
Para aqueles que apresentam vrios hematomas e dores (originadas de uma queda, por exemplo), recomenda-se um banho quente de banheira, para aliviar e acalmar.


DOR DE DENTE

Dor de dente  sinal de algo errado.
O melhor a fazer  marcar um horrio e consultar seu dentista.

BOLHAS NOS PS

Bolhas geralmente aparecem depois de uma longa caminhada ou trilha. Para evit-las, procure usar talco em seus ps, utilizar meias confortveis e calar sapatos 
ou tnis adequados  atividade.
Se a bolha insistir em aparecer, passe antissptico no local e cubra-a com uma bandagem.  muito importante cuidar para que a bolha no estoure - mas, se isso acontecer, 
no retire a pele morta que a cobre, pois ela protege a regio sensvel do ferimento.

QUEIMADURAS SUPERFICIAIS

Queimaduras so causadas por calor, atrito ou eletricidade, enquanto as escaldaduras so causadas por vapor ou gua quente. As queimaduras so classificadas de acordo 
com a profundidade dos danos causados  pele: elas podem ser de primeiro, segundo e terceiro grau.
Para queimaduras leves, que causam apenas vermelhido na pele, recomenda-se colocar a rea queimada sob gua corrente fria por pelo menos dez minutos, para aliviar 
a dor. Cubra a queimadura com gaze ou bandagem, sem pressionar muito. Se surgir uma bolha, no a estoure: isso pode infeccionar a rea queimada. Cubra-a com uma 
bandagem no adesiva e espere at que murche por conta prpria. Se isso demorar para acontecer, procure um mdico.


Os raios do Sol oferecem risco permanente de queimaduras. Por isso, use sempre protetor solar, chapu e culos escuros. Ao permanecer sob o Sol por longos perodos, 
tente cobrir as partes expostas do corpo.
Quando uma pessoa se queima sob o Sol, deve-se lev-la para uma sombra, ou, caso isso no seja possvel, cobrir sua pele com um tecido leve ou uma toalha. Depois 
disso, recomenda-se um banho de banheira com gua fria (no gelada). A gua deve cobrir todas as reas queimadas. Ao secar a pele, no esfregue. O ferido deve beber 
gua freqentemente e ser levado aos cuidados mdicos o mais rapidamente possvel.

DESMAIO

O desmaio  uma breve perda de conscincia causada pela reduo de fluxo sanguneo no crebro. Caso uma pessoa perceba que vai desmaiar e avise voc, deite-a e levante 
seus ps, ou apie a vtima numa cadeira e proteja-a com almofadas. Se j desmaiou, procure deit-la no cho, acomodando-lhe os ps num nvel mais alto do que a 
cabea. Afrouxe roupas apertadas para facilitar o fluxo de ar. A recuperao de um desmaio costuma ser rpida. Assim que a vtima do desmaio recobrar a conscincia, 
ajude-a a se levantar lentamente. Caso volte a desmaiar, deite-a e levante-lhe as pernas.
Ateno: se a vtima no recuperar os sentidos rapidamente, no se trata de desmaio. Chame uma ambulncia rapidamente.

ASFIXIA

No caso, a meta  desbloquear a passagem de ar, para que a pessoa volte a respirar. Primeiramente, deve-se encorajar a pessoa a tossir, a fim de desobstruir a respirao. 
Caso isso no funcione, faa com que a pessoa dobre seu tronco para baixo, e bata em suas costas (entre os ombros e a coluna). Se a pessoa continuar engasgada, chame 
um adulto. Pode ser necessrio chamar uma ambulncia.

SANGRAMENTO NASAL

Faa com que a vtima respire pela boca. Sente-a e dobre-lhe o corpo para a frente, a fim de evitar que o sangue entre pela garganta. Pressione a base das narinas. 
Depois de cerca de 10 minutos, solte. Repita o procedimento por mais vezes, se necessrio. A vtima no deve assoar o nariz por algumas horas.

OBJETOS NOS OLHOS

Ao perceber que algum objeto tocou ou penetrou o olho de algum, tente no tocar no local, pois isso s tende a piorar as coisas. Em geral, um cisco pode ser facilmente 
eliminado lavando-se a rea com bastante gua.
Fique de p e posicione-se atrs da pessoa com o cisco, que deve estar sentada. Dobre a cabea da pessoa para cima e abra seu olho. Lave-o com gua ou colrio estril. 
Esse procedimento deve eliminar o corpo estranho, mas, se no funcionar, tente remover o cisco suavemente, com um leno umedecido.
Caso o cisco fique por dentro da plpebra, procure segurar os clios superiores do olho e pux-los por cima dos clios inferiores. Outra possvel soluo  pedir 
 pessoa que tente piscar o olho debaixo d'gua, para que o corpo estranho saia com o lquido.

SOLUO

Acredita-se que beber gua (em grande quantidade ou, ento, bem rapidamente) pode ser um remdio para o soluo.

NUSEA E ENJOS

O gengibre  timo remdio contra nuseas e pode ser consumido como um ch. Para preparar, corte um pedao de cerca de 2 centmetros de gengibre e coloque-o em gua 
fervente por cerca de cinco minutos. Para remediar o enjo em uma viagem de carro, mastigue um pequeno pedao de gengibre. Folhas de anglica amassadas tambm so 
teis na preveno desse tipo de enjo, por refrescar o ambiente. J para enjo em alto-mar, recomenda-se o ch de manjerona: adicione alguns ramos frescos (ou algumas 
colheres de manjerona seca) em gua fervente e deixe em infuso por cerca de cinco minutos.

TORO DE TORNOZELO

Tores ou entorses ocorrem quando msculos, ligamentos ou tendes so exigidos alm de seus limites. A primeira medida a se tomar  remover o calado antes que 
a regio inche.
As quatro palavras-chave para cuidar de uma toro so descanso, gelo, compresso e elevao. Apie o tornozelo em posio confortvel e aplique gelo ou compressa 
de gua fria para reduzir o inchao e os hematomas.
Pressione a regio da toro, utilizando uma faixa de imobilizao e esparadrapo. Verifique se a faixa no est muito apertada, pois a circulao tem de fluir normalmente. 
Mantenha o tornozelo elevado para reduzir o fluxo sanguneo e evitar hematomas.


PICADAS

Abelha - Caso seja possvel visualizar a picada, tente remover o ferro. No utilize pinas, pois isso pode fazer com que mais veneno penetre no ferimento. Aps 
a remoo, aplique gelo ou compressa de gua fria.

Vespa - Geralmente, a vespa no deixa o ferro no local picado. Mas, se isso ocorrer, o procedimento  igual ao indicado para picadas de abelha.

Mosquitos ou pulgas - Loo de calamina, leo de lavanda, cebola ou folhas de salsa podem aliviar a dor da picada e diminuir a coceira. Caso a reao seja muito 
intensa, convm procurar um mdico.

Picadas na boca so particularmente perigosas, pois podem levar  ingesto de veneno e bloquear a passagem de ar. Vespas e abelhas adoram bebidas doces: tome cuidado 
com latas abertas de suco e refrigerante (prefira beber com canudos ou em copos). Algumas pessoas apresentam choque anafiltico em conseqncia de picadas. Nesses 
casos, a lngua e a garganta da vtima incham, e deve-se chamar uma ambulncia imediatamente.

PICADA DE COBRA

Nem todas as cobras e serpentes so peonhentas, mas, por precauo, convm manter distncia delas! Para casos de picadas venenosas,  essencial que a ao seja 
rpida. A vtima deve receber cuidados mdicos o mais rapidamente possvel. Antes que o socorro chegue, a primeira medida  acalmar a pessoa ferida e lavar abundantemente 
o local do ferimento, cobrindo-o com uma bandagem. No use torniquete nem corte a regio. A fim de prevenir que o veneno se espalhe pela corrente sangunea, evite 
que a vtima ande, principalmente se a mordida for na perna ou no p.

MULHERES INSPIRADORAS

Ana Nri (1814-1880)
Considerada uma autntica herona brasileira, a baiana Ana Nri j era uma mulher madura quando comeou a inscrever seu nome na histria. Viva desde os 29 anos, 
ela tinha 50 na poca em que estourou a Guerra do Paraguai (1864-1870), para a qual foram convocados seus trs filhos (dois mdicos e um militar), alm de dois irmos, 
ambos oficiais do exrcito. Inconformada com a disperso da famlia, Ana escreveu uma carta ao presidente da provncia, oferecendo-se para tambm ajudar nos esforos 
de guerra, cuidando de feridos e doentes.
Ajuda aceita, Ana partiu da Bahia em 1865 para se engajar no corpo de sade do exrcito. No Rio Grande do Sul, aprendeu suas primeiras noes de enfermagem com freiras 
da irmandade de So Vicente de Paulo. Enfrentando o tempo todo a escassez de materiais e medicamentos, alm das precrias condies de trabalho, Ana se destacou 
pela determinao e pelo cuidado dedicado aos pacientes - inclusive inimigos paraguaios - que passavam por suas mos.
Ainda durante o conflito, quando as tropas paraguaias j estavam sitiadas em sua prpria capital, Assuno, Ana usou o prprio dinheiro para montar uma enfermaria-modelo, 
limpa e bem organizada, junto  frente de batalha. L ela seguiu trabalhando obstinadamente at o final da guerra, na qual perdeu um filho e um sobrinho. Voltou, 
ento, para o Brasil, trazendo junto consigo seis meninas rfs brasileiras. Foi recebida com homenagens. O imperador Dom Pedro II a condecorou pelos servios prestados, 
concedendo-lhe por decreto uma penso vitalcia. A herona faleceria dez anos depois, reconhecida por todos como a primeira enfermeira do pas. Em 1926, o mdico 
Carlos Chagas no teve dvidas ao escolher o nome da primeira escola de enfermagem de alto padro a ser aberta no Brasil: Ana Nri.


DICAS VALIOSAS

Quem no teve dvidas sobre o modo mais indicado para lidar com uma situao? Felizmente existem algumas "regras" que podem ajudar nesses momentos complicados... 
e que toda garota deve saber!

APRESENTAES

Existe um mtodo muito eficiente e que costuma funcionar na hora de conhecer os pais das amigas ou familiares mais velhos. Estenda sua mo com confiana e diga: 
"Oi, tudo bem?". Procure agir com naturalidade. Provavelmente, o adulto ir responder com alguma frase pronta, do tipo: "Como ela cresceu!" ou "E muito parecida 
com o pai". Se algum fizer uma pergunta, evite respostas curtas e secas, como "sim" ou "no". Um beijo ou um abrao so comuns em situaes como essa. Seja simptica 
e no faa cara de pnico se o contato com um bigode causar incmodo! Esse martrio dura pouco.

OUTRAS FAMLIAS, OUTROS COSTUMES

Todas as famlias tm hbitos peculiares, at mesmo a sua! Quando for convidada para visitar a casa de outra pessoa, prepare-se para situaes diferentes, como por 
exemplo:

* Usar o banheiro com a porta destrancada (sobretudo se houver crianas pequenas na casa, que correm o risco de ficar presas)
* Permitir que os animais de estimao subam na cama ou fiquem perto da mesa durante as refeies
* Deixar as janelas abertas, mesmo que para voc esteja frio
* Sair para passear em dias de chuva
* Seguir uma alimentao diferente da sua, como pratos tnicos ou vegetarianos
* Deixar a televiso ligada o tempo todo

Existem muitos outros hbitos que poderiam ser adicionados a esta lista... Mas lembre-se que cada pessoa  nica e ningum pode ser chamado de louco por ter costumes 
diferentes. Aprenda a apreciar a diversidade e poder ter boas surpresas!

VIAGENS

Onde fica o banheiro?


Em francs: Excusez-moi, ou sont les toilettes? (Excuse mo,  son le toalet?)

Em italiano: Mi escusi, dove il bagno? (Me escusi, dove il banho?)

Em espanhol: Perdname, dnde est el bao? (Perdname, donde est el banho?)
Em alemo: Entschuldigen Sie bitte, wo sind die Toiletten? (Enchuldiguen zi bite, vo zind di toileten?)


O que diz a etiqueta na hora de:

COMER PO

No use a faca para cortar o po, pois ele deve ser partido com a mo. Use o talher somente para passar a manteiga, por exemplo.

TOMAR SOPA

Para no fazer barulho, no encha muito a colher e jamais sugue o lquido. Procure derramar o lquido na boca. Tomar sopa em silncio  um sinal de boas maneiras.

COMER ESPAGUETE

Para comear, pendure um guardanapo no pescoo. Jamais corte o espaguete! O uso da colher  opcional, mas ela pode funcionar como um apoio. Com o garfo, gire alguns 
fios do espaguete (cerca de 10a 15) at que fiquem presos ao talher. Aproxime-se do prato e leve o garfo  boca. Repita o procedimento at terminar. Voc pode usar 
um po para comer o molho que sobrou no prato. Buon appetito!

O MUNDO DOS GAROTOS

A grande diferena entre meninos e meninas  que os garotos gostam de "fazer" coisas - dirigir carros, jogar bola, brincar, comer, soltar pum etc. -, enquanto as 
garotas gostam de "sentir" coisas - amor, amizade, felicidade, entusiasmo etc. As meninas so mais emocionais que os meninos.  claro que no se trata de uma regra 
absoluta: um garoto pode muito bem demonstrar mais sensibilidade, s que isso no  muito comum. Por isso, uma dica importante  lembrar de que a expresso dos sentimentos 
no  uma ao natural no mundo masculino.
Tenha em mente que, mesmo que um garoto seja seu amigo, ele estar sempre preocupado com o que os outros meninos pensam sobre ele.
Portanto, no se surpreenda se ele mudar a forma de trat-la na frente de outras pessoas. Muitas vezes, a imaturidade pode fazer com que ele simplesmente a ignore 
quando estiver na presena dos amigos. Porm, tudo tem limite: caso o garoto a desrespeite na frente dos outros, esquea. Alm de imaturo, ele  um grosseiro!
Alguns garotos (mal acostumados pelas mes), podem acreditar que todas as coisas chatas da vida devem ser feitas por garotas. Limpar a casa, lavar e passar roupas 
e cozinhar so afazeres femininos. Para eles, restam as coisas boas: esportes radicais, bandas de rock e brincadeiras ousadas. No deixe que essa tendncia aumente!
Geralmente, os garotos no dizem o que pensam, j que a comunicao no  o forte deles. Portanto, caso algo esteja lhe incomodando, seja clara. No espere que ele 
adivinhe que h algo errado e no tente dar "pistas" sobre o problema. Voc ficar impressionada ao descobrir que ele realmente no desconfiava de nada errado!
Embora os garotos tentem demonstrar sua fora e autoconfiana a todo mundo, so to inseguros quanto qualquer garota. Quando voc perceber que um amigo est triste 
(a poderosa intuio feminina costuma ajudar), tente fazer com que ele se sinta melhor. Uma dica: os garotos adoram receber elogios sobre suas habilidades, seja 
ela qual for - skate, corrida, matemtica, futebol...




O MUNDO DA AMIZADE

A melhor amiga  aquela pessoa que gosta de voc pelo que voc . Ela entende seus problemas sem que voc precise explic-los, vocs acham graa das mesmas coisas, 
dividem segredos, roupas e se divertem muito juntas. Voc nunca se sente sozinha quando ela est por perto!



Em geral, as pessoas no escolhem o melhor amigo, mas sim o descobrem. S que, para que a amizade perdure,  preciso cuidar bem dela. O segredo das grandes amizades 
 a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa, sob qualquer circunstncia. Voc precisa entender o que sua amiga sente e estar presente nos momentos difceis.
Melhores amigas so leais e confiam uma na outra. Costumam trocar elogios e presentes, mesmo em datas comuns. Quando existe uma verdadeira amizade, no h dvidas 
sobre a hora certa de pedir desculpas (sim, reconhecer os erros  essencial) e o amigo assume o posto de uma das pessoas mais importantes do mundo.
Porm, infelizmente, algumas amizades acabam. Caso sua melhor amiga queira seguir novos caminhos,  preciso respeitar a deciso dela. Crises histricas, planos de 
vingana ou exigncia de desculpas so inteis. Voc deve respirar fundo e tentar entender que algumas coisas no duram para sempre. Isso no significa que voc 
no pode ficar triste. Chorar pode ajudar. Escrever tudo em seu dirio tambm. Converse com sua me, pois ela provavelmente j viveu a mesma coisa.
Lembre-se de que o fato de sua melhor amiga ter trocado voc por outra no significa que existe algo errado com voc. No tente encontrar um motivo nem pensar em 
algo que poderia ser feito para evitar o afastamento.
A melhor maneira de lidar com o problema  sorrir e seguir em frente, pois uma atitude positiva ajuda a espantar o sentimento de rejeio. Com o passar do tempo, 
voc provavelmente encontrar outra melhor amiga, que talvez tenha vivido uma experincia parecida com a sua... e a voc ver o quanto aprendeu com isso!





Voc j pensou em escrever um dirio? Pode ser muito agradvel! Com ele, nada se perde e voc pode relembrar no futuro os momentos importantes e divertidos de sua 
vida. Alm disso, nesse espao voc tem liberdade para registrar com segurana todos os seus pensamentos, sem se preocupar com o julgamento dos outros.
Escrever os acontecimentos do dia faz com que voc se sinta melhor. Ao escrever sobre uma situao triste ou complicada,  possvel analis-la de maneira mais clara. 
Isso acontece porque nossos pensamentos ocorrem de maneira aleatria e confusa, sem uma seqncia lgica. Colocando esses pensamentos no papel, tudo comea a fazer 
sentido.
Tente no adotar um dirio com as pginas datadas, j que um dia  diferente do outro e sua necessidade de refletir sobre ele tambm. Prefira um caderno e comece 
seu registro pela data. Lembre-se de que escrever um dirio no  uma obrigao e, sim, um prazer!
Guarde seu dirio em um local seguro (antigamente, quase todos vinham em uma caixa com chave). Outra alternativa  cobri-lo com uma capa de livro e guard-lo na 
estante, no meio de outros volumes e longe da ateno dos curiosos.
 SEGREDO!

Guardar um segredo  muito importante e bastante difcil, pois, muitas vezes, a vontade de cont-lo para algum  quase irresistvel. S que, felizmente, esse impulso 
costuma passar rapidamente. Para a maioria das pessoas, revelar um segredo de uma amiga  uma forma de traio - sem falar que voc pode ficar com fama de fofoqueira!
Para guardar um segredo:

* Tente esquec-lo (quando voc ficar mais velha, isso no ser difcil).
* Escreva no seu dirio.
* Faa um pequeno ritual de preservao: escreva o segredo em um pedao de papel, rasgue-o e jogue fora.
* Conte o segredo a seu cachorro ou a um beb.

ACORDOU DE MAU HUMOR?

O mau humor  indesejado e improdutivo, mas todos ns ficamos mal-humoradas em alguns momentos. Por isso, o melhor  aprender a lidar com essa realidade da melhor 
forma possvel.
 importante lembrar que ficar de mau humor dificilmente surte o resultado desejado. Ao invs de chamar a ateno para seu problema, o mal-humorado costuma ser ignorado 
ou virar alvo de piadas. Muitas vezes, as outras pessoas nem percebem que esta pessoa est de mal com a vida.

J que o recurso no leva a lugar algum, tente deixar essa experincia menos dolorosa.
Um perodo de mau humor deve ser curto (no tente estend-lo, pois isso ser exaustivo para voc). Se julgar que ajuda, tente "marcar" o seu momento vestindo-se 
de preto, por exemplo, ou ouvindo algum tipo de msica que acha que combine com o baixo astral. Escrever no dirio o que se passa na sua cabea tambm pode ser uma 
sada. Passou? Que bom!

ELE  O MXIMO!

No h nada errado em virar f assumida de algum dolo - desde que fique sempre bem claro que tudo no passa de fantasia. Por mais que voc afirme adorar um ator 
ou msico famoso, nenhum astro do cinema ou dos palcos vai bater na sua porta e declarar amor por voc!
Existem vrias maneiras de demonstrar paixo por seu dolo, como colecionar fotos e montar um mural no quarto. Buscar todo tipo de informao tambm  comum, assim 
como assistir a todos os filmes e shows e acompanhar a vida da pessoa como se fosse a sua. J escrever uma carta pode no ser uma experincia gratificante: em geral, 
as mensagens so respondidas com textos padronizados, muitas vezes sem uma assinatura sequer.
Algumas garotas preferem escolher um dolo secreto.  muito bvio se apaixonar pelo astro queridinho de Hollywood e ser mais uma entre milhes! Mas para ter uma 
paixo mais exclusiva e genuna, o caminho  um pouco mais complicado. Tente ser original!
A regra mais importante  jamais conhecer o dolo. Existe um imenso risco de que essa pessoa, que voc tanto idealizou em seu mundo imaginrio, seja absolutamente 
normal... e tenha srios defeitos, capazes de acabar com a fantasia!

PARA CONCLUIR

Nunca tente parecer legal s para agradar aos outros. No so as atitudes foradas que tornam uma pessoa simptica ou agradvel. Gostar de uma banda s porque todas 
as amigas gostam, fingir que tudo est bem quando voc na verdade est chateada com algo e ostentar roupas de grife no garantem popularidade a ningum. Alis, muito 
pelo contrrio: ser uma escrava da moda, forar a forma de agir ou de falar s para seguir a onda ou caoar de quem  diferente s surte efeitos negativos. Uma pessoa 
realmente legal  aquela que, sem sombra de dvida,  ela mesma.
Ser legal  uma condio relacionada  essncia de cada um. Se voc conhece algum que usa um corte de cabelo incomum e sapatos ou roupas diferentes, talvez esteja 
diante de algum verdadeiro - e, provavelmente, muito legal. Se existe alguma receita, talvez seja essa: siga seus princpios e um dia ir perceber que isso fez 
de voc uma pessoa legal.


* Fbulas, Esopo

* Alice no Pas das Maravilhas, Lewis Carroll

* Mary Poppins, P.L. Travers

* Toda a coleo de Tintim, de Herg

* Toda a srie Harry Potter

As AUTORAS


ROSEMARY DAVIDSON cresceu em Country Down, na Irlanda do Norte, ao lado de trs irms, vrios cachorros, uma ovelha de estimao, vacas e cavalos. Aprendeu a costurar 
com me e recebeu suas primeiras lies de tric e de culinria da tia-av Dolly. Com o pai, descobriu os segredos da colheita de morangos. E s irms deve o aprendizado, 
entre outras coisas, da arte da luta livre. Rosemary mora em Londres com seus filhos Florence e Spike. E editora e tradutora de livros infantis.

SARAH VINE nasceu em Gales, no Reino Unido, e cresceu na Itlia. Quando criana, exibia pouco talento para os esportes e uma capacidade quase infinita de passar 
horas lendo histria em quadrinhos, conversando, experimentando os sapatos da me ou improvisando uma pea de teatro - hbitos que permanceram na vida adulta. Jornalista, 
escreve para o The Times. Sarah  casada e tem dois filhos.


Gostaramos de agradecer a todos da Janklow & Nesbit pela pacincia e a Venetia Butterfeld, Sarah Fraser, John Hamilton, Tom Weldon, Keith Taylor, Eleo Gordon, 
Jenny Dean, Georgina Atsiaris, Karol Davies, Sophie Mitchell e a todos da Penguin pelo esforo para a realizao do projeto. Agradecemos a Liz Davis, pelo timo 
trabalho de edio. Tambm somos gratas a: Tnia Kindersley, pela infinita sabedoria; Claire Paterson, pelas dicas e orientaes; Kirsty Gordon e Michelle Henery, 
pela valiosa contribuio. Sarah agradece em especial a seu marido Michael, sempre brilhante, e a sua querida me, por ter sido... bem, uma tima me, apesar das 
dificuldades. Rosemary agradece suas irms, alm de Sarah Jane Lovett, Liz Calder, Arzu Tahsin, Rachel Cugnoni, Anna Hart e Lilias Wallace.
Finalmente, um agradecimento especial das autoras a Natacha Ledwidge, criadora das belas ilustraes deste livro.
